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A noite emblemática do São João trouxe à rua não só quem marca presença assídua já há muito tempo.
Costumamos todos os anos.
Mas também vários estreantes.
Eu só sabia que tínhamos os martelos, mas de resto eu nunca tinha visto nada.
É a minha primeira vez e eu pensava que ia ser um bocado diferente.
Uma expectativa que foi até superada.
Eu não sabia que ia ser tão disperso, mas isso é bom porque as pessoas podem ir andando e apanhando as festinhas pelo caminho.
Já para outros, houve pontos que ficaram aquém.
Eu gostei do fogo de artifício, mas achei que ia ter uma magnitude diferente e ia ser maior.
Mas afinal, como é que quem viveu esta festa define o São João?
É a animação e a espontaneidade.
Uma espontaneidade que contrasta com a atual situação do mundo.
Pessoas que unem-se muito, entram muito nas brincadeiras, é marteladas aqui, marteladas ali, ninguém leva a mal, que normalmente não se vê em muitos sítios, principalmente nesta época, que agora parece que está tudo do avesso. Acho que o pessoal alinha muito nas brincadeiras, entra nas cantigas sem problemas nenhuns e isso faz com que haja um bom ambiente para a festa.
Os planos para assistir à festa do São João vão variando, mas há quem defina o roteiro atempadamente.
É Ribeira para ver o fogo, aqui em Barreiros, e claro, agora Palácio Cristal só para acabar a noite de forma mais tranquila.
Uma noite tranquila, onde houve até alguma chuva e trovoada. A festa, ainda assim, não parou. Passaram pelas ruas do Porto milhares de pessoas que lançaram balões e martelaram amigos e desconhecidos.