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Me deixem fazer, sobretudo, uma conversa.

António Costa, o senador, dirigiu-se a um alvo específico.

Dirigir-me, sobretudo, àqueles que neste momento ainda não decidiram o que é que vão fazer.

Os indecisos foram importantes na conquista da maioria absoluta há dois anos, um percurso agora interrompido.

Estamos naquela situação em que o jogo com o Santa Clara, em vez de ter chegado aos 90 minutos, tinha acabado aos 40 minutos. Ora bem, é a situação em que nós estamos. Em vez de nos deixarem chegar a 2026 para sermos avaliados, interromperam o jogo aos 40. Mas há uma diferença: é que mesmo aos 40 minutos, nós vamos ganhar estas eleições.

E, por isso, a dramatização traduzida em sinal de confiança em Pedro Nuno Santos.

Será que vale a pena, agora que as coisas começam a endireitar, fazer uma mudança sem segurança, em vez de dar a oportunidade ao Pedro Nuno Santos para continuar o trabalho que temos vindo a desenvolver?

Para Costa, a direita está impreparada e não são os exemplos do passado que os podem inspirar.

O mais antigo não governou só numa era em que não havia internet. Ele verdadeiramente governou, conseguiu ganhar eleições, quando só havia uma única televisão em Portugal, que era, aliás, comandada pelo seu ministro adjunto. E o último veio e verdadeiramente o que fez foi o truque que nós já percebemos que eles fazem. Eles dizem para o Chega sair pela porta, mas depois o Chega entra pela janela.

E com oito anos de experiência, o primeiro-ministro diz o que é governar.

É inaugurar. Ora, qualquer político que tenha atingido a idade adulta sabe que só na poesia é que basta Deus querer, o homem sonhar, para a obra nascer.

Ainda assim, garante a Pedro Nuno que, se for eleito, terá muita obra para inaugurar, em particular na saúde. O secretário-geral do PS, que assistiu ao discurso e no fim provou que aprendeu a lição.

E eu quero dizer aos indecisos e quero pedir aos indecisos para que confiem em nós, para que confiem em mim. Não vos vou desiludir.