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Manhã em passe rápido para Ana Gomes: um centro de investigação da Cruz Vermelha, uma esquadra da PSP, um canil e um encontro com instituições de solidariedade social. E com o apertar das medidas de restrição, a possibilidade da abstenção nas eleições ser ainda mais elevada do que o esperado vai crescendo. Para Ana Gomes, um dos principais responsáveis é o candidato ao lugar de presidente da República.

Tirar a máscara, vi-me a sorrir, porque eu acho que foi o senhor professor Marcelo Rebelo de Sousa que andou aqui a desvalorizar estas eleições, no fundo, a trabalhar para a abstenção. Que ele agora, de repente, tenha acordado e tenha feito a cambalhota para começar a alertar que há um problema de abstenção. Há muito tempo que eu ando aqui a dizer justamente que há aqui um gravíssimo problema.

Ana Gomes com críticas a Marcelo sobre esta abstenção. Ainda assim, a candidata da área socialista continua a acreditar que é possível chegar a uma segunda volta, mesmo sem o apoio do PS.

Sempre acreditei que a segunda volta é possível, sempre trabalhei para uma segunda volta e sim, claro que acho que sou eu que posso disputá-la. E sinto-me muito bem acompanhada por muitos socialistas e muitas socialistas, como também por muita gente do PAN, do Livre e até de muita gente independente, sem partido.

A candidata tem procurado o voto dos socialistas nestes últimos dias e para isso vai contar com o apoio de Pedro Nuno Santos, que se vai juntar a uma conversa online no último dia de campanha. É um apoio que fica desde já pago pela candidata.

Eu serei uma das pessoas que encorajarei também Pedro Nuno Santos, quando um dia se abrir a liderança também no Partido Socialista, a naturalmente avançar, porque penso que nós precisamos de gente jovem.

Apoio com apoio se paga, Ana Gomes já se posiciona para o futuro do PS na fase final desta campanha presidencial.