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Junta-se a nós em direto Mário Cajica, comentador de desporto da Rádio Observador. Bom dia, Mário. Qual dos três grandes se reforçou melhor?

Olá, bom dia. Sim, em termos globais, há que dizer que o Futebol Clube do Porto talvez tenha sido a equipa mais cirúrgica, uma aposta, tendo em conta todas as limitações, que me pareceu bastante interessante e mesmo com estas últimas duas chegadas do Francisco Moura e também do Diogo Djalo, que consegue colmatar algumas peças importantes que faltavam no plantel. O Sporting acaba por fazer apenas reajustes. Havia a velha novela do Ioannidis, que acabou por não se confirmar. Houve uma aposta no Warder, que acaba por ser efetivamente um jogador mais a pensar numa lógica de futuro e não de presente. E depois o Benfica, que pareceu andar sempre um bocadinho ao sabor do vento, entradas e saídas constantes, jogadores que de um momento para o outro saem, jogadores de um momento para o outro que entram, foi um mercado um bocadinho mais caótico. Portanto, eu diria que, olhando para o global, o Futebol Clube do Porto acaba por ter uma ação no mercado extremamente inteligente, dado o contexto mais difícil que o clube atravessava no momento em que André Villas-Boas tomou conta da equipa.

E há alguma surpresa que destaques deste último dia de mercado?

Acho que a questão do Osho para o Aves é uma grande surpresa. Em Portugal, acaba por ser um guarda-redes muito emblemático e estar no futebol português, ainda para mais numa equipa que luta para não descer, é de facto uma surpresa. O mesmo reforço que o Benfica encontrou perto do fim, o Arthur Coglo, acaba por ser surpreendente, porque acaba por ser um jogador que não era assim tão falado e acabou por ser contratado neste último dia. Lá fora, talvez a questão do Osimhen seja a mais surpreendente, jogador que é um dos melhores avançados da Europa, estava riscado pelo Nápoles, vai para o Galatasaray na Turquia, acaba por ser também um negócio muito surpreendente. Portanto, eu diria que em Portugal a contratação do Osho é muito surpreendente. Lá fora, a mudança do Osimhen para o Galatasaray talvez seja o negócio mais mediático.

Mário, há alguns países onde o mercado ainda está aberto. É uma oportunidade também para os clubes ainda colocarem alguns jogadores excedentários. Aquilo que eu te pergunto é se há algum risco de perda de atletas importantes.

Acho muito difícil. Efetivamente, como falaram agora também na emissão, o futebol turco continua com o mercado aberto, mas acho que o maior problema para os clubes, como foi na época passada, foi o mercado saudita, mas o mercado saudita também fechou durante o dia de ontem. Portanto, eu diria que em circunstâncias normais já não haverá grandes mexidas, porque o mercado que normalmente tem mais impacto no futebol europeu, que é o mercado da Arábia Saudita, já está encerrado. Portanto, não estou a ver, por exemplo, algum clube do futebol turco a conseguir desviar um grande jogador do futebol português.