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Começa agora o Domínio da Guerra da Rádio Observador, sempre com o Major-General Arnold Moreira. Bom dia.
Bom dia, muito bom dia a todos.
Bem-vindo, general. Lembro que também nos pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais. Os chefes de governo dos 32 membros da NATO estiveram esta semana reunidos em Ancara para mais uma cimeira da organização. À margem, Donald Trump reuniu-se com o presidente turco, o presidente da Síria, com o Zelensky, e disparou sobre os seus aliados europeus. Estávamos à espera, general. Que NATO temos depois desta cimeira?
Temos NATO, o que já não é mau. Em face daquilo que eram as expectativas iniciais de que a tal NATO 3.0 fosse apenas NATO 1.5, já não foi mau. A cimeira não correu mal. A cimeira foi preparada e organizada para não correr mal. E o que é uma cimeira não correr mal? É dar pouco tempo a Trump em frente das televisões e dos microfones. E, portanto, tudo aquilo que eram aqueles assuntos irritantes acabaram por não constituir o cerne da cimeira em si. Mas ninguém consegue controlar Trump, e Trump utilizou todas as oportunidades que tinha, as conferências iniciais, todos os momentos em frente à televisão para introduzir os tais irritantes que os aliados europeus e o Canadá não queriam ouvir. Mas a cimeira realizou-se e teve um comunicado final até muitíssimo interessante, e talvez possamos começar por aí. Em primeiro lugar, a questão do artigo quinto. Vamos passar em revista estes seis parágrafos. O artigo quinto e o entendimento também sobre o artigo quinto, de que o ataque a um dos aliados é um ataque a todos, ficou expresso literalmente. Portanto, todas aquelas nossas dúvidas que nos assaltam ultimamente, cada vez que há uma cimeira da NATO, se o compromisso político dos aliados em fazer esta interpretação do artigo quinto continua válida, está lá, está escrito, foi assinado por todos. Portanto, o ataque a um é o ataque a todos, o artigo quinto continua em pleno vigor. Depois, o parágrafo dois é um parágrafo também interessante do ponto de vista da análise, porque aponta para a Rússia como uma ameaça de longo prazo para a segurança e a estabilidade euro-atlântica. A Rússia está lá, não era evidente. Depois de todos os telefonemas e do namoro pegado entre Vladimir Putin e Donald Trump, que isto aparecesse de forma tão clara ali, tão explícita e com esta assertividade, que a Rússia é, para a Aliança Atlântica, o seu inimigo e o grande desestabilizador da relação transatlântica a longo prazo. Isto ficou escrito neste segundo parágrafo. Do meu ponto de vista, há aqui uma assertividade que é até uma pequena surpresa. Podia estar mais diluído, mais camuflada, mas não, está ali explícito e clarinho. Moscovo não terá gostado muito disso. Ainda neste parágrafo dois, aproveita-se para depois desenvolver aquilo que tem sido o esforço de natureza de investimento em segurança e defesa que o Canadá e os aliados europeus têm vindo a fazer. Fica escrito que os aliados europeus e o Canadá aumentaram os seus investimentos em defesa em mais de 139 mil milhões de dólares, que é uma importância muito significativa. E em Ancara, se comprometeram para um conjunto de compromissos, compromissos de natureza financeira, contratos de aquisição de armamento, superiores a 50 mil milhões de dólares. Isto ficou escrito. E ficou escrito também, um pouco pela vontade de Trump, de mostrar também internamente que aquilo que são as suas recriminações em relação aos aliados estão a ter uma resposta, e também por parte dos europeus, que veem reconhecido que este esforço é um esforço realmente significativo. Portanto, tudo bem com o parágrafo dois, o tal parágrafo da assertividade sobre a Rússia. Depois, o parágrafo três. O parágrafo três tem a ver com a alteração que se pretende produzir a médio prazo sobre a NATO. É aquilo que eu diria a mudança de ênfase. Nós estávamos muito dependentes dos Estados Unidos e o que nos anuncia este parágrafo três é que os aliados e o Canadá vão assumir maior responsabilidade na defesa da aliança. Mas não é apenas isto. No meio de tudo isto, o parágrafo um é o da confirmação de que se mantêm os valores, mas o parágrafo três é o do futuro. O parágrafo três é que a NATO 3.0 de que se fala. É bom haver futuro. É bom haver futuro nestes comunicados, porque significa que não é uma organização que esteja para terminar, para acabar agora nos próximos tempos. E qual é esse futuro? É esta mudança de ênfase, sobretudo na parte das forças convencionais, que têm que vir a ser asseguradas pela Europa e pelo Canadá, mas é também uma ênfase tecnológica muito grande com o apoio dos Estados Unidos. Isto é, os Estados Unidos o que não querem na NATO é que sejam os Estados Unidos a dar as tropas que estão no terreno. Querem que sejam os europeus a darem a maioria das questões de natureza do apoio convencional à NATO na Europa. Mas os Estados Unidos estão disponíveis com o seu setor tecnológico para dotar a NATO de instrumentos de natureza, de modernidade, que são essenciais ao campo de batalha. Os Estados Unidos falam numa cloud transatlântica para a troca de dados entre os aliados, que permita um conhecimento real, em tempo real, da situação, da interação, das comunicações, da troca de dados entre todos os aliados. As forças integram-se numa cloud que os Estados Unidos vão providenciar, ponto um. Ponto dois, fazer com que os instrumentos recentemente desenvolvidos de inteligência artificial possam também apoiar as operações da NATO. É uma NATO virada para o futuro aqui. Isto também era importante. Não fixar apenas como objetivos a manutenção das intenções expressas no Tratado de Washington, mas recriar a NATO, dando-lhe um novo ênfase. Neste sentido, este comunicado dá um. Até agora. Revigora aqui um bocadinho a aliança. Depois, o ponto quatro é também dos tais pontos surpreendentes para mim. Por quê? Porque o que nós temos vindo a discutir é a Ucrânia deve ou não deve ser admitida na NATO? Deve ou não ser? Em que cimeira é que vamos resolver dizer que a Ucrânia passa a ser um membro da NATO? Pois o que diz agora este parágrafo quatro é uma coisa extraordinária. Basicamente, diz assim: a Ucrânia já faz parte da NATO . Isto é, do ponto de vista formal, não pertence, mas a maneira como está escrito o parágrafo quatro, o que nos diz é: a Ucrânia já faz parte da NATO, porque diz o seguinte: este é o parágrafo da Ucrânia. Mais um que a Rússia não deve ter gostado. Nada. A Ucrânia contribui para a segurança transatlântica. Isto é, isto é o que fazem os aliados, é contribuir para a segurança transatlântica. Isto é, não reconhecendo formalmente como membro, reconhece o seu papel efetivo na segurança do espaço transatlântico e desta aliança. Portanto, reconhece-o como membro, na prática, não obstante, na forma, ainda não o reconheceu. E ressalta aquilo que tem sido o apoio da aliança. Os cerca de 70 mil milhões de euros em equipamento militar, treino, etc, que foi dado, que está prometido para 2026, e reafirmar que em 2027 a aliança está disponível para continuar de forma semelhante a apoiar a Ucrânia. A Ucrânia mereceu, em seis parágrafos, um parágrafo, e um parágrafo que está escrito de forma muito assertiva. Para mim, foi uma surpresa. O parágrafo cinco era o parágrafo dos irritantes . Os tais temas. A cimeira tinha que se pronunciar sobre isto, mas como isto eram os irritantes, este é o parágrafo mais curto de todos, porque para conseguir encontrar aqui um consenso- Era só para agradar o Donald Trump. E para conseguir encontrar aqui um consenso entre todos, tiveram que reduzir isto ao mínimo. O que o parágrafo cinco diz? O Irão nunca deve ter uma arma nuclear e deve respeitar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, ponto final. Quer dizer, não conseguimos aqui escrever mais nada sobre o que a NATO pensa, o que pode vir a fazer, o apoio que os Estados Unidos devem merecer. Nada. Aqui, nada. Este é um parágrafo que fala sobre os irritantes, mas isto foi reduzido à sua expressão mínima para não contaminar o espírito de, como diria Donald Trump, de paz e amor que reinou durante a cimeira. E o sexto parágrafo é um parágrafo que tem que existir sempre, são os agradecimentos à Turquia. A Turquia teve um papel fundamental para este sucesso desta cimeira. Em primeiro lugar, porque é impossível substituir, do ponto de vista geográfico, a importância da Turquia. Eles sabem bem disso. As duas guerras de que falamos têm no meio quem? Exatamente a Turquia. A Turquia é quem tem interesses no Mar Negro, na contenção da Federação Russa a norte, acabar com a influência russa na Síria e no Cáucaso, e tem também agora, em relação ao Irão, uma posição muito proativa e quer ser um membro a ser escutado e ouvido nas questões que dizem respeito ao Golfo Pérsico. O fato de ter sido na Turquia não apenas veio valorizar o papel da Turquia no seio da OTAN, como os aliados reconhecem que há aqui um papel de pivô geográfico extraordinariamente relevante para a Turquia. Para ser simpático, ainda se falou na possibilidade de receber os F-35 Não é claro que isto vá acontecer, mas o Donald Trump quis ser simpático, sabia que essa era uma das questões que Erdogan queria trazer para as discussões. Além disso, houve encontros à margem que também foram simpáticos. O encontro de Zelensky com Trump foi muito simpático. Falou-se na possibilidade da Ucrânia poder vir ela própria a fabricar, sob licença dos Estados Unidos, os interceptores para os sistemas Patriot. Ainda vamos ver, porque Donald Trump disse de uma forma muito genérica, todos ficamos convencidos que aquilo ficou prometido. Mas a maneira como isto depois se traduz efetivamente nessa produção, ainda estamos por ver. Há duas coisas que são aqui importantes falar. Primeiro, a Ucrânia tem capacidade de os produzir, desde que esteja assegurada a cadeia de reabastecimento de componentes críticos para os Patriot, que não são fáceis de encontrar no mercado. Desde que isso aconteça, a Ucrânia tem todas as capacidades para o produzir. Segundo, quanto tempo é que isto vai demorar? Também nós não sabemos, porque se os componentes são críticos para a Ucrânia, também são críticos para todos os outros interceptores que estão a ser construídos para o mundo e a lista de espera é muito grande. Portanto, também é preciso ver se esta promessa chega a tempo de ser útil para a Ucrânia ou se chegará tarde, mais eventualmente até com uma guerra já terminada. E a grande surpresa desta reunião é a reunião entre Trump com o presidente da Síria. Alguém que teve um papel determinante naquilo que era a condução de operações contra o Ocidente, de repente transformou-se em presidente da Síria e é recebido numa cimeira da OTAN. O que é importante aqui rever? Aquilo que eu tenho vindo a dizer e que ouço tudo em sentido contrário, que não é nada disso. Os Estados Unidos são a potência no Médio Oriente e a sua influência não cessa de aumentar, como se viu agora a sua intervenção no acordo do Líbano com Israel e nos termos muito simpáticos com que começa a exercer a sua influência na Síria. Portanto, a influência dos Estados Unidos está a alargar esta coisa de que a Guerra do Golfo vai fazer terminar a influência dos Estados Unidos, é mais vontade ideológica do que realidade, na minha apreciação.
Depois de algumas semanas em que estivemos precisamente mais focados no Médio Oriente, nos Estados Unidos e no Irão, temos de regressar à nossa análise sobre a Ucrânia, onde a guerra prossegue sem um fim à vista. General Álvaro Moreira, que ponto de situação podemos fazer, quer no domínio militar, quer no domínio político?
Muito bem. Vamos começar talvez pelo domínio político. O que se nota é que Zelensky se sente muito mais confortável. No palco internacional, Zelensky agora sente-se imensamente confortável. Aquela resposta a Trump, à provocação do Trump, por que não vai a Moscovo reunir-se com Putin, é excelente e revela este novo à vontade no seu relacionamento internacional. "Eu não posso ir a Moscovo porque aquilo está cheio de drones ucranianos e é muito perigoso para mim estar lá presente". Esta resposta é uma resposta extraordinária. É genial.
Diz muito, diz mais do que pode.
Exatamente, o que ela revela é o à vontade, a confiança que transpira agora Zelensky para numa conferência de imprensa com Donald Trump lhe responder num termo irónico que pôs fim àquela conversa. Portanto, Zelensky tem sentido o conforto dos europeus e tem sentido aquilo que eu diria uma menor hostilidade por parte dos Estados Unidos e uma menor vontade dos Estados Unidos em impor uma solução que seria uma vitória estratégica para a Federação Russa e uma derrota óbvia para a Ucrânia. Equilibrou a sua relação com os Estados Unidos e continua a ter um apoio.
E conquistou mais respeito também, não é?
Conquistou mais respeito. Do ponto de vista político, eu diria que a evolução da guerra nestes últimos meses tem sido favorável também a Zelensky. Contrariamente a Putin. Putin tem tido mais dificuldade em afirmar-se naquilo que é o palco internacional nos apoios. E agora, ultimamente, fez uma reunião online transmitida nas televisões, onde procurou mostrar a resiliência energética da Federação Russa. Depois quis ouvir os ministros e o primeiro a falar foi o vice-primeiro-ministro dizer: "Nós vamos suspender a exportação de gasóleo para garantir gasóleo para o mercado local". Lá se vai a resiliência.
Deviam ter combinado aquilo melhor.
Vladimir Putin lá fica bombardeado pelas declarações do primeiro-ministro. Mas isto é do ponto de vista da política internacional. O que se está a passar neste momento na Rússia, e as redes sociais russas já o mostram em abundância, é a generalização do problema do abastecimento de combustíveis. Isto está muito longe de estar resolvido e muito longe de vermos uma solução fácil para isto. Mais, as pessoas estão a inundar as redes sociais com a sua insatisfação, há filmes brutais de pessoas a discutirem nas filas, há restrições cada vez maiores e há até uma declaração, que é uma declaração muito interessante do governador da Crimeia, que diz assim: "A situação de reabastecimento de combustíveis continua tensa e vai continuar por algum tempo. Em alguns dias não haverá combustível disponível para ser vendido". Estamos, portanto, perante uma situação em que as próprias autoridades já reconhecem que a situação não está fácil e não é a resiliência energética russa. O que tem salvo Vladimir Putin é a resiliência dos russos, que aturam todos estes disparates e todas estas dificuldades. Para além disso, do ponto de vista militar, as frentes estão relativamente congeladas. Os russos avançaram 3,8 km² por dia no mês de junho. Isto repartido por uma frente de mais de 1000 km não é nada, são uns centímetros por dia. É quatro vezes menos daquilo que estavam a avançar em agosto de 2025. Portanto, a guerra no último ano abrandou cerca de quatro vezes a progressão da Federação Russa. Continua a avançar alguns centímetros, na verdade, alguns centímetros por dia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, veio esta semana admitir que, afinal, já não existe uma operação militar especial na Ucrânia, mas sim uma verdadeira guerra conduzida pelo Ocidente. General, que cortina de fumo é esta agora ensaiada pelo Kremlin?
Uma declaração destas dava prisão. Ninguém podia falar em guerra. A palavra guerra esteve sempre abolida pela Federação Russa desde o início da operação militar especial.
A atenuante é que diz que é conduzida pelo Ocidente.
Sim.
Que é ele.
A palavra guerra era uma palavra que estava banida. E agora o próprio Kremlin vem admitir que, afinal, a Federação Russa está em guerra. E está em guerra contra quem? Está em guerra agora contra todos. É que não apenas incluiu os tradicionais, que eram os europeus. Agora também introduziu na equação Washington, conduzida por Paris, Berlim, Oslo e até Washington. Washington também passou a fazer parte do outro lado. Isto é muito significativo. O que é isto? Isto é, primeiro, uma desculpa perante a incapacidade em resolver, do ponto de vista militar, o problema em que se meteu. É dizer: se isto fosse uma operação militar especial, já estava resolvido, mas como isto agora é uma guerra e Washington também já passou pro lado de lá, isto agora está mais difícil de resolver. Essa é uma questão. A outra questão é que nós não devemos subestimar Vladimir Putin. Ele continua com opções de natureza militar que são preocupantes. Uma delas é a mobilização. Esta semana, ele publicou um decreto em que deixam de ser obrigatórios os exames de natureza médica para que os soldados possam ser mobilizados. Por quê?
Para não haver desculpa alguma.
Para não haver desculpa nenhuma. Qualquer pessoa, qualquer que tenha o problema de saúde, não há exames médicos. Portanto, essa pessoa não pode ser considerada incapaz para o serviço militar. Estavam a aparecer pessoas que se automutilavam também para não serem convocadas para as frentes de combate. Portanto, neste momento, as pessoas, todas elas têm condições para ir combater, porque deixou de haver exames médicos. Isto realmente é tudo muito estranho e revela muito o que se está a passar na Federação Russa.
E claro, era inevitável trazermos hoje para o nosso Ponto de Mira o regresso das operações militares ao Estreito de Ormuz. General, o que é feito do cessar-fogo e o que é que se está a passar de novo nesta artéria tão importante para o abastecimento energético mundial?
Vamos olhar para isto da seguinte maneira. O Ali Khamenei foi morto quando? Foi morto no primeiro dia, 28 de fevereiro. Já passaram quatro meses e tal. Está congelado. Ele está congelado há quatro meses e tal. Não houve, na altura, capacidade de fazer o funeral. O funeral foi decidido para ser executado quando? Para coincidir com o 4 de julho, Dia da América. Uma provocaçãozinha. Os americanos estão a coisa e agora vão ter que levar com a mobilização do povo, milhões de pessoas nas ruas. Vamos começar pelos milhões de pessoas nas ruas. Um regime tirânico, cruel e capaz de executar os seus próprios habitantes, põe na rua os milhões que quiser. Põe os milhões que quiser. Se quiser ainda mais dois milhões, ainda consegue pôr mais dois milhões. Nós não devemos ficar muito impressionados com a quantidade de pessoas que está na rua. A quantidade de pessoas na rua é significativa quando as pessoas vão de espontânea vontade. Num regime tirânico como aquele, as pessoas vão pra rua, porque se não forem, há consequências por não mostrarem a sua dor pela morte de Ali Khamenei. Portanto, primeira questão. Segunda questão, a utilização das manifestações para exibir um conjunto de tarjas de morte à América, morte a Trump, etc. Portanto, isto criou um ambiente de tensão que proporcionou, depois, que o Estreito de Ormuz, que os navios civis passassem a ser outra vez atacados pelo Irão. E os Estados Unidos tiveram que responder. E, portanto, aquilo que assistimos não é mais do que o ensaio de uma peça que já vem de trás, que é: há navios que são atacados, os Estados Unidos respondem, o Irão responde com retaliações, os Estados Unidos deitam abaixo a grande maioria dos drones que são lançados e tudo se apronta pra voltarmos à mesa das negociações. É isso que eu espero, que volte novamente o cessar-fogo e sentados à mesa das negociações.
General Arnaldo Mourão, muito obrigada por mais um programa da guerra.
Foi um prazer. Um bom fim de semana a todos. Muito obrigado.
É sempre. Bom fim de semana.