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Por pratos nunca dantes navegados na Rádio Observador, em parceria com o jornal e o nosso Manuel Serrão. Manuel, bem-vindo!

Bom dia.

Eu estou em pulgas para conhecer a sua sugestão de hoje, Diogo. Tu também?

Eu também gosto muito das Caldas.

Já revelaste. Pronto, já revelou o sítio. Era tudo aquilo um suspense, porque temos muito tempo. Adoro. É logo, se dizer qualquer.

Atenção que ele também não revelou tudo. Pode ser Caldas da Saúde, pode ser Caldas de Vizela. Atenção, há muitas Caldas.

Mas pronto, ia dizer.

Está aqui um caldinho.

Exato.

Até é o caldinho tornado.

Que hoje os pratos nunca dantes navegados são dedicados a uma região especial. E porquê, Manuel?

Ora bem, voltando a isso, não é Caldas da Saúde, não é Caldas de Vizela, é Caldas da Rainha. E tudo isso porque a nossa querida Rádio Observador já chegou às Caldas. E não estou a falar de Largo Caldas, onde sempre foi muito ouvida, digo eu. Falo das Caldas da Rainha, Santarém, Torres Novas, Óbidos, Peniche, Rio Maior, toda essa região, onde pelos vistos são mais de 600 mil ouvintes potenciais, que também merecem ouvir as nossas sugestões de bons restaurantes na zona. E eu, por acaso, até já conheço uma mão cheia delas. Ainda esta semana vou conhecer mais um em Santarém.

A sério?

Exatamente.

Estou curioso. Percebi dessa dedicatória qual foi a primeira escolha para saudarmos esta nova zona com ouvintes da Rádio Observador.

Exato. Eu escolhi, e agora sim, aquele que é um dos melhores restaurantes que conheço nesta região. Eu digo um dos melhores restaurantes, mas seguramente o melhor italiano. Por tudo, pela decoração do espaço, pelo serviço esmerado, pela qualidade e genuinidade da gastronomia e produtos. Genuinidade não se diz assim de repente.

Sim.

Acho que me enganei.

Havia uma concorrente do Big Brother que dizia muito bem, nunca viram aquela coisa: "Tu tens falta de genuinidade." Eu não me lembro do nome, achava que me ias ajudar agora com isto.

Exato, eu tenho cara de quem?

Não, geralmente.

Pronto, ok. Bem, temos tanto para falar, Diogo. O que é isso? Tu normalmente sabes essas coisas. Não estou a perceber.

Tu és a nossa Big Sister.

Geralmente sou eu que trago estes temas, mas tu ajudas sempre a complementar.

Não sei. Por acaso, em matéria de reality shows, eu comentei uma, duas edições.

São duas concorrentes que estão a discutir. Bom, vamos embora, Manuel.

Mas passou com nota 10, Manuel.

O que interessa é que este Sabores de Itália não fique em Itália, fique em Portugal, nas Caldas da Rainha, num centro, numa zona central, na antiga Praça do Peixe, que tenho certeza que é uma praça que já viveu melhores dias, mas com a ajuda do Sabores de Itália vai voltar a viver grandes dias.

Sem dúvida. Então, mas, Manuel, tenho só aqui uma questão: este Sabores de Itália é só um nome atrativo ou temos mesmo oferta de verdadeiros sabores de Itália no coração das Caldas? Porque às vezes alguns restaurantes põem lá, mas depois a pessoa chega e não é bem assim.

Não, a cara não diz com a careta.

Exatamente.

Não, mas neste caso até diria que valem as duas coisas. O nome é apelativo, é verdade, e de sabores de Itália existem mesmo em quase todas as ofertas no menu. Castanhas, boletus, polenta, trufas e ervas aromáticas variadas. Trufas, eu disse trufas, vi eu aqui.

Já ganhou.

A começar logo por uma sugestão de entrada, que parece muito simples e vulgar, mas quem lá for experimentar vai perceber, se calhar, que deixa esses qualificativos, simples e vulgar, para outras saladas caprese, que já comeu antes noutros lados. Mas para começar, também além da caprese, que é magnífica, com manjericão, claro, não posso deixar de recomendar a sopa de peixe e mariscos, que é como um mergulho na foz do Ourelo, lá bem pertinho.

Mas já era tempo de as Caldas da Rainha serem famosas por coisas novas deste tipo, a verdade também é essa. Mas neste restaurante também há louças, que é outra tradição das Caldas, não é?

Pois, o Sabores de Itália tem uma louça muito interessante, mas não é propriamente aquela que tornou as Caldas da Rainha mais famosa. Mas de qualquer maneira, também o Sabores de Itália é muito mais famoso pelo que põe lá dentro das louças do que propriamente pelas louças. E podemos começar um risoto de lima, vieiras e espargos, um risoto de sapateira com coentros, mas tem também uma sugestão de dois peitos, ou talvez melhor, duas sugestões com peitos. O peito de pato com molho do Porto, vinho do Porto, claro, e clementinas, e o peito de frango com molho de duas pimentas, que era um caroço, são peitos de grande categoria. O Sabores de Itália é, podemos chamar, um restaurante cheio de peito.

E com trufa? Tem algum prato, Manuel, assim que se lembra?

Tem muitos com trufas.

É que eu agora perdi-me aí no risoto. Eu fico sempre na dúvida. Quando há na ementa risoto e/ou um linguine com trufa, ou não sei o quê.

Não fiques na dúvida, vai sempre às trufas.

Aquilo que tem muitas massas, tem pizzas, e esses pratos têm quase todos trufa. Portanto, trufas é coisa que não falta lá, como boletus.

Maravilha. Então, Manuel, já sei que vai dizer que os sabores de Itália são todos bons, mas neste restaurante das Caldas da Rainha, sim, aquele de eleição, Manuel.

Eu, desta vez, queria fazer uma homenagem à Catarina, porque eu gostava de confirmar que a Catarina pode ir às Caldas em segurança.

É lá.

Não há problema nenhum.

Pode, de certeza.

Total, segurança total. E até, para ela se sentir mais segura, ainda falo já das sobremesas. Há uma sopa de ananás com gelado de requeijão e há uma sinfonia de pera rocha. Eu nunca sei se diz pera rocha ou pera rocha, por acaso é uma dúvida que eu tenho.

Acho que é rocha.

Porque ela não é roxa.

Ela não é roxa, não.

Neste caso é com C H, não é com G. Lá estamos nós com a dúvida semântica.

Mas acho que é rocha.

É pera rocha.

Eu digo sempre rocha, agora não sei.

Há uma sinfonia de pera rocha que tem três andamentos, que nos põe a andar lá para fora, a precisar de andar mais uns quilómetros para queimar as calorias das peras todas que lá comemos, mais o que vai em cima das peras, claro.

Adoro.

Ia só dizer que, obviamente, para além dos risottos que já falamos, também há as massas. Acho que são pratos menos originais, mas para quem gosta, como vero italiano que o Sabores de Itália é, são magníficas também.

Portanto, é daqueles que uma pessoa deve ir lá mais do que uma vez, para ir experimentando um prato, um risotto, uma massa, uma pizza.

A maior parte das vezes que vou para aquela região, vou para Óbidos, mas vou sempre, é obrigatório, mesmo que tenha duas ou três noites, uma é sempre no Sabores de Itália. Vou sempre às Caldas.

Sempre ir lá jantar.

Pronto, portanto eu posso ir em segurança, está tudo bem. Já falámos das sobremesas.

Temos que pedir a conta. Estamos aqui a evitar.

Mas eu acho que esta vai ser simpática, não vai?

Vai ser simpática. Embora, indo a Catarina, talvez a nota de 100 chegue para os três. Não indo a Catarina, se forem três que gostem de comer e que fiquem com a entrada, o prato e a sobremesa, é preciso mais uma nota azul para ajudar a verde.

Mais qualquer coisinha.

Uma nota azulinha a ajudar a verdinha.

Eu sou a companhia perfeita, fica sempre tudo mais em conta.

Muito mais em conta, exatamente.

Eu dispenso a entrada, eventualmente só se for uma burrata, mas posso partilhar, obviamente. Eu sou a companhia certa. E um garfo, qual será o garfo?

Dourado. Garfo dourado. Primeiro, era o que mais faltava nós inaugurarmos aqui os restaurantes da nova região do Observador.

E não começar logo por um garfo dourado.

Mas neste caso é mesmo um garfo dourado na subcategoria restaurante de talento.

Muito bem, está então feita a sugestão nas Caldas da Rainha, hoje Sabores de Itália, nesta edição de Por Pratos Nunca Dantes Navegados, em parceria com o "Teu Jornal". Manuel, temos encontro marcadíssimo dois ou oito.

Claro que sim.

Até para a semana.

Tchau.

Beijinho.

Até para a semana.