Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Há uma nova sondagem a alargar ligeiramente a vantagem da AD sobre o Partido Socialista, é da Pitagórica, foi revelada ontem pela TVI e CNN Portugal. António, muito bom dia. Como é que estes resultados agora nos mostram a distribuição de votos? Como é que está o nosso radar das sondagens?

Olá, bom dia.

Bom dia.

É verdade, uma nova sondagem em que tivemos conhecimento ontem ao final do dia e mostra-nos mais uma vez a coligação da direita entre PSD e CDS-PP a liderar com 34,8 pontos percentuais, logo seguida do PS, mas afastados mais de 6 pontos percentuais, ou seja, 6,7 pontos. O CHEGA estagna na casa dos 15%, continua a afirmar-se como a terceira força política e quando olhamos para os dados da última sondagem realizada por esta casa de sondagens que é a Pitagórica, vemos um ligeiro crescimento da Iniciativa Liberal, mas que continua a ser a quarta força política mais votada. O LIVRE assume-se como o partido à esquerda com mais intenções de votos dos portugueses, seguido da CDU, do Bloco de Esquerda e aqui o PAN, que nesta última sondagem nos aparece com 0,6% das intenções de voto, ou seja, um número que quase que extingue ou que dá uma intenção muito baixa ao PAN.

Ao PAN, muito pouco significativa. Então podemos, neste momento, António, falar já do fim do empate técnico?

Eu olhava para este fim do empate técnico com alguma cautela. Isto porquê? De acordo com esta sondagem da Pitagórica, podemos, sim, dizer que há um fim do empate técnico. Isto porquê? Porque olhando para a margem de erro, o valor mínimo de intenção de voto na AD seria, neste caso, superior ao erro máximo face ao Partido Socialista. Todavia, torno a dizer que é preciso olharmos para estes dados com alguma cautela. Isto porquê? Temos esta sondagem da Pitagórica, que foi realizada entre os dias 14 e 21 de abril, à qual tivemos apenas conhecimento ontem, mas lembro que na quinta-feira passada acordamos com os dados da sondagem da Consumark Dois, realizada no mesmo período entre 14 e 22 de abril, ou seja, até com um dia a mais de período de recolha de dados, e onde se mantinha o empate técnico. Por isso, temos que olhar para estes dados com alguma cautela, uma vez que temos aqui a sobreposição de duas sondagens.

Sim.

Torno a lembrar, uma sondagem é isto mesmo, é uma fotografia, é uma intenção de voto, é uma opinião que eu colho no momento. E eu lembro, a contagem dos votos faz-se apenas no dia das eleições. Agora, sim, podemos dizer que de acordo com esta última sondagem, e olhando para a variação das últimas semanas, há aqui o fim, pelo menos aparente, de um ciclo de empate técnico. Todavia, termos atenção às margens de erro.

Claro. Agora, o que vamos podendo dizer é que há uma maioria de direita no Parlamento. Isso todas as sondagens nos mostram.

Sim. Neste momento, a grande novidade, para além de termos, de acordo com esta última sondagem da Pitagórica, uma redução no número de indecisos, nós podemos dizer que há, de uma maneira mais clara, esta possibilidade de uma maioria absoluta de direita no Parlamento. Isto se juntarmos as intenções de voto na coligação do PSD e do CDS, mais a Iniciativa Liberal. Estas forças políticas todas juntas, neste momento, somam 42 pontos percentuais, ou seja, um número acima daquele que deu a maioria absoluta ao doutor António Costa. Por isso, sim, até parece ser esse quase o desejo da Iniciativa Liberal. O poder atrai, é verdade. E por isso, estão aqui reunidas condições, caso estes valores, esta intenção de voto, se mostre na realidade, sim, temos aqui condições para podermos falar eventualmente de uma maioria absoluta de direita, uma vez que toda a esquerda junta, neste preciso momento, de acordo com os dados recolhidos pela Pitagórica, ficam três pontos percentuais abaixo das intenções de voto da AD e da Iniciativa Liberal. É um facto.

É um facto.

Também é uma novidade.

É uma novidade e agora é de facto no dia 18 de maio é que vamos perceber isto com todo o rigor.

Estamos a três semanas, hoje temos o debate entre AD e PS e vejamos aquilo que acontece. Lembro também que esta sondagem, à semelhança da sondagem da Consumark Dois, já foi realizada com os debates a decorrer. É verdade que na academia alguns de nós se dividem entre o papel que os debates podem ter na influência no sentido de voto. O que é certo é que estas duas últimas sondagens, a recolha de dados é feita já com os debates a decorrer e também no período em que já tinha sido divulgada a tal investigação preventiva a Pedro Nunes Santos. Por isso, com o aproximar das eleições, vejamos que mais dados nos saem sobre as intenções de votos dos portugueses.

E vamos ficar.

Ficamos apenas para as eleições.

Vamos continuar atentos. António Cipriano, obrigada, bom dia, boa semana.

Obrigado e bom dia. Obrigado, igualmente.