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Donald Trump garante que Israel aceitou um cessar-fogo de 60 dias em Gaza e Cátia Bruno, tu que estás aí em Israel, juntamente com o fotojornalista João Porfírio, como é que essa notícia foi recebida aí? E bom dia.

Bom dia. Eu diria que, obviamente, com alguma esperança, sobretudo por parte das famílias dos reféns, mas também com alguma cautela. A notícia chegou aqui ontem, já era de madrugada e, por exemplo, os jornais israelitas hoje nem sequer têm o assunto como manchete, nem nas edições em papel, nem nas edições online. E parece-me que isso acontece porque esta é a proposta de Trump, que já tem o apoio de Netanyahu, e que se foca sobretudo na libertação dos reféns. Mas não é certo que o Hamas assine isso. Até porque o Hamas quer garantias de segurança e de que pode continuar a operar na Faixa de Gaza. E, na verdade, Israel obviamente não concordará com essa solução. E os Estados Unidos querem que haja um envolvimento do Egito, da Arábia Saudita, da autoridade palestiniana para gerir Gaza daqui para frente. Essa parte do acordo não está ainda resolvida. Portanto, o caminho está a fazer-se, mas não há certezas de que haja boas notícias imediatamente.