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Domingo de manhã, na Baixa de Lisboa, o espírito natalício é evidente. Na Praça do Rossio, as barraquinhas do mercado de Natal alinham-se ao lado da estátua de Dom Pedro IV. Opções não faltam: há queijos, presunto, doces de Natal e peças de artesanato. E apesar da inflação, a maioria dos vendedores não se queixa.

Muito bom. Tem muito turista, muita gente de fora, português também. A feira nunca esteve como antes. Muito boa. As vendas estão muito boas pra todo mundo, porque o turismo tá muito alto.

Rosiane vende chapéus e diz que o que não falta são clientes. Já do outro lado da praça, Marina vai espalhando os doces de Natal na montra. Admite que o negócio anda bem, ainda que se sinta uma certa retração nos compradores.

As pessoas compram, embora algumas ficam um pouco constrangidas com o valor. Há quem compre e há sempre quem recuse comprar.

Bem perto, na Praça da Figueira, a Confeitaria Nacional é paragem quase obrigatória para quem quer provar os tradicionais doces de Natal. Aberta há quase dois séculos, foi a primeira confeitaria portuguesa a produzir bolo rei. Helena já é presença habitual há quase 50 anos.

Minha mãe vinha aqui lanchar, passei a vir com ela e nunca deixei de vir.

E não é caso único. Quem lá trabalha, como o João, garante que no Natal, passar por aqui já é tradição familiar.

Temos casos, inclusive, de famílias que vêm desde a bisavó, já com os netos e bisnetos. Tradicionalmente, compram sempre o bolo rei todos os anos.

Quanto aos preços, comerciantes e clientes são unânimes. Inflação obrigou a um ligeiro aumento, mas a duas semanas do Natal, a corrida às compras já prossegue a bom ritmo