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Centenas de pessoas saíram à rua com um objetivo: encostar o racismo à parede, com gritos de ordem contra a xenofobia e uma luta pela dignidade dos imigrantes, mas também pontuada pelos cravos nas mãos e em pregadeiras nos casacos, uma luta pela liberdade de todos. Um símbolo importante para Jéssica, que veio do Porto para participar na manifestação.
Liberdade, democracia, união das pessoas, igualdade, todos esses valores que a gente defende e que não podem morrer. No fundo, é isso, a gente está lutando para que esses valores não morram. Mas é óbvio que o medo existe, mas a gente não vai parar.
Luzia Moniz também saiu à rua e alerta para o crescimento dos discursos de ódio.
Mais do que um oportunismo, é o sinônimo de que a extrema-direita reacionária não mede a meios para fazer passar a sua mensagem. E isto é extremamente perigoso. Há um risco que Portugal corre e é por isso que estamos aqui todos mobilizados.
Kai lembra que Portugal é de todos, independentemente da cor.
Estamos aqui em apoio a comunidades desfavorecidas, vulneráveis, que muitas vezes não têm voz neste país, que silencia tanto as minorias. Todos nós somos seres humanos. E acho que se fôssemos falar de um conjunto de pessoas brancas portuguesas, a ação teria sido muito diferente.
Ou da nacionalidade.
Nós não somos racistas. Nós Bangladeshina não somos terroristas.
Uma manifestação com o nome "Não Nos Encostem à Parede", uma ação contra a operação policial na Rua do Bem Formoso, uma rua que é de todos. Gritaram as centenas de pessoas que marcharam da Alameda ao Martim Moniz.