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Há uma nova sondagem esta manhã da Consulmarq2 para o jornal Nascer do Sol e a Euronews. Uma sondagem que volta a colocar AD e PS em empate técnico, mas coloca também AD e Iniciativa Liberal juntas, muito perto da maioria. António Cipriano, muito bom dia e bem-vindo ao radar das sondagens. Que alterações é que esta sondagem vem trazer ao nosso radar e como é que o eleitorado se distribui agora?
Bom dia, Carla. É verdade, acordámos hoje com uma nova sondagem e olhando para o sentido de voto e feita a distribuição dos indecisos, de facto, temos uma vitória da AD, desta coligação entre o PSD e o CDS, com 34,1% dos votos, seguida do PS com 27%. O Chega continua a afirmar-se como a terceira força política, a Iniciativa Liberal em seguida e o Livre, nesta última sondagem, aparece como a força política de esquerda mais votada com 4,3%. Temos aqui um empate entre o Bloco de Esquerda e a CDU e em último lugar, o PAN. De facto, a grande novidade que esta sondagem realizada pela Consulmarq2 nos traz é que poderá ser possível a AD conseguir uma maioria absoluta, isto fazendo uma coligação com a Iniciativa Liberal, já que olhando para esta distribuição dos indecisos pelo sentido do voto, estas duas forças políticas conseguiriam aproximadamente 42,4%. Todavia, mantém-se este empate técnico entre a coligação do PSD com o CDS e o PS, visto que a nossa margem de erro é de 4%. Ou seja, significa que a AD poderá oscilar um sentido de voto entre 30% a 38,2% e o PS entre 23% a 31,2%. Ou seja, temos aqui um conjunto de consequências que este empate técnico nos pode trazer. Sim, Carla. Desculpa.
Sim. Sobre essas consequências, olhava para os partidos mais pequenos, isso tem implicações mais claras?
Sim, nomeadamente sobre o voto útil, ou seja, com uma disputa tão forte entre este bloco, nomeadamente da AD e do PS, o que isto significa? Que muitos eleitores podem sentir pressionados a votar num destes dois grandes blocos partidários. Ou seja, procuram garantir que o seu voto tenha um peso real na corrida eleitoral, o chamado voto útil. Eleitores de partidos mais pequenos, como o Bloco de Esquerda, a Iniciativa Liberal, o PAN, o Livre, podem escolher votar num dos grandes blocos, mesmo que não se identifiquem plenamente com essas opções. E por outro lado, devido a este empate técnico, há esta tendência para polarizarmos o debate político com atenção nas duas grandes forças partidárias. Ou seja, por outro lado, se os grandes partidos precisam talvez de um voto útil, de modo a conseguirem ganhar as eleições, por outro lado, esta polarização faz com que os pequenos partidos também percam parte do seu eleitorado, não deixando depois grandes margens de manobras para eventuais coligações. Todavia, de acordo com esta última sondagem, tudo aponta para que a AD e a Iniciativa Liberal, caso assim o entendam, possam chegar a uma maioria absoluta.
Ia dar outras condições de governabilidade. António Cipriano, muito obrigada. Vamos continuar a olhar para as sondagens. Um bom fim de semana.
Igualmente, obrigado.