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Junto à Sé do Porto, as ruas já estão decoradas para o São João e vão se fazendo os últimos preparativos para a festa.
Já há dois anos que a gente não faz nada. Então este ano vai haver sardinha, entrecosto, febras, bifanas, espetadas, muita festa, música, baile, tudo.
No café de Lourdes Matos já só se pensa na noite mais longa do Porto. Depois de dois anos com restrições devido à pandemia, o São João está de volta a todo o gás e será também um balão de oxigênio para vários negócios.
Esperamos muita gente pra gente ao menos recuperar esses dois anos que estivemos fechados. Temos muitos turistas, temos muitas pessoas que vêm de Espanha, vêm cá. Este ano conto com eles. Vamos lá ver.
Também em Miragaia, um dos centros da festa, o café de Mila Rubim tem tudo preparado.
Estamos mais motivados e pensamos que muita gente está com aquela fome de vir dançar e se divertir. Estamos a contar que venha muita gente pra festa, pra se animar, pra dançar, pra beber uns copos, que é mesmo assim, e comer umas bifanas.
O palco já está montado, a decoração já é visível e vão se afinando os últimos detalhes da festa.
Nós estamos a preparar tudo pra ter uma boa noite. Depois de dois anos parados. Esperamos que corra tudo bem, as pessoas venham se divertir e pronto, pra ganharmos dinheiro.
Quem nunca parou foi Maria Soares. Na banca de manjericos que tem montada na Praça da República, vai tentando vender ao máximo para ter um São João em festa.
Se eu vender, vou pra casa comer a minha sardinha e gozar o meu São João na minha casa, com a minha família, aí é que eu estou bem. Se caso não vender, terei que ficar aqui e fazer mais um pouco de serão e depois vou dormir em casa e volto no outro dia.
Este ano, e devido às obras da Metro do Porto, não há concerto nos Aliados, mas há três palcos espalhados pela cidade e fogo de artifício lançado a partir do Rio Douro. É um São João que regressa à normalidade dois anos depois.