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De um lado, o mar, do outro, um conselho a que o antigo primeiro-ministro dedicou grande parte da vida. Francisco Pinto Balsemão dá agora nome a uma avenida de 2,5 km em Cascais. Luís Montenegro presta homenagem a um homem que descreve como otimista e que serve de inspiração ao governo em momentos de tempestade.
Confesso-vos aqui, como primeiro-ministro, em nome do governo, que o exemplo dele nos motiva, nos incentiva, nos estimula para podermos também não definhar perante as adversidades e poder reconquistar confiança, poder reconquistar ânimo, quando às vezes os indícios são em sentido contrário.
O primeiro-ministro olha para a vida de Balsemão e encontra um exemplo para algumas das políticas do futuro.
Talvez das maiores lições que nos deixou nos últimos anos, foi precisamente mostrar que nós não temos de ter medo de nada, não temos de temer a evolução, não temos de temer a transformação.
E assume que nem sempre o antigo líder do PSD pôde ser pedra de apoio.
Porque ele também não era fácil. Eu que o diga. De resto, perdoe-me aqui esta nota pessoal, muitas vezes gostava mais de ter tido o apoio que do ponto de vista partidário, procurava e não tive. Mas isso foi uma manifestação de exigência de liberdade que culminou sempre em grandes conversas.
Montenegro destaca o Balsemão político, mas também o jornalista para dar um puxão de orelhas à comunicação social.
Num mundo marcado pela desinformação, pela manipulação, pela deturpação, pela insinuação, o rigor, o espírito livre, com certeza, mas o rigor, os princípios, o princípio da verdade, são hoje determinantes para nós termos um futuro mais risonho.
Homenagem de Luís Montenegro, que não prestou declarações aos jornalistas, saiu de carro da cerimônia, já a percorrer a nova avenida Francisco Pinto Balsemão.