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Junta-se a nós em direto o vereador do Chega na Câmara de Lisboa, Bruno Mascarenhas. Boa tarde também, obrigado por se juntar a nós em direto neste jornal alargado do meio-dia da Rádio Observador. Pedia-lhe uma primeira reação àquilo que se vai conhecendo desta investigação que envolve pessoas relacionadas a juntas de freguesia que já foram lideradas pelo PS.
Olá, bom dia e obrigado por esta oportunidade. Eu tenho denunciado este assunto, aliás, eu gostava que as pessoas soubessem que desde 2021, portanto já há cinco anos, que andamos em cima deste tema, sobretudo, e estamos a falar de três juntas de freguesia em específico, e mais concretamente de Santa Maria Maior, onde nós vimos que há uma promiscuidade grande entre aquilo que são os autarcas e inclusivamente redes de auxílio à imigração ilegal e também algo que eu não consigo provar, mas tem a ver com redes de tráfico de droga. Sinceramente, nestes assuntos, nós temos que ter o maior cuidado em perceber o que é que está a acontecer. E eu posso inclusivamente dizer, e estou a falar para a Rádio Observador, que em agosto de 2022, também o próprio Rádio Observador denunciou estas práticas e nós demos voz a este assunto do ponto de vista político, denunciámos. Eu posso dizer, inclusivamente, que me recusei a ser liderado numa comissão da Assembleia Municipal pelo autarca em causa. Quando as pessoas estão embaixo, eu não gosto de lhes bater, mas de qualquer das formas, este é um assunto que eu tenho uma relação direta com esta questão, porque denunciei, batalhei, lutei, precisamente para que essas situações não se passassem na cidade de Lisboa. Nós temos milhares e milhares de atestados de residência. E nós, em setembro de 2022, fizemos uma recomendação à Câmara nesse sentido, de não permitir que estes abusos continuassem na cidade e eu acho que também está na altura de se investigar as relações que existem entre estes autarcas do PS e a Comunidade Islâmica do Bangladesh, que também, no meu entender, é altamente promíscua e que merece também uma investigação ainda mais apurada das autoridades judiciais.
Mas neste caso em particular, Bruno, à partida estamos a falar da adjudicação de contratos por parte de Câmaras e de Juntas. Aquilo que eu lhe queria perguntar é que iniciativa pretende tomar também junto da Câmara de Lisboa para obter mais esclarecimentos e discutir também este tema junto da autarquia.
Quanto a isto, eu também já denunciei e nós votámos e as declarações estão gravadas, de como é que é possível que transferências de verbas, por exemplo, da Câmara de Lisboa, e eu alertei o executivo na altura de Carlos Moedas, que foi reeleito presidente da Câmara, como é que se transferem 50 milhões de euros para as juntas de freguesia sem visto prévio do Tribunal de Contas. E é um dos temas que está hoje em dia na ordem do dia, em discussão. O visto prévio do Tribunal de Contas para estes contratos interadministrativos, deixou de ser feito a partir de 2018. E nós denunciámos também isso. Há aqui um conjunto de coisas que não estão a correr bem, aliás, que estão a correr muito mal, e que está na altura de se olhar para estes assuntos com frontalidade e não permitir que o sistema continue a branquear este tipo de situações. Isto para mim não é nada de novo, foi algo que nós já denunciámos e que infelizmente só agora é que vem à luz do dia. E há formas de o fazer. Nós demos soluções para precisamente estes assuntos serem resolvidos e agora, mais do que nunca, teremos não só a vossa ajuda enquanto comunicação social, mas também a população estará atenta para precisamente conseguirmos fazer as reformas e as medidas que são precisas tomar para mudar este sistema.