Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Relatório do jogo do Futebol Clube do Porto Arouca, hoje com o comentário de Silas. 3x0, resultado final no Dragão, gols de Uribe, Taremi e Marcano. Começo já por lhe perguntar, Silas, se este resultado reflete uma boa prestação do Futebol Clube do Porto, uma prestação acima do normal, se foi um grande jogo ou se o resultado é também reflexo de algum demérito do adversário.

Eu penso que o 3x0 é um resultado justo, porque o Porto foi realmente a melhor equipe em campo. Desde o primeiro minuto que foi a melhor equipe, apesar de nos primeiros minutos o Porto estar um pouco nervoso, a sua circulação da bola foi lenta, em certos momentos alguma dificuldade em criar ocasiões de gol, mas depois do primeiro gol, que surgiu de um roubo de bola do Porto e que no contra-ataque conseguiu fazer gol. Depois daí, o Porto melhorou bastante, o Arouca passou a ser o Arouca quem estava mais nervoso, perdeu muitas bolas e permitiu ao Porto constantes contra-ataques e constantes saídas rápidas. E a partir daí, o Porto começou a criar várias ocasiões de gol, fez mais um gol na segunda parte. A segunda parte foi praticamente o mesmo. Portanto, o Porto muito confortável no jogo, o Arouca muito desconfortável, a perder muitas bolas e o Porto constantemente a roubar e a sair pro contra-ataque e a criar muitas ocasiões de gol.

Sim, exatamente. Vimos muitos lances perigosos do Futebol Clube do Porto. O resultado até parece pouco pra quantidade de remates à baliza que acabaram por acontecer.

Sim, o 3x0 eu acho que é o reflexo daquilo que é o jogo, no sentido em que o Arouca também não teve capacidade de resposta. O Porto poderia ter feito mais gols, mas também pra aquilo que o Arouca lutou e pra aquilo que correu, também me parecia demasiado, mais do que 3x0. Foi um resultado justo, o Porto mais do que justo vencedor. O Arouca nunca conseguiu realmente criar perigo ou lances que se possam dizer que foram lances de perigo. E o Porto teve o jogo completamente dominado.

Um jogo dominado para o lado do Futebol Clube do Porto, mas podemos falar também sobre o gol de Taremi, que levanta algumas dúvidas, inclusive na nossa emissão especial falamos sobre isso. Mas mesmo que não fosse validado, os três pontos iriam na mesma para a equipe do Dragão. Ainda assim, queria perguntar-lhe se isto não pode, de alguma forma, ter desmoralizado a equipe do Arouca a partir aqui do 2x0. Estiveram com essa moral embaixo?

Não, eu acho que mesmo até o 2x0, o Arouca não foi melhor do que tinha sido depois do 2x0. O Arouca foi o que foi durante o jogo todo. Eu tenho algumas dúvidas no lance. Já ouvi o Pedro dizer que era falta. Eu tenho algumas dúvidas. Tenho dúvidas se aquele toque realmente é um toque pra ser falta. Acho que de uma vez por todas nós, em geral, os jogadores, treinadores, temos que deixar de cair cada vez que nos dão um toquezinho. Acho que aquele lance, se calhar, em outras ligas não se marcava falta também. Portanto, não acho que tenha sido por aí. O Arouca entrou com uma estratégia que foi por água abaixo quando o Porto fez o primeiro gol e a partir daí o Porto foi sempre melhor. E se não fosse naquele lance, eu acho que o Porto acabaria por marcar em outro.

Já agora aproveito para perguntar pela estreia de Wendel. Não deu pra ver muito, foram cerca de cinco minutos em campo, mas ainda assim talvez possamos falar dessa estreia ou de alguma falha que eventualmente o lateral tenha ido colmatar no jogo até aqueles 85 minutos.

Sim, eu acho que deu pra ver pouco, porque realmente o Arouca já não atacava praticamente, o Porto estava completamente confortável com o jogo. O Wendel entrou pra ter uns minutos, mas também não mostrou muito, mas eu sei que ele vai mostrar. É um jogador que está na Europa já há bastante tempo. Não é um jogador brasileiro que chega à Europa e que se tem que adaptar. Não, ele está habituado a um jogo rápido. Na Alemanha, o jogo até costuma ser mais rápido e mais intenso do que em Portugal. Portanto, o Wendel vai se adaptar facilmente, mas hoje não houve tempo para ver aquilo que ele pode contar.

Ainda assim, uma grande recepção dos adeptos.

Sim, isso vai ter sempre. Os jogadores do Porto, em geral, têm sempre este apoio dos adeptos do Porto e das outras equipes em Portugal. Os adeptos costumam apoiar os seus jogadores, a não ser que aconteça alguma coisa, que não é o caso.

E acredita que agora a nova realidade, que era a antiga, na verdade, de termos os adeptos no estádio, tem feito diferença para estes jogos da Primeira Liga?

Sim, eu acho que sim. Eu acho que faz diferença, sobretudo para as equipes que jogam em casa e que jogam para ganhar. Porque quando não havia adeptos, é mais fácil pra quem defende, porque a comunicação entre os jogadores é mais perceptível. Portanto, a maior parte dos erros defensivos que existem é por falta de comunicação. E num estádio, por exemplo, num estádio cheio como o do Dragão, como o do Alvalade, como o da Luz, onde o barulho é muito intenso, essa comunicação fica mais difícil. E aí é mais fácil pra quem defende. Portanto, o ano passado nós vimos várias vezes equipes grandes a perderem pontos em casa, à exceção do Sporting, que praticamente não perdeu, mas o Benfica e o Porto perderam muitos em casa, o que não é normal. E às vezes tem muito a ver também com isto, com o fato de os adeptos não poderem apoiar. O barulho influencia, porque influencia na concentração, influencia na comunicação. E este ano, já com os adeptos, é mais um ponto a favor das equipes grandes.

Silas, há pouco, na emissão especial, falávamos do fair play entre um atleta israelita e um atleta palestiniano, que entretanto entrou também em jogo. Não sei se me estou a adiantar à pergunta final, em que lhe vou perguntar pelo melhor desta partida, mas gostava que analisasse este momento do jogo, este momento fair play.

Sim, eu acho que sim Para mim é o melhor momento da partida. É podermos ver um jogador israelita e um palestiniano a jogar na mesma equipa, a lutarem pelos mesmos ideais e pelos mesmos valores, e a lutarem juntos por algo no qual acreditam. Juntamente a isso, diria que se for escolher um jogador, escolheria o Luís Dias, mas se tiver que escolher entre um jogador ou algo similar a isto, prefiro escolher entre ter um israelita e um palestiniano, os dois na mesma equipa.

Vamos então ao pior desta partida.

O árbitro esteve bem, esteve tranquilo, portanto, não vejo grandes erros de arbitragem. O Arouca fez aquilo que pôde, o Porto também jogou QB, portanto, não vejo nenhum ponto negativo neste jogo. E mesmo que houvesse, eu acho que aquilo que já falamos de termos um israelita e um palestiniano na mesma equipa acabaria por apagar qualquer ponto negativo que pudesse existir.

Muito bem a análise de Silas a este jogo entre Futebol Clube do Porto e Arouca, 3x0, resultado final no Dragão, gols de Uri, Beto e Taremi. E Marcano Silas, muito obrigada pela análise e mais uma vez pela presença na Rádio Observador. Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto