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Ao som da campainha, os ouvidos despertam para a ordem. No quartel dos sapadores bombeiros de Braga, saem várias dezenas de ocorrências diariamente, incluindo para incêndios florestais. O comandante Nuno Osório explica quem pode acionar a corporação a qualquer momento.
O batalhão está disponível, está completamente entregue ao Sistema Nacional de Proteção Civil, portanto, com a ativação através do Comando Sub-regional do Cávado. O mesmo lhe compete e sabe que nós estamos disponíveis para ajudar as populações e a população portuguesa em qualquer quadrante, em qualquer parte do país. E nós estamos aqui seguramente também para responder.
Uma resposta que está dividida em duas fases.
Na primeira vaga, a resposta de uma necessidade com muita força. Empenhamento e a colocação dos meios de uma forma muito embrionária, para que consigamos resolver o problema também de uma forma muito rápida. E depois temos uma segunda vaga, que é a preparação de alguns bombeiros que estão à chamada, em que nós conseguimos chegar ao limite com alguma facilidade ou colocarmos cerca de 50 operacionais na primeira hora de uma qualquer ocorrência.
As ocorrências não têm abrandado neste verão e trazem aos olhos de José Oliveira, bombeiro há já 29 anos, muitos riscos associados.
São incêndios de risco. São incêndios de risco porque o vento está sempre a tomar diferentes direções e a gente tem que estar sempre acautelado para essas situações, para não ser apanhado pelo vento pelas costas e passar viaturas, os próprios elementos do grupo. São incêndios que às vezes têm certos perigos.
Um perigo iminente que lembram dos incêndios mais catastróficos dos últimos anos.
Está pior. Este ano está a fazer lembrar um bocadito o ano 2017. Droga.
O quartel funciona durante 24 horas com perto de 130 operacionais aptos para saírem a qualquer momento, mal a campainha toque.