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Junta-se a nós neste jornal alguém que conhece muito bem Nuno Borges. Acompanhou de perto o percurso do tenista, é o treinador, é Rui Machado, também antigo tenista, a quem agradeço desde já a disponibilidade para estar conosco neste jornal das 11 horas. Rui Machado, bem-vindo. A pergunta é: era uma questão de tempo até Nuno Borges atingir este patamar e conseguir fazer esta história para o ténis português?

Nunca podemos dizer que é uma questão de tempo, mas para alguém que trabalha da maneira que o Nuno trabalha, com o sonho que tem sempre todos os dias presente e a ambição que tem, sim, era expectável que pouco a pouco continuasse a evoluir. Mas obviamente estamos todos surpreendidos com esta capacidade do Nuno de resolver estes problemas, de enfrentar estes desafios, de não ter medo de vencer estes grandes jogadores e de se superar. Na verdade, é o que ele sabe fazer muito bem.

O que esta vitória significa para o ténis português?

É mais uma página que é escrita na história do ténis português, igual ao feito de João Sousa em Grand Slams. Acho que todos que estamos no ténis devemos estar contentes, porque o Nuno é certamente aquele que mostra da melhor maneira aos outros colegas que é possível. Porque se ele consegue da maneira que consegue trabalhar todos os dias, porque Nuno é fruto do trabalho, obviamente do talento dele e da capacidade mental que ele tem, mas também da sua dedicação e do seu profissionalismo.

Rui Machado, agora pela frente está apenas e só o número três do mundo do ranking ATP. O que espera deste embate com o Medvedev? Certamente que acredita nas potencialidades do Nuno. Acha que está preparado para afrontar um dos melhores do mundo neste momento?

Sim, acho que ele vai ter que enfrentar da mesma maneira, com a humildade de perceber que está a enfrentar um dos melhores jogadores do mundo, daqueles que estão sempre presentes nessas fases, que ele não tem a mesma experiência que eles nessas fases, mas com o sonho sempre presente, se tiver a oportunidade de aproveitar e tentar criar essas oportunidades. Acho que o Nuno faz isso muito bem, deixar fluir e aproveitar o momento para continuar a jogar o melhor ténis da sua carreira.