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Os últimos dias de Montenegro no estrangeiro têm sido de ataque às políticas do governo. A resposta vem agora de duas ministras. Começa Ana Catarina Mendes.

Não acordámos hoje, doutor Montenegro, para os problemas do país. Mas, ao contrário da direita, não somamos às dificuldades dos portugueses mais dificuldades. Ao contrário da direita, respondemos solidariamente àquilo que são as dificuldades dos portugueses.

Os aplausos são dos deputados socialistas que se mudaram para Tomar, cidade escolhida para as jornadas parlamentares do partido, jornadas de onde sai mais uma crítica. Se o PSD queria ser um bom aluno quando governava, o PS quer contas certas para ser livre.

O que fizemos ao longo destes sete anos foi equilibrar as contas públicas, não para termos uma medalha internacional, não para dizermos que respeitamos o déficit para lá de tudo, mas sim para termos a liberdade suficiente para tomar as decisões que temos que tomar, para encontrar as soluções e respostas para o problema dos portugueses.

O segundo round coube a Mariana Vieira da Silva. A ministra da Presidência lembra que, se há PRR, é a António Costa que o país o deve.

É que esta discussão em torno do PRR não começou no dia em que ele foi aprovado. Começou no dia em que foi preciso alguém bater-se por ele, defendê-lo, mesmo quando mais ninguém o defendia, e com a pandemia, aproveitar que esse era o momento ideal para que todos compreendessem a importância para a União Europeia de ter um instrumento financeiro, de ter capacidade de responder às reformas que a Europa e que em todos os países europeus se queriam desenvolver. E, portanto, esta ideia com que agora às vezes se fala do PRR como se fosse um bolo que apareceu do nada para distribuir, não é verdadeira. Ela parte de iniciativa política e de um papel que desde 2015 temos representado em Bruxelas e que até então não representávamos.

As jornadas parlamentares do PS têm como tema o Estado ao serviço dos cidadãos: simples, célere e eficiente, e acabam amanhã em Tomar.