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O custo de vida aumenta, o estudante não aguenta!

No Rossio, surge a mancha negra de estudantes universitários trajados. Contrasta com os cartazes coloridos que exigem a propina gratuita para todos e melhores condições no ensino superior. Do norte ao sul do país, foram vários os estudantes que se fizeram ouvir pelas ruas de Lisboa. Joana Regadas, da Associação Académica de Aveiro, admite o receio causado pela crise política.

Com a conjuntura atual, estamos a ter reformulações anuais e ficamos muito receosos. Esperamos que a instabilidade política termine aqui e que os próximos que venham, façam um bom trabalho, completem o mandato e possam então perspetivar o ensino superior.

Carlos Magalhães, da Associação Académica de Coimbra, explica o porquê dos gritos que se fazem ouvir.

O preço da habitação, para termos uma noção, é o segundo mais caro da Europa. Somos só ultrapassados pela Hungria. E em termos de valor de propina nacional, a sétima propina mais cara da Europa, e podemos ver é que temos na cauda da Europa pelos piores motivos e pelos piores estamos à frente.

E a representar a Federação Académica da capital, Pedro Neto Monteiro deixa um alerta ao governo.

Os restantes países da Europa não têm caminhado neste sentido, não faz sentido que Portugal o faça. O governo deve estar focado em reduzir os custos de frequência do ensino superior e não aumentá-los.

Do Algarve, chega Rodrigo Carlos para dizer que todos os alunos do país estão unidos nesta luta.

Já ultrapassou a questão da propina, já ultrapassou a questão da ação social. Agora vimos mostrar que, embora o governo esteja instável, esteja desunido, os estudantes estão unidos.

No Chiado, quem assistia à passagem da manifestação no elevador de Santa Justa fez chover cravos. Isto porque os estudantes não quiseram deixar de fora o símbolo da revolução. Terminaram a marcha lenta à porta da Assembleia da República, porque mesmo com o governo em gestão, os estudantes querem sentir mudança.

A propina está acabada, ninguém vai recuar!