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Nada temam, aqui estamos. Mais uma das nossas sugestões da semana, para que nada vos falte e também para que não vos falte mais Pedro Boucherie Mendes na vossa vida.
Não falámos na semana passada do Lego do Ronaldo. O Ronaldo vai ter o seu próprio Lego.
Também há uma coleção.
Não.
Mas o quê? A coleção do Ronaldo? Ele não faz Lego.
Mas são vários jogadores, não é só o Ronaldo.
Mas é do tamanho do Ronaldo?
Isso queria perguntar: é de que tamanho?
Isso não sei.
E é de acordo com a estátua da Madeira? O busto?
Não, é uma pose dele ao celebrar o gol. Essa carinha dele parece.
Não vi a cara ainda.
Tens que ver. Portanto, é um Lego.
Vou investigar.
Ouçam o Pedro. Investe em coisas, se calhar.
É isso.
Investe. Gosto da palavra investe.
A indicação que eu tenho aqui é que vais falar de uma série e vais falar de uma novela gráfica, mas tudo isto pode estar desatualizado.
Sim. "Um Feiticeiro de Terra Mar", da Ursula K. Le Guin.
Isso é o nome da senhora, da autora?
Le Guin. Eu pensava que era Le Guin, mas depois fui ver na internet como é que se pronuncia, e é Le Guin.
Francofonia isso é contigo.
Não, ela é americana. É uma grande autora de ficção especulativa, aka ficção científica. Mesmo uma grande autora. Isto é uma novela gráfica editada agora pela Relógio d'Água, adaptada pelo Fred Fordham, o mesmo que fez "O Deus das Moscas". Enfim, não me lembro agora. Uma ótima novela gráfica. E esta história é interessante porque é sobre um jovem feiticeiro que vai para uma escola de magia.
Que é a Harry Potter?
Em 1968. É interessante. Parece que houve um beef.
É certo.
Um quase beef entre esta autora, que já morreu, e a J.K. Rowling, porque a J.K. Rowling não prestou o tributo suficiente a este livro, "Um Feiticeiro de Terra Mar", que foi muito lido na América pelos adolescentes e pelas crianças. Este livro é recomendável para pessoas que têm filhos ou jovens lá em casa, que gostem destes mundos, destes universos. Está muito bem ilustrado, muito bem contada a história e aconselho vivamente, também para adultos de 60 anos que queiram ler novelas gráficas, como é o caso do meu amigo.
Eu sou muito fã de novelas gráficas e de histórias infantis.
Mas tu gostas das coisas que devem ser meio a preto e branco e meio apolíticas. Este é um jovem que é feiticeiro.
"O Deus das Moscas" eu li a novela gráfica também.
Vem uma série, vem um seriado.
Fala em seriado.
Dois seriados da HBO. HBO Max ou HBO? Já não sei como é que se chama.
HBO Max, neste momento. Qualquer dia é como a Prince, a plataforma previamente conhecida como.
Eu chamo de HBO, embora o nome Max seja um nome ótimo. "Privilège", uma série francesa.
Posso só fazer uma pergunta?
Está bastante bem feita.
Quando tu vês uma série falada em francês, tu pões legendas?
Às vezes sim, às vezes não. Às vezes ponho legendas em francês em séries faladas em inglês. Respondo ao teu pergunta?
Se realmente.
Eu gosto muito da língua francesa, gosto muito de França, gosto muito de Paris. Acho as francesas normalmente mulheres lindíssimas.
Isto não estava nada no guião.
Ninguém é perfeito.
Parabéns, Pedro.
E sugeres uma viagem?
A série é uma presidiária que é acolhida num programa de reinserção social num hotel de super luxo, mega luxo, hiper luxo, chamado Citadel.
Eu comecei a ver isso.
E a série é interessante porque lá está no mundo dos ricos, que estão sempre a comprar Rolex e a cheirar cocaína, porque deve ser a única coisa que os ricos fazem na vida. Não faço ideia. Mas também aborda os elementos mais pobres com moralidade discutível, que é uma coisa que está a acontecer menos quanto a mim nas séries americanas. Ou seja, nós temos aqui dois mundos, o mundo dos ricos e o mundo dos pobres, enfim, o mundo dos marginados e o mundo dos de cá de cima. E a série é ao mesmo tempo francamente mexida e tem uns argumentos que não são maus. Os episódios têm nuances interessantes. A atriz que lidera a série é ótima e aconselho vivamente, vê-se lindamente, "Privilège" na HBO. Mas a melhor série que tenho para vos anunciar desde há umas semanas é "The Comeback".
Muito bem.
Há o quinto Beatle e há a sexta Friends, Lisa Kudrow.
É a melhor.
Que é a melhor, sim, de facto. E esta série é um achado, porque tem três temporadas, nós estamos agora na terceira temporada, e entre cada temporada há 10 anos. Parece tipo o Sporting e os títulos.
Já estava ocorrendo essa distância entre temporadas. A minha pergunta é: isso foi decidido assim ou calhou?
Calhou. A primeira temporada é excecional, é tipo "The Office". Ela faz de atriz meia falhada, que a seguir está a fazer um reality show. Temos que lembrar que naquela altura os reality shows eram uma coisa mais ou menos recente. Enfim, shaky camera, câmera a abanar, ela está sempre aparentemente a cortar a quarta parede. Não fala conosco, fala com quem está a fazer a série sobre a vida dela. E de facto ela é muito boa atriz. Eu confesso que o fenómeno Friends, e sinto-me sortudo, me passou ao lado. A única coisa que tenho para dizer é que foi emitida em Portugal, dublada em português, pela primeira vez, coisa que muita gente não sabe.
Não sabia.
Olha, não sabias. A Rachel era a Raquel.
Hum.
Mas o Chicago Hope também passou em português e havia um Dr. Águas. Dawson's Creek também em português.
E a Phoebe era o quê?
Não sei. E foi um total fracasso na altura em português, porque as elites não permitiram, claro.
Não, desculpem.
As elites não permitiram.
Não tenho a ver com elites.
Claro que tem a ver com elites.
Mas depois falamos sobre isso.
Depois vamos falar sobre isso. The Comeback, vejam. E o meu conselho é, curiosamente, comecem a ver pela terceira, vejam a segunda e depois vejam a primeira.
Ah, é?
É.
Pedro a quebrar todas as regras, onde é que isto vai parar?
Já vais para outra.
Aliás, muitas séries beneficiam fortemente de as vermos em ordem contrária.
Sim, senhor.
Incluindo Unperfect Woman, que está na Apple.
Muito bem, não façam isto no trânsito. Maria Ramos Silva, vamos em frente. Dizes que tens duas exposições e uma série.
Pois tenho. Vou começar por elas então. No final de janeiro, a Galeria Nave, em Lisboa, fica ali no Príncipe Real, promoveu uma open call, como lhes chamam, uma chamada para o banquete. Não era um convite para jantar, mas para uma série de jovens artistas portugueses poderem mostrar os seus trabalhos. Eles tiveram quase 100 candidaturas, que foram analisadas por um comitê nacional e internacional. Depois foram selecionados 11 artistas e agora, a partir de 7 de maio, vão poder ver isto tudo em exposição na galeria. Aliás, isto já faz parte do programa da Arcosbook, que depois há de inaugurar mais lá pro final do mês, a 28 de maio, salvo erro. É uma bela oportunidade para passarem pela Nave. De caminho, não estão muito longe, podem descer e passar ali pela Sociedade Nacional de Belas Artes para ver mais um belo programa. Ainda por cima é gratuito, portanto, não há desculpas. É a exposição retrospectiva da Lourdes Castro, que é uma artista madeirense incrível, que morreu em 2022. Chama-se Existe Luz na Sombra. Eu penso que está disponível até 16 de maio e conseguem ficar com uma belíssima panorâmica do trabalho e também da vida da Lourdes Castro. Ela trabalhou desde o linóleo, o plexiglass, o têxtil, tem um trabalho têxtil absolutamente fantástico. Depois também há ali muita coisa do espólio pessoal, entre fotografias, cartas, retalhos de revistas, de jornais, tudo mais. Portanto, passem por lá, por favor. E finalmente, uma série na Netflix. Eu comecei a ver o Half Man, não sei se já alguém aqui começou a ver. O Pedro já.
Vi o primeiro episódio.
E então?
Apreciei, mas preciso de mais.
É isso.
Mas preciso de mais.
Estás dependurado.
Para perceber.
Não, é muito violento.
É.
Muito violento.
Mas isso não é mau.
Não.
Vais ter que parar de pensar? Não.
Não, eu preciso é de ver mais pra chegar a uma conclusão.
Não, também subscrevo. Acho que é isso.
O que eu posso dizer? Vou definitivamente-
Ver. Continuar a ver
...aliás, quando este momento que estamos aqui a gravar for pro ar ou ficar disponível-
Já terás visto mais
...certamente já vi o segundo episódio.
Pronto, eu também farei o mesmo. É a série que vem a seguir ao Baby Reindeer, da autoria do Richard Gadd, que também entra com o Jamie Bell. Pra mim, aquilo que é mais interessante até agora, e pra quem viu o DTF St. Louis, nós já falamos aqui largamente, eu acho que tem sobretudo a ver com este trabalho, falar do bonding no masculino, esta coisa dos laços. Mais uma vez, sendo ali uma declinação diferente, mas também é muito interessante. Ele consegue alimentar o tal suspense, porque tu estás à espera pra ver mais.
E até Vera Elle é ótima fazendo psicopata.
Pronto, também. E eu acho que traz aqui uma coisa sobretudo interessante, até de alguma forma vem sem querer ou querendo, porque essas coisas acabam estar todas meio ligadas, ter com aquilo que falamos na semana passada, que é esta coisa de que afinal se calhar aquele mito nós temos de que os homens são seres muito simples e não são complexos, não é assim tão verdadeiro. Mas vamos deixar esse programa.
Sim, senhora. Muito bem.
Para passar a palavra ao Pedro Mendes.
Não. Temos aqui três mensagens que recebemos. Uma, e o nome é este que vem no e-mail, Guilherme Anakin. Aqui há uns tempos nós falamos da RTP Play, já não me lembro bem a propósito do quê, mas ele escreveu a lembrar que na RTP Play há muita e muito boa coisa pra ver e ele sugere três séries: uma chama-se Perverso, outra chama-se Assuntos Internos e uma terceira que se chama Enfermeiros. Portanto, passem por lá e vejam se é do vosso agrado. Depois temos a Patrícia Oliveira, que sugere Brincar com o Fogo, que está na Filmin, e eu não sei como é que se diz em alemão, porque a minha pronúncia alemã não existe. Portanto, Die Welle, que é The Wave em inglês.
Die Welle. Deve ter um E no fim, não?
Parabéns, tem sim, senhora. Não sei como é que se diz parabéns em alemão.
Será um xampú dos anos 90, não é?
Disponível na Prime Video. E depois, recebemos uma mensagem de um nosso colega das ondas da rádio, que se chama Rui Estevão, da Antena 3, porque ele dizia que há poucas semanas falávamos de como a ficção influencia a vida real e no fim do programa o Bruno Viera Amaral deu o exemplo de uma série que faz isso de uma forma muito particular, que é a série Twin Peaks. E o Rui Estevão escreveu-nos precisamente a concordar com essa avaliação e a sugerir a leitura de um livro que se chama A História Secreta de Twin Peaks, de Mark Frost. É um livro que foi publicado em Portugal pela Suma de Letras.
Outra série de jornalistas, então.
Sim. Lá está eu.
Dos anos 80.
Só que esse livro parece-me que só vão encontrar aí entre quem o quiser vender usado.
Nos alfarrábios.
E, portanto, não será fácil, mas experimentem. E agora, só uma sugestão minha muito rápida, antes da Joana dar as suas dicas, que é: não sei se já viram uma série com episódios muito curtinhos, com o Zach Galifianakis, que é o This Is a Gardening ShowEm que o Pedro não gosta.
Quero ver, está na minha lista.
Achei muita graça àquilo. Basicamente, o Galifianakis a fazer piadas, tentando, por um lado, fazer perguntas e por outro, ensinar alguma coisa sobre jardinagem. São duas coisas que eu aprecio, apesar de não saber fazer nenhuma delas.
Eu ouvi, porque eu gosto muito de jardinagem.
Gostas?
E gosto do fern. Fern é assim que se chama aquela coisa dos fetos.
É.
Mas aquilo é uma oportunidade perdida, podemos falar disso mais tarde, porque ele está constantemente a interromper a própria narrativa que quer estabelecer.
Percebo a tua indicação.
Sempre a fazer piadas. Eu quero é saber como é que se cultivam os tomates no lar, para de fazer piada.
Mas para isso vais ao YouTube, Pedro.
Deixei de ver por causa disso.
Acho que se chama Between Two Ferns.
É, exato. É ótimo. Joana, vamos em frente, até porque nós estamos aqui num estúdio que será ocupado muito em breve. Vamos embora. O que é que tu tens? Tens dois livros para sugerir ao povo.
Tenho dois livros e só três notas. Fern, para quem não souber, é feto.
Sim.
E feto...
É a tua planta, não é?
Neste caso, a planta.
É a tua planta.
Há outro tipo de fetos.
E que é um tipo de planta, espero não estar a dizer. É uma grande burrada. Os biólogos que estiverem a ouvir, ou botânicos, que corrijam, mas que é uma das plantas mais antigas que existem. Elas conviveram, ou eles conviveram com os dinossauros.
Pois é.
E eu gosto muito de fetos. E houve uma altura que havia uma mania dos fetos e o Oliver Sacks, neurocientista, era louco por fetos e existe uma sociedade de fernologists.
Não estava às penas disto.
Não, maior. Lembrei-me agora disto. Bom, coisa número um. Coisa número dois: ia só comentar, a propósito da sugestão do Pedro, do "The Comeback", se calhar leste isto também, Pedro, é que o facto de ter demorado tanto tempo entre esta temporada e a última, é que eles cancelaram a série. Só que aquilo criou um nicho, criou um culto tão grande, que a pressão do público fez com que aquilo voltasse.
Então é possível.
É possível. E lá está, as grandes empresas e conglomerados são grandes responsáveis por esta dispaçatez com que nós nos desfazemos das coisas. É uma série que... enfim. Coisa número três.
É tão boazinha que os ricos, os grandes conglomerados acabaram com ela.
Tu estás a sugeri-la agora. Número três: "Friends". Eu também não sou a maior fã, mas os miúdos veem todos "Friends" do princípio ao fim. Lá está.
Agora ainda?
Sim.
Sim, são obcecados por "Friends".
Eu posso testemunhar em primeira pessoa.
E eu também.
Há os Lego Friends, lá está.
E eu nunca vi, atenção.
E há uns McDonald's, acho eu, havia uma coisa no McDonald's também.
Havia.
Sim, as personagens, sim.
E há aqueles bonecos que têm uma cabeça grande, não sei o nome. E o Pops, Super Pops.
Sim, com a cabeça coisa.
Lá em casa também, embora eu própria só vi alguns episódios, sei quem eles são e a minha favorita era a Phoebe, obviamente.
Agora sim.
Agora sim, sugestões. Dois livros, um deles chama-se "Análise: Notas do Divã", da psicanalista brasileira Vera Iaconelli.
Bom aqui para o Pedro.
Editado pela Companhia das Letras. Por acaso, Pedro, se calhar isto era um bom livro para ti. Mas este não, que está cheio de notas pessoais. É um livro que foi uma surpresa para mim, pela qualidade, pela forma como a Vera Iaconelli, que eu conhecia de ouvir em alguns podcasts, mas é uma clínica brasileira, já com um estatuto de celebridade, porque tem uma coluna na Folha de São Paulo, essas coisas. Mas ela o que faz aqui é um exercício extremamente difícil, que é, no fundo, contar a história da família dela, que é uma família que vem de imigrantes italianos no Brasil, com uma história complicadíssima, cheia de possíveis traumas e provavelmente reais traumas, e ela vai contando essa história ao mesmo tempo que vai explicando como funciona um processo de análise. E eu fiquei a perceber melhor. E fez-me pensar muito. É um livro que não é muito longo, mas que eu demorei muito tempo a ler, porque de cada vez que ia lendo, ia refletindo, ia tomando notas e, sobretudo, consegue fazer isto com uma aparente simplicidade. É quase uma ourivesaria. Vera Iaconelli, "Análise: Notas do Divã", Companhia das Letras.
Se quiserem saber mais, em observador.pt tem uma entrevista.
Há uma entrevista com ela, não é? Ainda não li a entrevista.
Podem ficar a saber mais coisas. Muito bem, segundo livro.
Outra sugestão. É um livro que eu só fiquei a conhecer agora, já vai na segunda edição e já saiu há uns aninhos, mas que estou apaixonada por isto. E é, se quiserem, qualquer coisa, não é um Porto 90, é um Porto 1960, 2010, mas tem muito a mesma lógica. Este livro chama-se "Musonautas: Visões e Avarias 1960-2010. Cinco décadas de inquietação musical no Porto" e surge no seguimento de uma exposição que aconteceu em 2018 com o mesmo nome e que esteve na Galeria Municipal do Porto, e isto é uma edição da Galeria Municipal do Porto e, portanto, para o arranjar, imagino que se encontre na internet ou então na Matéria Prima, que é uma loja que eu também recomendo no Porto e cujo dono foi também curador desta exposição.E eu vou citá-lo, porque ele explica perfeitamente o que eles fazem aqui num texto que se chama "Das Tripas Coração". É o Paulo Vinhas, não disse o nome. "Como a seleção, obviamente subjetiva e inevitavelmente incompleta, nesta história sublinham-se os pioneiros, aqueles que privilegiaram a imaginação em vez da repetição de fórmulas, os que expandiram as experiências musicais e ampliaram a perceção dos seus ouvintes, os que em passo firme ousaram sair da zona de conforto para se envolverem nas lutas pela liberdade e demandas sociais, os que criativamente evocaram e homenagearam tradições. E isto porque foram esses que, afinal, governados pela vontade da descoberta e da inovação, sem nunca abdicarem do seu caráter experimental, mapearam a evolução do campo musical e em concertada alquimia criaram a identidade cultural da cidade, assumindo-se exemplarmente como modelos de descentralização na divulgação artística do país, nunca se inibindo de refletir uma expressão de um certo inconformismo. No fim," ele conclui, "todos nós beneficiários desta inquietação, que muitas vezes foi radical, devemos aplaudir sem nunca parar de pensar, para viajar mais longe, embalados pelo vento norte." É uma edição que em português corrente costuma dizer-se que é de luxo. Tem entrevistas, tem uma entrevista do Viriato Telles ao Avelino Torres, que foi o criador da revista Mundo da Canção, tem textos do Rui Reininho, do João Carlos Calisto, coisas sobre o José Mário Branco, sobre o Sérgio Godinho, sobre mil e uma banda indies e tem um grafismo excepcional de um estúdio que se chama Degrau e ainda tem um bônus, que é um CD chamado "Musonautas", com uma compilação de alguns temas independentes de nomes mais conhecidos, como por exemplo, Ana Deus e Regina Guimarães, mas depois, eu que sou muito inculta, conjuntos como Hospital Psiquiátrico, Radio Delírio, Volúpia Mundana. Recomendo vivamente "Musonautas". Se não encontrarem na internet, falem para a Matéria Prima.
Isso quer dizer falem comigo.
Falem para a Matéria Prima, eles estão na internet também. Eu recebi isto pelo correio também, tudo muito bem recebidinho, correu tudo muito bem. Sugiro, e é um belo livro.
Quando falaste em bônus ou extra, pensei por momentos que pudesse ser uma sandes de rojão, mas um CD também não está nada mal.
Se calhar não se conservaria tão bem.
Pois é.
Mas tens aqui posters, cartazes. Tens todas aquelas coisas palpáveis.
Aquelas coisinhas.
Aquelas coisas que a gente gosta.
Petit four. Sugestões entregues, rapaziada. Sigam-nos nas plataformas de podcast e nunca percam nenhuma destas doses. Nós voltamos na quinta-feira. Até lá.