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Pressão Nove da Manhã. Depois de mais um fim de semana de protestos pela habitação, a Presidência da República mostra-se disponível para falar com os manifestantes. O movimento Acampada diz que vê o convite com bons olhos e adianta que vai analisar a proposta. A Casa Civil da Presidência da República contactou os manifestantes para um encontro com António José Seguro. O movimento Acampada diz que vê com bons olhos o convite. Não foi avançada data ou local. Um porta-voz do movimento no Porto, o Henrique Blanc, diz que o convite ainda precisa ser discutido internamente.

Hoje, às 19h30, entraram em contacto comigo, através da Casa Civil da Presidência da República, a pessoa responsável, e informou-me que o presidente da República estava disposto a reunir conosco para discutir as propostas que nós temos e também estes últimos acontecimentos relacionados com a Acampada. Está claro que foi uma proposta recebida de muito bom agrado da nossa parte, mas que ainda irá ser discutida por nós todos, de forma democrática, como tem sido tudo até este momento.

Henrique Blanc é um dos porta-vozes da Acampada do Porto, a falar aos jornalistas ontem à noite. Já o convite do presidente da Câmara do Porto para um encontro com os manifestantes foi recusado, uma notícia também conhecida ontem à noite. Quanto a António José Seguro, desta vez reagiu com mais celeridade e publicamente aos confrontos entre polícias e manifestantes. Carlos Pedro.

O presidente não deixou passar mais do que algumas horas desde a operação policial na madrugada de domingo. Ainda pela manhã, fonte da Presidência da República fazia chegar à comunicação social que o chefe de Estado já tinha pedido informações detalhadas ao governo e à Provedoria de Justiça. Isto tendo em conta o acompanhamento da manifestação de sábado feito pelo Mecanismo Nacional de Prevenção. Seguro queria também saber o estado dos detidos e dos feridos. Mais tarde, a confirmação das conversas com Luís Montenegro e Luísa Neto chegava antes ainda de os manifestantes voltarem à rua. Foi já com novos protestos em andamento que a Presidência da República revelou que António José Seguro entrou em contacto com os autarcas do Porto e Lisboa, Pedro Duarte e Carlos Moedas. Depois, do Porto chegava a notícia que dava conta de contactos entre os promotores das acampadas de Lisboa e do Porto e a Casa Civil da Presidência da República. Os manifestantes dizem que Seguro está disponível para os receber. A Rádio Observador tentou perceber se já há alguma resposta. Uma fonte de Belém diz apenas que quando houver novidades acerca do assunto, elas serão comunicadas. A verdade é que hoje há, pelo menos, Conselho de Estado às 15h, no Palácio de Belém.

E, naturalmente, com os protestos pela habitação em pano de fundo. Carlos Pedro a recordar aqui as iniciativas do presidente da República depois das críticas ao silêncio perante as manifestações e as várias intervenções policiais. Desta vez, a polícia não interveio durante a madrugada, nem no Porto, nem em Lisboa. A noite foi calma, apesar de alguns momentos de maior tensão no Rossio. Entretanto, os 13 manifestantes detidos este fim de semana vão ser hoje presentes a primeiro interrogatório judicial, tanto em Lisboa como no Porto. E vamos voltar a este tema já a seguir no Explicador, com o deputado do PS, Pedro Delgado Alves, e superintendente da PSP, Carlos Bastos Leitão. André Ventura pode ter a vida complicada na próxima convenção nacional do Chega. Há quem queira que o presidente se mexa na direção do partido. Já os membros mais próximos falam em chantagem. Numa altura em que o Chega tem sondagens favoráveis, a luta interna está ao rubro nas vésperas da reunião magna, que está marcada para o final deste mês de novembro. No sábado, André Ventura foi reeleito presidente com 98% dos votos e transformou o discurso num alerta. Diz que é possível o Chega chegar ao governo, mas é preciso união interna. O líder do partido tem noção de que as internas agudizaram os problemas de união no partido e, por isso, pediu que haja um sentido maior naquilo que o partido ambiciona. Carla, os militantes e dirigentes ouvidos pelo Observador apontam para um partido bastante dividido. Sim, com vários deputados e dirigentes a contrariar as indicações de André Ventura. Há dois nomes que se destacam nas conversas: Bruno Nunes, que tem vindo a consolidar apoios em distritos de peso para o Chega, e o secretário-geral do partido, Pedro Pinto. Além disso, o Observador sabe que há distritais com peso que se têm alinhado com o objetivo de afastar pessoas próximas de André Ventura na direção. Este é o artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador e está também em destaque na história do dia. Mudamos de tema. Paulo Fonseca vai ser anunciado esta semana como novo treinador do Sporting. O técnico cede a Rui Borges, que está de saída de Alvalade. Paulo Fonseca é, sim, o homem escolhido por Frederico Varandas, com a apresentação marcada para esta semana em Alvalade. É uma informação já apurada pelo Observador. O treinador português de 53 anos vai deixar os franceses do Lyon e regressar a Portugal. O Sporting anunciou ontem à noite, em comunicado, a saída de Rui Borges. Já esta manhã, o comentador da Rádio Observador, João Castro, sublinhava o timing para esta decisão de Frederico Varandas.

Esta mudança brusca agora, nesta altura, e forçar nesta altura, eu acho que tem muito a ver com o jogo do Manchester e do Porto que aí vem. Ou seja, era preciso dar ao novo treinador tempo pra entrar e já ter as coisas, as dinâmicas mais ou menos bem definidas pra esse jogo do Dragão, que eu acho que é claramente decisivo pro Sporting reentrar nas contas do título. E o jogo do Manchester pode ser fundamental para a caminhada da Champions. E, portanto, entrar tinha que ser agora.

Análise de João Castro no E o Campeão É especial desta manhã. Tiago Fernandes, o atual diretor da equipa b leonina, assume para já o comando da equipa principal de forma interina. Ele vai orientar a equipa no jogo de amanhã do Sporting diante do Shakhtar Donetsk para a Liga dos Campeões. Este é um tema também em destaque a esta hora no site do Observador. São 09h06, já a seguir o Explicador sobre a carga policial deste fim de semana. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam esta manhã de segunda-feira? A Frente Comum e a FENPROF convocaram uma concentração para amanhã em Lisboa. O objetivo é denunciar a intenção da Caixa Geral de Aposentações de reduzir o valor de cerca de 3 mil pensões de aposentação anteriormente atribuídas. Na ação de protesto, a Frente Comum e a FENPROF vão exigir o fim dos cortes e o cancelamento das notificações de devolução, também o pagamento integral do valor correto das reformas a que entendem, estas federações de sindicatos, que os trabalhadores têm direito. Hoje é dia de greve dos trabalhadores da administração pública. Setores como a educação e a saúde devem estar a ser os mais afetados. A greve começou à meia-noite, dura 24 horas, é convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e Entidades com Fins Públicos. Donald Trump sugere que vai ter de dar o golpe final no Irão. O presidente dos Estados Unidos explica que a única razão pela qual ainda não terminou a guerra é porque quer ser simpático. De recordar que as eleições intercalares nos Estados Unidos realizam-se amanhã.