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Ainda há pouco movimento, mas vai ganhando algum mais conforme as horas e os minutos vão avançando. Quando eu aqui cheguei, ainda havia muito pouca gente à espera de transporte. Agora já há um pouco mais, até porque a partir das 07:00 começam a sair alguns autocarros, nomeadamente expressos para Lisboa, mas também interurbanos para Amor, para Colmeias, para Torres Novas, para Fátima. São apenas alguns dos locais identificados aqui num ecrã, que está montado no meio desta tenda gigante que tem 12 linhas em que é possível apanhar todo tipo de transportes aqui em Leiria. Este terminal provisório que tem de um lado um contentor com uma bilheteira, tem também umas casas de banho provisórias. Do outro lado, tem uma sala de informações, também duas salas de espera protegidas com interiores. Depois há aqui alguns bancos na zona central, uma zona um pouco mais sem abrigo, digamos assim, para que as pessoas possam esperar pelo transporte. O certo é que este terminal foi montado cerca de seis, sete dias depois da tempestade Cristine ter destruído o terminal rodoviário no centro de Leiria, bem perto da zona onde vocês estão, desse café. Um terminal onde voou o telhado, caiu em cima de alguns autocarros. Foi um local que acabou por ser também visitado pelo primeiro-ministro logo nos primeiros dias ou no dia seguinte àquele que foi a tempestade Cristine. Aqui neste terminal provisório, algumas pessoas vão aguardando, algumas são de fora de Leiria, vão regressar aos locais de origem. Mas eu conversei há pouco com o Gonçalo, é aqui de Leiria, veio pela primeira vez a este terminal. Ele recordou um pouco daquilo que se passou há um mês, mas também elogiou aquilo que foi esta construção aqui neste local provisório deste terminal.

Sim, sem dúvida. Pelo menos enquanto o novo terminal não está pronto, é uma solução provisória que acho que satisfaz.

Faz diferença ser aqui e não ser noutro lugar, é a mesma coisa?

Não, até em termos de estacionamento é bastante melhor até que o terminal antigo para quem quer deixar aqui o carro e ir para o outro lado.

Um mês depois de ter passado a tempestade, ainda tem memórias daquilo que aconteceu há um mês?

Foi difícil. Pelo menos para Leiria foi muito complicado. Aquele primeiro dia foi difícil de esquecer.

Teve prejuízos, foi afetado de certa forma?

Pessoalmente, não, felizmente, mas familiares, sim. Telhados, chaminés caíram, tivemos alguns estragos.

E nesta altura está tudo mais ou menos normalizado, um mês depois, o que pode dizer sobre isso?

Está-se a compor dentro do possível, mas isto não vai ser fácil, nem se vai fazer apenas em um mês, ou dois, ou três. Isto vai demorar bastantes meses até Leiria voltar um bocadinho ao que era antigamente, ao normal.

A perspectiva de Gonçalo, um dos passageiros que vai entrar agora num destes autocarros. De resto, é audível o aviso sonoro para o próximo autocarro que vai sair. Há pessoas a entrar para um autocarro para Pombal, outros para Amor, outros para Colmeias. Há também aqui um de uma empresa de transporte expresso. Portanto, o movimento vai fluindo de forma relativamente normal neste terminal provisório aqui em Leiria.