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Está aqui à porta do Estádio da Luz no dia em que Taylor Swift vai dar o seu segundo concerto em Lisboa.

Com muito gosto.

Pergunto-lhe, vejo que está acompanhada de pessoas mais novas. Vem só fazer companhia?

Mais novas, mas quanto mais. Não vim fazer companhia, venho ver a Taylor Swift.

O que está mais ansiosa para ver?

Para ver todo aquele potencial energético que ela consegue ter. Uma artista que está três horas no palco e muda de roupa, digo-lhe uma coisa, tem muito potencial. Tiro o meu chapéu.

Eu estou a notar aqui alguma diferença nas idades. Foi das poucas pessoas mais velhas que eu encontrei aqui. Sente que há pouca adesão da sua geração a este tipo de artistas?

Sim, eles nem sabem quem é a Taylor Swift, a maior parte deles. Chama-me louca, mas eu quero lá saber. Já não perco nada, nem perco ninguém.

E diga-me uma coisa, acha que só não conhecem ou conhecem e escolhem não querer?

Não, hoje em dia, principalmente pessoas da minha geração, é mais cómodo não quererem saber, porque o saber dá trabalho e tem que se estudar e as pessoas não estão para cansar o pensamento. É por isso que há tanto Alzheimer.

E já que veio acompanhada sua neta, que idade é que tem a sua neta?

16, mas tenho mais quatro.

E são todas Swifties na sua família ou não?

Tudo Taylor Swift. A neta, que é a mais velha, é meu anjo, tem 16. Tem os irmãos dela, que a minha filha aos 40 e tal, teve dois gémeos, têm sete anos. Tenho do meu filho, um de 12 e outro de oito.

E costumam ouvir música da Taylor Swift quando estão em família?

Costumam, claro.

Tem alguma preferida?

"Lover".

"Lover". Olhe, diga-me uma coisa. Estou a olhar para si, está primeiro com um vestido de ombros caídos, vestido à Revolve, uns óculos em forma de coração. E tem também várias pulseiras.

Pintei as minhas Skechers. Já viu?

Decorou os seus sapatos também, a dizer Taylor Swift atrás, Taylor num sapato, Swift no outro. Decorou também com alguns brilhantes, algumas miçangas. E ia então perguntar sobre as pulseiras que tem. Explique-me então o que são estas pulseiras.

Estas pulseiras são para ser trocadas e é uma atitude muito gira, uma atitude humanitária que todos nós devíamos fazer. Ao trocar as pulseiras, nós convivemos com a pessoa. E portanto, hoje em dia há muito isolamento precisamente pelas novas tecnologias e os jovens precisam disto. E é uma ideia ideal. Adoro.