Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Tudo pronto para uma nova edição do Bom, Mau e Vilão das manhãs 360, sempre com o Miguel Pinheiro. Olá, Miguel, bom dia.

Bom dia.

Bom dia. Quem é o bom desta quarta-feira?

O bom é o Bloco de Esquerda. O Observador ontem deu a notícia de que começa-se finalmente a falar dentro do partido da eventual saída da liderança de Catarina Martins. Isso até agora tem sido um tabu. Ficava aí pronto, até fazia lembrar aquele cartaz célebre de Paulo Portas a dizer: "Eu fico". Agora houve uma evolução, segundo dizem fontes do Bloco, enfim, toda a gente está preparada pra que Catarina Martins fique, mas Catarina Martins é que sabe, no limite, se quer ficar ou não. De fato, depois de tudo o que foi acontecendo nos últimos anos, principalmente nas últimas legislativas, Catarina Martins já está na liderança há nove anos, é muito tempo. Foi o rosto do partido durante a geringonça, aconteceu muita coisa. Vimos outros partidos a mudarem de líder, o PSD, o PCP, até a Iniciativa Liberal, que teve um bom resultado, mudou de líder. Claramente, o Bloco de Esquerda precisa de uma mudança de estratégia e de rumo, e isso implica uma mudança de liderança, não há outra forma de fazer isso. E se não for agora que o Bloco muda, eu sinceramente não sei quando é que será.

Pois, talvez quando eventualmente poderá haver piores resultados eleitoreis ainda do que houve há um ano.

Portanto, escola CDS, é isso?

É provável.

Olha, eu não aconselho.

Pois, não deu muito bom resultado, acho, lá para os lados do CDS.

Os dirigentes do Bloco é que sabem.

Então, e quem é o mau?

O mau são os vários organizadores da Jornada Mundial da Juventude. Nós ontem tivemos mais uma prova de que eles não se entendem. O Observador contou os detalhes da polêmica que envolve o plano de mobilidade da jornada, que é absolutamente fundamental pra tomar uma série de outras decisões. Nós, de um lado, temos a Câmara de Lisboa e a Igreja a dizerem que o plano de mobilidade está atrasado e que isso está a prejudicar a organização. E do outro lado, temos a equipe do governo, liderada por José Sá Fernandes, a garantir que não há atraso nenhum e que, na verdade, esse plano ainda vai demorar a estar pronto. Uma pessoa ouve isto e fica na dúvida sobre, afinal, quem é que tem razão. O plano está terrivelmente atrasado ou está a ser feito calmamente e a horas? Eu não sei, nunca organizei uma Jornada Mundial da Juventude. O que sei é que mesmo depois de todos os problemas que já houve, os vários organizadores continuam a não falar uns com os outros, continuam a não se entender e continuam a não se coordenar. Por isso, falavas em CDS e em problemas graves, cá está mais um.

As coisas correm bem. Tu nunca organizaste nenhuma Jornada Mundial da Juventude. Pelos vistos, ninguém nunca organizou e pelos vistos ninguém nunca vai organizar mais.

Pelo menos bem.

O assunto morre aqui.

Ficamos todos no mesmo nível, é assim.

Miguel, então e quem é o vilão?

O vilão são os sindicatos dos professores, que insistem em desvalorizar o impacto das greves na aprendizagem dos alunos. Os sindicatos podem dizer o que quiserem, mas obviamente, nem pais nem alunos são tontos. Por isso, ontem as associações de pais já vieram pedir que sejam tomadas medidas que permitam recuperar as aprendizagens perdidas e chamaram a atenção pra outra coisa: além da desigualdade entre alunos da escola pública, que tiveram greves, e alunos das escolas privadas, que não tiveram, existe uma desigualdade dentro do sistema público, porque mesmo aí houve escolas que tiveram um ou dois dias de greve e houve outras em que quase não houve aulas durante todo o mês de janeiro. E convinha começar a perceber quem é que vai ajudar os alunos que estão a ser mais prejudicados por todas estas greves. Se é que, atenção, os sindicatos se preocupam com isso. Se calhar, não. Se calhar, só se preocupam com a revolução.

Vamos então ao resumo. O bom desta quarta-feira é o Bloco de Esquerda. O mau são os vários organizadores da Jornada Mundial da Juventude. E o vilão, os sindicatos dos professores. Foram estas as escolhas do Miguel Pinheiro na Rádio Observador, e que também pode ouvir em podcast.