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Durão Barroso chegou e disse:

Já há muitos anos que não vinha a campanhas eleitorais, mas desta vez senti que tinha mesmo de vir.

O antigo primeiro-ministro e também ex-presidente da Comissão Europeia considera que o mundo, a Europa e Portugal estão em situação delicada. E sobre Portugal, apresentou dados. Durão Barroso lamenta a falta de crescimento e olha pro futuro.

A manter o atual ritmo, levaríamos cerca de 45 anos a convergir com a média da União Europeia. E o que verdadeiramente me espanta e até me indigna, é como é que pode o atual governo estar contente com estes resultados. É esta a ambição que têm para Portugal?

No patamar da economia, Durão Barroso não esquece a história. Aliás, olha para o período da troika em Portugal e diz que o PSD deve ter orgulho do que fez.

Não temos de pedir desculpa por esse período. Nós temos de ter orgulho nesse período, por aquilo que fizemos, com sentido patriótico, para salvar Portugal. Nós conseguimos! Mas é importante que se lembre o que é que se passou. Quem trouxe Portugal para a bancarrota foi o Partido Socialista, quem retirou Portugal dessa situação foi o PSD e o CDS, num governo que nos devemos orgulhar.

Num ataque direto ao PS, o antigo líder do PSD quis dizer que a proposta dos socialistas é formar o governo mais radical desde o 25 de abril. Ora, a olhar para cenários, Durão Barroso junta-se às vozes que pedem votação reforçada e aponta a mira para o voto de protesto.

É essencial que hoje em dia nós possamos unir todos aqueles que estão descontentes com o atual governo e com a atual governação, porque a esmagadora maioria dos portugueses está descontentes com esta situação. A questão é saber: vale a pena ir para um voto de protesto? Minha resposta é: não chega um voto de protesto. Não chega um voto de protesto.

Num discurso de meia hora para cerca de 1500 pessoas no Europarque, em Santa Maria da Feira, Durão Barroso recebeu vários aplausos de pé e com farpas para Pedro Nuno Santos, mas de olhos em Montenegro, deixou elogios atrás de elogios.

Aprecio imenso a sua simplicidade, a elegância, a compostura, a moderação, a estabilidade. Hoje em dia, nós estamos fartos, no mundo de políticos egocêntricos, com narcisismo patológico. Precisamos de pessoas modestas, simples, calmas, convictas, como o Luís Montenegro.