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O lado bom da vida também com o Mauro Gonçalves. Mauro, há bocadinho desejava-te um bom fim de semana e, afinal, estás de volta para nos dar o que fazer precisamente no fim de semana.
Querias me ver pelas costas.
Não queria. Para mim é uma boa surpresa ter-te aqui de novo. Bem-vindo!
Obrigado. Aviso já que vamos sair andar um pouco pelo país. Espero que ninguém enjoe, mas começamos por Lisboa, precisamente, onde arranca já amanhã mais uma edição do Muro. Este festival de arte urbana já deixou a sua marca em vários pontos da cidade. Agora foi a vez do Parque das Nações e das suas fachadas e empenas servirem de tela ao talento de mais de 60 artistas nacionais, mas também estrangeiros.
Mauro, e artistas que, segundo sei, no total, deixaram 25 intervenções de arte pública.
Precisamente, Tiago, estás bem informado.
É mesmo pessoal que sabe desenhar, não é?
É, eles têm muito jeito para isto.
Não são, pois.
Não são uns trapalhões quaisquer que andam ali a pintar, a riscanhar. Exato.
Não são como nós.
Eu não me sentiria apto a fazer uma intervenção dessas. Podia tentar, ainda assim. Sim, 25 intervenções de arte pública, entre elas está uma intervenção inédita de Bordalo II na Avenida de Pádua, mas também três exposições instaladas na Gare do Oriente. Estas obras de arte no espaço público podem ser visitadas gratuitamente, como é óbvio, em festivalmuro.pt. Existem algumas sugestões de percurso que pode ser feito. Para visitas guiadas, é preciso mesmo esperar pelo próximo fim de semana. O festival decorre até 11 de julho.
Mauro, tens para aí uma sugestão para o Porto, mas que não anda nada longe desta primeira.
Por acaso não anda, não. É curioso. Falo do Open House Porto, o conhecido programa de visitas guiadas, que este fim de semana vai abrir portas a 16 espaços da cidade, mas também de Gaia e Matosinhos, entre quintas, jardins, parques, entre outros. O pretexto continua a ser a arquitetura, obviamente, embora a pandemia tenha levado a uma adaptação no roteiro, pela primeira vez vai incluir apenas espaço ao ar livre. As visitas são gratuitas, mas requerem inscrição prévia em openhouseporto.pt.
Mauro, e daqui passamos para a Guarda, para comer, e finalmente. Eu estou com alguma fome, confesso.
Convém. Estas visitas de estudo são todas muito interessantes, mas também convém pensar no que se vai comer no fim de semana. Pensei na Guarda, porque é onde vai decorrer o Altitude, um festival gastronômico que se apresenta com este nome, precisamente porque acontece na cidade mais alta do país.
Ou seja, na Guarda, que é também o título desta canção. Bela canção do Zé Napá 2000. Mas como é que funciona este festival, Mauro? Acontece em restaurantes da cidade, é isso?
Não, não acontece em restaurantes, até porque juntar pessoas em lugares fechados não seria a melhor opção por estes dias. O Altitude acontece na rua, em pleno centro histórico, onde mais de 20 chefs vão montar uma espécie de banca. A proposta é que os visitantes possam sair andar pelo centro da Guarda, provando então os acepipes que lhes parecerem melhor.
É à base de acepipes, isto.
À base de acepipes, claro.
Parece-me ótimo. E quem é que são os chefs? Não me digas que há aí estrelas Michelin.
Não são uns acepipes quaisquer, Tiago, tenho a dizer-te. A lista é extensa, mas inclui nomes consagrados como Tiago Bonito, Ricardo Costa, Pedro Lemos e António Loureiro, também. Estes últimos três, qualquer um deles com uma estrela Michelin, mas também Mateus Freire, Leonor Godinho, Vítor Adão, Hugo Brito. Há também um convidado internacional, Arcangelo Tinari, do italiano Villa Maiella, também ele com uma estrela Michelin. O custo do evento é apenas o dos pratos, portanto, não há valor de entrada. Os preços das diferentes cartas variam entre os €6 e os €8.
Eu esperava muito mais, bastante acessível. Como dizem certos comentadores televisivos, sobretudo, vamos a breves notas finais.
Breves notas finais. Só tenho uma, na verdade, e é para quem quiser ficar por casa, que domingo, às 20h, é transmitido o último episódio de Keeping Up with the Kardashians. É uma era que chega aqui ao fim. Uma era com quase 14 anos.
E achas que está alguma coisa especial preparada para este final, Mauro?
Eu espero que haja uma bronca aqui neste último episódio.
Sim, e quiçá o último episódio prepare o próprio regresso, num outro formato, não talvez da família.
Mauro, e quem nunca viu vai perceber se vir só este último episódio? Não sei se tu és espetador, na verdade.
Eu diria que sim, há uma fruição que não depende do segmento.
Ok, está bem. Percebe-se a história a mesma, não é?
Percebe-se.
É uma vida familiar que decorre, que vai acabar, tem o último episódio. Esta nota final de Mauro Gonçalves. Agora, a quem desejo um bom fim de semana e espero que seja de vez, vai descansar.
Agora sim, bom fim de semana.
Foi o lado bom da vida.
Bom fim de semana, Mauro.
Bom fim de semana.
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