Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

A primeira semana da campanha eleitoral está quase a terminar. Aliás, há voto antecipado já daqui a três dias, domingo. António Cipriano, muito bom dia. Como é que está o sentido de voto? O que é que sabemos?

Bom dia, Carla. Algumas novidades desde ontem. Ao sexto dia desta sondagem diária, ficamos mais uma vez com a ideia que esta distância entre o Partido Socialista e a AD aumenta. Dos últimos dados que temos, a AD aparece a liderar com 34,9% das intenções de voto, mostrando aqui uma ligeira subida, ou seja, uma décima, em relação ao dia anterior. A distância entre estes dois maiores partidos, entre o PS e esta coligação do PSD e do CDS-PP, alarga-se neste momento para quase nove pontos percentuais, que é o valor mais alto desde que a Pitagórica iniciou estas sondagens diárias. Isto por quê? Porque o PS registou uma descida, fixando-se agora nos 26,1% das intenções de voto e é o partido que mais perde neste momento. É importante também lembrar os nossos ouvintes que o PS tem vindo a descer há três dias consecutivos nas intenções de voto. E desde o início destas sondagens, no dia 2 de maio, já perdeu praticamente 1,4 pontos percentuais. Quanto ao terceiro lugar, o Chega mantém-se nesta posição, com quase 17% das intenções de voto dos portugueses. Todavia, ligeiramente abaixo dos últimos dados. A Iniciativa Liberal, essa nem para frente nem para trás, continua estável nos 6,8. Quando olhamos para o campo mais à esquerda, vemos que o LIVRE continua nesta tendência de vir a crescer. É o único partido à esquerda que cresce. A CDU recua um bocadinho, fixando-se nos 3,2% das intenções de voto, bem como o Bloco de Esquerda, que tem menos duas décimas face ao dia anterior. Já o PAN continua com 0,5% das intenções de voto. Uma chamada que merece alguma atenção. Se olharmos para esta percentagem de votos da Iniciativa Liberal, que é de 6,8, somando às intenções de voto da AD, vemos que estas duas forças políticas, neste momento, somam já 41,7% das intenções de voto. Se olharmos, por exemplo, para a maioria do doutor António Costa nas legislativas de 2022, vimos que o PS do doutor António Costa conseguiu essa maioria absoluta com 41,3%. Vou repetir: AD e Iniciativa Liberal, neste momento, 41,7% das intenções de voto.

Isto depois tem a ver com a distribuição de mandatos, mas é muito interessante este dado. António, entretanto, os pensionistas entraram claramente na campanha eleitoral. Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos têm andado nos últimos dias a trocar argumentos sobre quem merece mais a confiança desta faixa da população. O que é que os estudos nos podem dizer sobre isto?

Olha, Carla, é uma situação que, do ponto de vista deste estudo, ficamos aqui um pouco limitados. Por quê? Porque esta sondagem diária da Tracking Poll da Pitagórica utiliza essencialmente três grupos etários, dos 18 aos 34, 35 a 54 anos e depois eleitores com idades igual ou superior a 55. Temos ainda, todavia, a distribuição do voto por classe. O que é que nós podemos dizer? Face a todos estes argumentos que Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos têm vindo a utilizar, uns nos mercados, outro entre um passinho de dança com os idosos e os pensionistas, o que é que nos dizem os dados? Que na divisão por grupos etários, no grupo dos indivíduos com idade igual ou superior a 55, onde teremos forçosamente que encaixar aqui os pensionistas e os idosos, por uma questão metodológica, a AD reúne 36% das intenções de voto, enquanto o PS fica pelos 31. Cinco pontos a separar estas duas forças políticas. Porém, quando olhamos para estes dados e os analisamos do ponto de vista das classes sociais, o que é que percebemos? Que o PS, de facto, perde nas classes média e de rendimentos mais altos, onde a AD marca pontos. Todavia, o PS mostra uma tendência de crescimento do sentido de voto entre a classe média-baixa e a classe baixa.

Agora aqui ficam os dados possíveis. E agora, António, rapidamente, vamos olhar para a fatia de indecisos que aparece em todos os estudos, que podem ter efeitos ainda não contabilizáveis.

Sim. Quanto aos indecisos, temos menos quatro décimas do que na última sondagem. Neste momento, os indecisos fixam-se nos 18%. Quando olhamos para os dados demográficos, percebemos que neste momento a indecisão é ligeiramente maior entre os homens, com 19%, face a 17% de voto indeciso das mulheres. Já nas faixas etárias, são os jovens que revelam uma maior incerteza. Vinte e um por cento dos jovens ainda não decidiram o seu sentido de voto. Vejamos os efeitos que isto terá sobre os partidos com a maior intenção de voto, ou também podemos olhar para estes indecisos com o nível de desconfiança, desilusão com o sistema político, ou então eleitores que aguardam o momento de votar, seja no antecipado, seja no dia 18, e escolherem qual a melhor opção política para conduzir os destinos do nosso país.

É aquela fatia dos indecisos que podem virar tudo aquilo que estamos a falar até agora, não é, António? Muito obrigada.

Pode sempre alterar.

Obrigada. Até breve. Obrigada.

Obrigado. Bom dia.

Bom dia.