Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Um encontro inesperado. Farkhunda Mutaj, capitã da seleção feminina do Afeganistão, surpreendeu o grupo de raparigas jogadoras que chegou a Portugal há uma semana. Com idades entre os 14 e os 19 anos, as jovens não contiveram as lágrimas ao mesmo tempo que abraçavam Farkhunda Mutaj.

"Obrigada, Portugal, do fundo do meu coração. Vocês são um país fantástico por terem influenciado as vidas de tantas raparigas e por lhes oferecerem asilo. Sem vocês, nada disto seria possível."

A capitã da seleção feminina do Afeganistão agradece a Portugal por ter acolhido estas jovens, que diz serem lutadoras.

"Estas meninas já experienciaram tanto. Elas são tão dedicadas, tão resilientes, e vê-las finalmente, pessoalmente, foi emocionante, porque sei por quanto elas passaram. Estou tão orgulhosa delas. Elas merecem isto e vão ter um futuro maravilhoso aqui."

Já Samira Karimjard, de 19 anos, é uma das jogadoras da seleção feminina afegã. Estudava direito na universidade, em Cabul, mas explica que, por causa dos Talibã, o Afeganistão já não é um lugar seguro.

"O Afeganistão está muito perigoso. Cabul está muito perigoso. Estou feliz por estar aqui em Portugal, mas estou triste pela situação no meu país. Deixei lá alguma família, algumas coisas. Estou muito feliz aqui, mas muito triste pelo Afeganistão."

Para as mulheres, o país é ainda mais perigoso.

"Para as mulheres está muito perigoso. Os Talibã não as deixam sair de casa, não podem ir à escola, não podem continuar a jogar futebol."

Ao todo, são cerca de 80 os afegãos, entre jovens jogadoras e respetivas famílias, que receberam asilo em Portugal e que esta quarta-feira foram surpreendidos com a presença da capitã da seleção feminina do Afeganistão. Quanto aos relevados, gostavam de conhecer Cristiano Ronaldo e não têm dúvidas quando se lhes pergunta o que significa o futebol para elas.