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Stop despejos, direito à habitação. Stop despejos, direito à habitação.
As palavras de ordem são claras. Poucas dezenas de pessoas juntaram-se para pedir uma resposta a casos como o de Alcina Lourenço, que mesmo estando a cuidar de familiares, vai ter de sair de casa.
Já estou com ordem de despejo. Estou à espera, só que continuo a pagar a renda. Ainda não fui despejada, pelos efeitos da pandemia, mas tenho meu marido com câncer, tenho meu pai com uma doença grave também e estou nesta situação.
Uma situação que deixa Alcina sem saber quando vai ser forçada a largar o que tem, nem para onde vai. É também o caso de Gerusa Laureano. Depois do despejo, recebeu ajuda, mas desde que deixou a casa em Loures que continua sem uma resposta definitiva.
Fomos pra um hostel em Vila Franca de Xira, ficamos lá dois meses, quase dois meses e meio. Depois fomos pros centros de acolhimento da Segurança Social. Eu continuo lá até hoje.
Histórias que revoltam António Gora. O membro da Associação Habita lamenta que mesmo com os debates sobre a habitação durante as autárquicas, Carlos Moedas ainda não tenha conseguido fazer a diferença.
E afinal, acho que na Câmara de Lisboa há uma certa continuidade com a câmara anterior, diria eu. Nós registramos isto, os despejos da Câmara de Lisboa aconteciam antes da pandemia com a antiga câmara e continuam agora.
E não são só as políticas que continuam as mesmas. Maria João Costa, da associação Stop Despejos, avisa que muitas famílias continuam a ser expulsas à força pelas autoridades.
Há uma decisão de criminalizar estas famílias, como se o motivo de as despejar fosse porque elas são criminosas. E o que é que a gente assiste? Aos despejos se fazerem com batalhões de polícia de intervenção. Quando o que a gente gostaria de ver era batalhões de assistentes sociais com soluções para não deixar as pessoas na rua.
Soluções que vão faltando, mas as famílias precisam de respostas, já.
Stop despejos, direito à habitação, já!