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Dos martelos à música, a noite de São João voltou a encher as ruas do Porto.
Muito satisfeito. Acho que é a alegria do povo, é a festa do povo e estamos muito contentes de estar aqui a organizar novamente a festa de São João.
O Guindalense Futebol Clube, presidido por Rui Barros, é um dos locais mais tradicionais da festa. A animação começou a meio da tarde, com música e a típica sardinha assada.
A partir das 16h já começou a haver sardinhas, caldo verde, entrecosta, febra, tudo o que é tradicional de São João. A gente quer um São João tradicional, um São João à moda do Porto. E para isso, a partir das 16h, já se começou a servir tudo o que as pessoas têm direito.
Também junto às escadas dos Guindais, repletas de visitantes, Nair Nora, de 73 anos, viu a festa e voltou a celebrar o São João com a família.
Temos agora o São João, que já há dois anos que não o tínhamos.
Como é que é ter de volta aqui a festa?
É bom. É bom ver este movimento. É animar. O povo tem que se animar, não é?
O São João tradicional voltou a encher o Porto com milhares de pessoas. Junto à Sé, Carla e Conceição foram servindo bifanas e caldo verde enquanto davam um passo de dança.
Maravilhoso. É muito bom trazer o povo à rua. Já estava a faltar.
O negócio voltou depois de dois anos sem a noite de São João, devido à pandemia, e também para as famílias, como a de Carla Santos, em Mira Gaia, foi uma noite de regressos.
Nós somos todos daqui. No São João, a casa da avó é o ponto de encontro. Vêm os primos todos, os filhos dos primos. Somos 15 a 20 pessoas, mais ou menos. Tudo assa a sardinhas, carne no churrasco e é animação.
Animação que seguiu noite dentro, com três palcos espalhados pela cidade e o habitual fogo de artifício, que juntou milhares de pessoas na zona da Ribeira.
Isto é a nossa tradição. Está quase como o Natal. O Natal para o país inteiro, São João aqui para o Porto.
É o regresso do São João tradicional, dois anos depois.