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Em quatro jogos à frente da seleção nacional, quatro vitórias para Jorge Jesus. A última delas, nesta paragem internacional, aconteceu esta noite no Estádio do Dragão, onde Portugal venceu por duas bolas a uma a Noruega, mesmo resultado conquistado em Oslo há sete dias, numa exibição que acredito que tenha sido um pouco melhor. Antes de abordarmos a exibição e a nota que ela merece, vamos saber quem foi, Luís Pinto Coelho, bom de bola nesta noite de Portugal.
Hoje tínhamos aqui vários jogadores que eu podia destacar.
Podemos abrir aqui a sessão para os bons de bola, se quiseres.
Sim, mas vou destacar João Félix, pelos quatro jogos, pela influência neste ciclo da seleção e pelo salto qualitativo que deu e o peso que tem nesta ideia de jogo e no futebol que Portugal está a praticar. Hoje, mais um belo jogo, um jogador que está muito confiante, ele é muito bom tecnicamente, faz mais uma assistência e uma exibição que mexeu as medidas. E depois tinha aqui três menções honrosas para Renato Veiga. É muito difícil parar um jogador como o Haaland. Ele esteve muito bem, a dar continuidade às exibições que tinha tido anteriormente e, na minha opinião, até foi o melhor defesa central de Portugal no Campeonato do Mundo. A Vitinha, o patrão da equipe, hoje mais uma grande exibição a conseguir controlar sempre os tempos de jogo, os ritmos, muito bem no passe para Félix, que depois assiste Gonçalo Ramos. E Gonçalo Ramos, que está um verdadeiro pistoleiro, está a dar uma resposta tremenda, marca todos os jogos, faz uma grande exibição a todos os níveis. Muito combativo, raio de ação alargado, um grande jogo de hoje de Gonçalo Ramos e também nesta sequência de jogos a dar uma resposta afirmativa e temos ponta de lança para muitos anos na seleção.
E quem é que foi o um a menos, quem foi o pior jogador da equipe e por quê? Acredito que o principal candidato até possa ser Palhinha, mas depois Chico Conceição, apesar do belíssimo jogo que fez, acabou por borrar um pouquinho a pintura. A decisão é tua, Luís.
Sim. João Palhinha, parece-me que passou um bocadinho ao lado do jogo, falharam muitos passes, algumas interseções a tentar também antecipar e a falhar tempos de entrada. Não me pareceu uma exibição muito conseguida de Palhinha. Também vou referir aqui o Rúben Dias. Pareceu-me também um bocadinho intranquilo. Quando foi aos duelos com o Haaland, não esteve tão afirmativo como Renato Veiga. Não foi uma exibição muito conseguida de Rúben Dias e depois, obviamente, o Chico Conceição, pela questão emocional, de se ter descontrolado daquela forma, tendo ou não razão, não é essa a questão. Acho que tem que se controlar, obviamente, porque é um profissional e colocou Portugal numa situação difícil nos últimos minutos.
E o ouro do bandido, o melhor jogador adversário que roubavas, neste caso, o bacalhau ou do bandido. Que bacalhau é que roubavas aos noruegueses, digamos assim, Luís Pinto Coelho?
Eu já na Noruega destaquei o Nusa e vou voltar a destacar, porque eu acho que é um jogador muito interessante. É um jogador que é rápido, é bom tecnicamente, é forte nos duelos também e causou logo ali muitos problemas a Cancelo. Cancelo viu o amarelo muito cedo, foi-se controlando, mas depois as pilhas também acabaram um bocadinho a Nusa. Obviamente, são quatro jogos em pouco espaço de tempo e isso obviamente que tem um peso neste quarto jogo em alguns jogadores, mas acho que é um jogador de muita qualidade.
E que mensagem gostarias de deixar ao teu querido mister, ou nosso querido mister, neste caso, Jorge Jesus, uma análise à estratégia do treinador, às substituições. Mais uma vez, volta a sofrer, mas ganha num futebol atrativo.
Sim, eu diria que é um bocado aquela linha de Cruyff. Prefere ganhar 4 x 3 do que ganhar 1 x 0. E Portugal expôs-se um bocadinho, mas está bastante forte no processo ofensivo. Acho que são quatro jogos em crescendo. O primeiro jogo não foi muito bem conseguido com o País de Gales. O segundo jogo na Noruega, eu acho que a pontinha de sorte caiu para o nosso lado. Depois, num nível já muito alto na Dinamarca e hoje outra vez uma exibição muito consistente. Não permitimos muita coisa à Noruega e fomos criando várias situações. Não tendo muitas situações claras de gol, tivemos muitas aproximações perigosas, por isso um apontamento muito positivo para este ciclo e para o trabalho de Jorge Jesus para já na seleção.
A fechar e à boa moda do futebol português, prognóstico do final do jogo, a nota, à exibição da equipe, Luís Pinto Coelho.
Nota 20. Objetivo conseguido. Temos agora dois jogos no próximo mês em que Jorge Jesus vai poder fazer aqui uma gestão diferente, porque pode tentar chamar um ou outro jogador que queira ver trabalhar com ele no dia a dia e pode testar uma ou outra variante tática que queira, porque o apuramento está conseguido, era o mais importante. Por isso, nota 20 e parece-me claro que Portugal é um candidato a renovar esta Liga das Nações.
Está feito e entregue o relatório de jogo do Luís Pinto Coelho à vitória de Portugal frente à Noruega por duas bolas a uma no Estádio do Dragão. Vitória que valeu a Portugal a passagem aos quartos de final da competição. Um grande abraço, Luís Pinto Coelho. Costumamos ouvi-lo sempre em sede do Campeão Eco, notas de 0 a 20 aos protagonistas do dia no mundo do desporto, mas também enquanto nosso adepto do povo do Porto, aqui nas emissões especiais na Rádio Observador. Um grande abraço, Luís.
Um grande abraço.