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Augusto Santos Silva está quase a fazer um ano na liderança da Assembleia da República e foi convidado para jantar com os deputados socialistas em Tomar. Antes de se sentar à mesa, subiu ao palco para dizer que respeita todos os poderes, mas é ao Parlamento que o Governo tem de responder.

É ao Parlamento que o Governo responde, é perante o Parlamento que o Governo responde e a dialética entre a oposição e o Governo deve fazer-se no Parlamento e não sequestrada ou retirada ao Parlamento.

Augusto Santos Silva puxa o debate para o Parlamento, onde acredita que o Governo sabe estar.

É muito importante notar que só por uma vez é que uma lei foi aprovada na Assembleia da República com os votos do Partido Socialista de um lado e os votos contrários de todos os outros grupos parlamentares. Cada dia sim, dia não, um membro do Governo comparece numa comissão parlamentar para prestar contas. Foram já duas centenas de vezes, as vezes que membros do Governo foram fiscalizados, prestaram contas das comissões parlamentares, isto é, em que comissões parlamentares exerceram a sua função de escrutínio dos atos do Governo.

Na defesa da maioria, Augusto Santos Silva lembra que o Parlamento tem várias ferramentas de fiscalização e que ainda nenhuma foi esgotada. E antes de avançar para as entradas, não perde o prato do dia.

Mas queria também deixar uma palavra de felicitação e de encorajamento ao Parlamento no seu conjunto. Falo do conjunto das forças políticas representadas no Parlamento Português, que atuam de acordo com as regras democráticas e as regras institucionais que nos regem. O que, como todos sabemos, é o caso de todas as forças políticas representadas no Parlamento Português, menos uma.

Depois dele, António Costa vai se sentar à mesa de almoço com os deputados socialistas nas jornadas parlamentares que estão a decorrer em Tomar.