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A caravana socialista começou o dia no mercado do Livramento, em Setúbal, depois de ouvir as queixas dos pensionistas. A visita ficou marcada por um momento de confronto. Joana Amaral Dias rompeu adentro da campanha do PS para gritar com Pedro Nuno Santos. O líder socialista ficou irritado. A candidata do ADN pedia que o secretário-geral do PS devolvesse o dinheiro do subsídio de deslocação que recebeu quando vivia em São João da Madeira e tinha casa em Lisboa.
Devolveu os €203.000. Devolveu os €203.000 ao Parlamento. Não vivia. As viagens só aconteceram.
Já mais calmo, seguiu para o almoço-comício na Costa de Caparica, onde voltou a focar o discurso nos pensionistas e nas críticas a Montenegro.
Ora Luís Montenegro diz que aumentou as pensões. Falso. Era só o que faltava. Percebo que quem está habituado a cortar pensões, quando cumpre a lei, acha que já fez um grande feito.
Um dia de campanha marcado pela confirmação da candidatura de Gouveia e Melo a Belém, notícia que chegou a meio da tarde na Arruada de Setúbal, Pedro Nuno Santos não quis perder o foco.
Percebo a pergunta e a insistência, mas neste momento a minha concentração e do meu partido é mobilizar os portugueses para uma vitória que está cada vez mais próxima.
Mas Augusto Santos Silva não seguiu a mesma linha.
Também não consigo perceber como é que as pessoas não têm um conhecimento mínimo da Constituição da República Portuguesa e não sabem fazer a distinção entre eleições.
No comício da noite, o antigo presidente da Assembleia da República ainda continuou no ataque, desta vez ao governo de Montenegro.
Onze meses de quê? De governo? Onze meses de comissão eleitoral, 11 meses de esbanjar.
Já Pedro Nuno Santos mostrou-se disposto a ceder para garantir a estabilidade.
E nós mostramos ao longo da nossa história que nós somos capazes de fazer isso mesmo: construir, dialogar, ouvir, ceder, para garantirmos estabilidade política em Portugal.
A poucos dias das eleições, já na reta final da campanha, a caravana socialista dedicou o dia à região de Setúbal.