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Junta-se a nós em direto o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, que ainda está em Birmingham. Bom dia, Domingos Castro. Obrigado por estar em direto conosco. Estes Europeus terminam com os objetivos cumpridos? As metas definidas pela Federação foram cumpridas nestes Europeus?

Sim, muito bom dia a todos. Eu diria que sim. Uma participação muitíssimo positiva, embora, como é óbvio, nós não estávamos à espera, ou eles não estavam à espera, precisamente três campeões do mundo que não conseguiram resultados de excelência. Estou a falar da Agathe Souza, do Isaque Nader e do Gerson Baldé, que à partida, eu pessoalmente, era daqueles atletas que tinha extremamente confiança que iam ser medalhados. Mas isso acontece aos melhores, eles são os melhores do mundo, mas tivemos três medalhados que correu muito bem.

Sinta uma sensação agridoce de não ter vindo uma medalha de ouro?

Sem dúvida. Vamos ser realistas. Quando uma seleção como Portugal, que tem atletas dos melhores do mundo ou mesmo os melhores do mundo, eles próprios acreditavam que podiam ser medalhados e até medalha de ouro. Eu pessoalmente, e andei nestas andanças, sinto um bocadinho que eles poderiam ter ganho as medalhas. Mas isso faz parte da vida. Não há ninguém que queira ganhar as medalhas mais do que eles. Estão tristes, mas eu diria que de uma forma geral, foi uma participação muitíssimo boa. Como eu disse, três medalhas. Nós temos 12 lugares de honra, que é muitíssimo bom. Mas vamos continuar a trabalhar.

E precisamente falando nisso e de continuar a trabalhar, o foco dos atletas está já muito virado para a próxima edição dos Jogos Olímpicos. Esta é uma geração mais preparada para os Jogos de 2028 em Los Angeles?

Olha, há uma coisa que me deixa extremamente feliz, e tenho dito isto: Portugal está a vir com uma nova geração de ouro, como eu costumo dizer. Patrícia Silva, que fez uma prova extraordinária. Ela lutou até o último milímetro e é assim que nós devemos ser. Os nossos atletas devem ir até à última. E ela demonstrou, fez-me lembrar o pai, o Rui Silva, e por isso eu acredito que nos próximos Jogos Olímpicos os nossos atletas vão estar bem preparados. Eu diria que alguns deles já com o foco nesse grande evento. E nós, Federação, só temos uma coisa a fazer: apoiá-los, criar mais condições, realmente proporcionar que os nossos atletas tenham melhores condições de treino e de competição para quando chegarem aqui a estes grandes palcos da modalidade, eles venham bem preparados e confiantes que realmente eles são dos melhores do mundo e têm condições para ganhar as medalhas.