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A última votação do Benfica tinha ficado na casa dos 40 mil. Estamos perto de duplicar nesta altura e já se bateu um recorde, que era do Barcelona, na casa dos 57 mil, numa eleição em 2010. Isto mostra a vivacidade deste ato eleitoral do Sport Lisboa e Benfica?

Sim, boa tarde a todos, boa noite. Mostra. Esta votação maciça é uma demonstração do apego que os sócios têm ao clube e que querem um clube forte em termos económicos, mas para isso também precisam ter um clube apto em termos financeiros. Têm seis candidatos, seis dos seus milgados de sócios que se candidataram à presidência do clube. E o que é que isto quer dizer? Quer dizer que vão entregar, naquilo que será, em termos democráticos, a maioria, a alguém que tem um projeto, aquele projeto que obviamente acreditam para que o Benfica possa singrar naquilo que é hoje em dia o futebol negócio, o clube negócio. Mas o clube não é só futebol, o clube é muito mais que futebol, porque tu para teres um futebol pujante, poderoso, devidamente integrado naquilo que são os meios modernos, tu tens que ter uma estrutura e uma capacidade de liderança forte, muito forte, competente, capaz, com linhas de orientação muito vincadas dentro daquilo que é, e eu continuo a reforçar e continuo a bater na mesma tecla, que é o negócio futebol na atualidade, porque temos que nos inserir nisso e estamos a ver. É evidente que cada país, cada zona tem aquilo que é o seu impacto financeiro, económico consequente, mas para estarmos lá temos que mostrar força, dinâmica e contundência naquilo que é a administração e a gestão, para que depois no espetro desportivo, que é o principal rendimento da empresa, digamos, clube, possa vir a acontecer o que todos pretendem, que é um volume bom, um volume gordo de sucessos. Eu acho que esta eleição, com estes 71 mil sócios até este momento, e naturalmente irão crescer, mostra, pelo menos ao mundo, porque estão todos atentos, a força, o poder, a dinâmica, a dimensão que este clube tem em termos nacionais, o que expande para termos internacionais. Verifiquei também, e acho bem que seja assim, que seja dada esta nota, que a maioria dos sócios destes 71 mil andam na orla de Lisboa e Setúbal, o que é normal. É um clube de Lisboa, embora tenha aquilo que é a sua dimensão nacional e obviamente com os nossos emigrantes, que são muitos lá fora, quer na Europa, quer espalhados pelo mundo também, com uma grande vertente e forte naquilo que é a sociedade benfica. Deixo aqui uma nota que me parece para o futuro presidente, seja ele qual for, que venha a ser eleito, os cuidados a ter, porque isto de uma empresa, e esse cuidado que eu reporto aqui é o cuidado referente às anomalias e isto é importante, a falta de votos, os aspetos de ordem técnica que atrasaram algumas assembleias de voto de começarem à hora. Tudo isto é importante que seja devidamente tratado, que seja devidamente coordenado para que em futuros atos não venha a acontecer dentro daquilo que é a dimensão do Sport Lisboa e Benfica. Olha, há um aspeto, ainda dentro do futebol negócio. Benfiquistas votam um presidente, presidente que será eleito, portanto, presidente que é o seu pretendido daquilo que é a grande massa. Mas a verdade é que o presidente tem que corresponder, porque a verdade é esta: os sócios votaram, mas depois, na dimensão do que é hoje o futebol negócio, os sócios deixam de ter aquilo que se pode dizer a decisão nas suas mãos. A decisão vai sempre ficar dentro do quadrante, dentro da dimensão onde tudo se vai desenvolver e em função se desenvolve. Portanto, os sócios têm, esta é de facto a sua grande força, eleger o presidente que querem.