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O Observador são 9 horas. E começamos com desenvolvimentos na Flotilha Internacional. O governo acaba de avançar que está previsto que os dois cidadãos portugueses detidos em Israel sejam deportados hoje para Portugal. Uma deportação que será feita via Turquia, é o que acaba de avançar o Ministério dos Negócios Estrangeiros à Agência Lusa. A tutela de Paulo Rangel adianta que já informou os familiares dos dois portugueses, os dois médicos que seguiam a bordo da flotilha em direção a Gaza. Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias foram detidos na segunda-feira pelas autoridades israelitas no âmbito desta missão humanitária. O ministro da Segurança de Israel divulgou, entretanto, um vídeo que mostra os ativistas detidos, amarrados de joelhos e cabeça no chão. As imagens têm merecido condenação de vários países, incluindo Portugal. Luís Montenegro defende mesmo a suspensão parcial do acordo comercial entre a União Europeia e Israel. E continua a pressão internacional. A União Europeia considera inaceitável o tratamento dado aos ativistas da flotilha humanitária. É a reação do Serviço Europeu para a Ação Externa. Em comunicado divulgado também na última hora, este serviço diplomático da União sublinha que todas as pessoas detidas devem ser tratadas com segurança, dignidade e em conformidade com o direito internacional. Os 27 apelam ao governo israelita para que liberte imediatamente todos os ativistas. O mesmo escreveu o presidente do Conselho Europeu, António Costa, na rede social X. As imagens que estão a causar toda a polêmica foram divulgadas nas redes sociais pelo ministro israelita da Segurança Nacional. No vídeo, podem ver-se os ativistas no chão, com as mãos amarradas nas costas. Miguel Gato, há relatos também de abusos por parte das autoridades israelitas.
Pelo menos três pessoas terão precisado de cuidados hospitalares. Há registro de queixas como ferimentos de balas de borracha durante a intercessão da flotilha, costelas partidas de alguns ativistas e também a utilização de tasers por parte das autoridades israelitas. É o que revela a organização de advogados pró-palestiniana Adalah, insiste que os ativistas têm sido submetidos a extrema violência e humilhação durante a captura e agora que estão detidos. Esta versão é contrariada por Israel, que nega o uso da violência. A organização de advogados diz também que esteve ontem à noite reunida com os detidos. Um grupo de advogados voluntários tentou dar apoio jurídico às centenas de pessoas que se encontravam no porto israelita de Ashdod. Conta que não foi possível prestar esse apoio jurídico. O site da Flotilha Humanitária revela que os ativistas estão agora a ser transferidos para uma prisão. E hoje devem ser presentes à Justiça israelita para que comece então o processo de deportação para os países de origem.
Com esta informação, Miguel Gato, da última hora, por parte do Ministério Português dos Negócios dos Estrangeiros, que adianta que os dois portugueses detidos vão ser hoje deportados, devem ainda hoje chegar a Lisboa. Este vai ser o tema do Explicador, para ouvir já a seguir a este jornal. Conosco vai estar João Maçãno, o Bastonário da Ordem dos Advogados. Ainda no Médio Oriente, Donald Trump avisa que as negociações com o Irão estão por um fio e repete as ameaças a Teerão. O presidente dos Estados Unidos diz que está dividido entre um acordo para pôr fim à guerra e o regresso dos ataques. A CNN Internacional avança, entretanto, que Donald Trump e Benjamin Netanyahu tiveram um telefonema tenso ontem à noite, divergiram sobre a visão que têm para o conflito no Médio Oriente. De um lado, Trump insiste em chegar a um acordo, embora não descarte novos ataques. Do outro, Benjamin Netanyahu está cético em relação às negociações e prefere o regresso das operações militares contra o Irão. Na análise, o coronel José do Carmo entende que este desentendimento tem como base a exigência dos Estados Unidos para o acordo com o Irão.
Trump quer fazer um acordo com o Irão. E o acordo está a afunilar, pela última retórica, para a questão nuclear. Está a afunilar só para isso. E deixa de fora aquilo que Israel entende também importante, que é a questão dos mísseis e dos proxies. E, portanto, mesmo nesta framework que agora se está a discutir, que é isso que está em causa agora, portanto, uma framework em que iria haver um mês ou mais de negociações, etc. Havia aqui uma carta de entendimento em que discutiram este assunto e este assunto, Ormuz, parte nuclear, e o resto ficaria para depois. Israel entende que esta é a ocasião certa para acabar com esta estratégia iraniana de dominar regionalmente.
A análise do coronel José do Carmo hoje no Gabinete de Guerra e é neste contexto que os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO vão reunir-se hoje na Suécia, vão discutir os temas do Médio Oriente e da guerra da Ucrânia, também os orçamentos de defesa dos aliados. E falamos agora da Covid-19. A Direção Geral da Saúde garante que continua a fazer uma vigilância contínua, integrada. Nas últimas semanas, não há registro de casos de infecção e a mortalidade também está em níveis reduzidos. O surgimento de um surto de hantavírus num navio cruzeiro nas últimas semanas levantou os receios de uma eventual nova pandemia, apesar da Organização Mundial da Saúde já ter afastado essa possibilidade. Foi neste contexto que a Rádio Observador procurou fazer um ponto de situação da Covid-19 em Portugal, seis anos depois das primeiras infecções. É o tema de "Onde Para o Caso" desta semana. A DGS continua a publicar boletins todas as semanas com pontos de situação e de acordo com as mais recentes informações, os númerosNão são preocupantes, Miguel Pina Andrade.
"Os números mostram que Portugal tem registado uma atividade reduzida da Covid-19, com uma tendência estável do número de novos casos e mortalidade em níveis reduzidos". São estas as expressões utilizadas pela Direção-Geral da Saúde numa resposta oficial enviada à Rádio Observador. Nos relatórios das últimas semanas, não são reportados quaisquer casos de infecção por Covid-19, sendo que olhando para os números, conseguimos ver uma curva descendente da incidência, sobretudo desde dezembro de 2022. Nesta resposta enviada à Rádio Observador, a Direção-Geral da Saúde reforça que continua atenta à evolução da Covid-19 e também à circulação das variantes. Entre maio de 2025 e março deste ano, foram identificadas oito variantes e linhagens. A mais comum nos últimos tempos é a Ômicron BA 3.2. Destaque também para a vacinação. Durante a campanha sazonal de outono, foram vacinadas cerca de 1.300.000 pessoas. A meta da Direção-Geral da Saúde era de 1.500.000 vacinados. O número ficou ligeiramente abaixo. A DGS adianta que o balanço final da campanha vai ser apresentado publicamente em junho, à semelhança do que tem acontecido em anos anteriores.
Miguel Pina Andrade com o ponto de situação da Covid-19 em Portugal. A DGS adianta à Rádio Observador que continua atenta e a atuar em colaboração com outras entidades de saúde. Na análise, o epidemiologista Manuel Carmo Gomes avisa que a Covid-19 continua a ser perigosa, mas explica que já todos temos uma imunidade que nos protege do vírus. Sobretudo devido aos anticorpos gerados pela infecção e também graças às vacinas. Manuel Carmo Gomes diz que a possibilidade de reinfecção continua a existir, com perigo, mas longe do que vivemos no passado.
O SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid, continua a ser um vírus perigoso. Agora, o que acontece é que todos nós já fomos infetados, provavelmente até mais que uma vez, e muitos de nós foram vacinados. Portanto, nós temos alguma memória imunológica para nos proteger do vírus. Acontece, contudo, que, como se recordam, os anticorpos que são gerados depois de sermos infetados por este vírus decaem à medida que o tempo passa. Portanto, ao fim de quatro, cinco meses, nós já não temos anticorpos que nos protejam da infeção. Portanto, podemos voltar a ser reinfetados.
O epidemiologista Manuel Carmo Gomes sobre o risco da Covid-19 nos dias de hoje, mais de seis anos depois do primeiro caso registado em Portugal. Este é o tema do "Onde Parou o Caso", um programa para ouvir na íntegra na tarde política depois do jornal das 17h. Rúben Amorim não vai suceder a José Mourinho no Benfica. A agência que representa o treinador afirma que vai continuar no estrangeiro para já. A agência afirma, através de um comunicado, que as notícias que o associam ao Benfica são mera especulação. A empresa adianta que Rúben Amorim pretende continuar no estrangeiro e garante que não houve qualquer reunião com clubes portugueses. Rúben Amorim e Marco Silva têm sido os nomes mais apontados à sucessão de José Mourinho no Benfica. Entretanto, a imprensa espanhola reforça que Mourinho, sim, deve ser oficializado no Real Madrid no próximo domingo. Roberto Martínez rejeita que o futuro enquanto selecionador nacional esteja dependente da prestação de Portugal no Mundial. O técnico afirma que só está focado em fazer uma boa prestação na competição. Não é tempo para falar em continuidade. Em entrevista à RTP, depois de ter anunciado os 27 convocados para o Campeonato Mundial, o selecionador diz que o foco deve estar na competição.
O contrato do selecionador, depois do Mundial, a decisão será o que seja melhor para a seleção. Se estivesse preocupado com a minha posição, não era o selecionador certo. Falar do selecionador não é o importante. O importante é que a equipa ganhe, que a equipa jogue bem e que os números sejam bons e é isso que é o meu foco.
É o objetivo de Roberto Martínez. A entrevista à RTP depois da divulgação da convocatória para o Campeonato Mundial de 2026. São agora 9h10. Já a seguir o explicador sobre a flotilha internacional. Primeira carla, tempo para as outras notícias que estão em destaque a esta hora. A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens registou 54 casos de casamentos forçados em 2025. É a primeira vez que esta questão entra nos relatórios da comissão. A violência doméstica mantém-se como o principal motivo para aplicar medidas de proteção. Os dados constam do relatório da CPCJ, que é divulgado esta manhã. Luís Montenegro preside ao Conselho de Ministros de hoje em Pombal. A reunião semanal do Executivo está agendada para daqui a pouco, na Câmara Municipal, de um dos concelhos mais afetados pela tempestade Cristine. À tarde, o primeiro-ministro vai passar também por Leiria. Cuba condena a acusação de Donald Trump contra o ex-presidente cubano Raul Castro. O presidente dos Estados Unidos falou ontem num grande dia para os cubanos, após ter anunciado à imprensa que o antigo presidente tem agora, aos 94 anos, uma acusação formal nos Estados Unidos. Em causa, o ataque a aviões norte-americanos, que aconteceu na ilha em 1996 e que levou à morte de quatro pessoas. Numa declaração divulgada já hoje, o governo cubano diz que esta ação da administração Trump carece de legitimidade e jurisdição e acusa os Estados Unidos de construírem uma narrativa falsa.