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O grupo parlamentar do PSD enviou questões à Ministra da Saúde. Pergunta, por exemplo, se está a par do que está a acontecer no Hospital de Leiria. A Sofia é deputada eleita pelo círculo de Leiria. Como é que está a situação e por que os deputados do PSD estão preocupados?
Estamos preocupados porque até à data, sabemos que as coisas estão, de facto, numa fase muito exigente em vários hospitais do país. Esta é, provavelmente, uma das heranças mais pesadas que a ministra da Saúde herdou. Nós temos noção de que há constrangimentos vários. Leiria não era exceção. Porém, nunca tínhamos tido um período tão grande em que a urgência estivesse fechada. Estamos a falar de 18 dias. É muito tempo e naturalmente estamos preocupados. Sabemos que há muito trabalho que está a ser feito no gabinete da senhora ministra, naturalmente, que é um trabalho muito exigente, e nós estamos disponíveis. A nossa pergunta vai no sentido de nos envolvermos, estarmos absolutamente disponíveis e fazermos parte da solução em mediação com Leiria, que eu acho isso também muito importante. É muito importante que nós possamos fazer este papel de comunicar nos nossos círculos eleitorais, e nós somos cinco pessoas, somos cinco deputados eleitos pelo círculo eleitoral. É muito importante que façamos esta comunicação entre o que está a ser feito pela saúde em Leiria com os leirienses. Esse pode ser um papel muito importante que nós deputados possamos vir a ter. É nesse sentido.
Dirigem a pergunta à Ministra da Saúde. A Rádio Observador já tentou contactar Ana Paula Martins hoje. Dirigem a pergunta à Ministra da Saúde, mas ela remete explicações para a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde. Há aqui algum desentendimento?
Não, de todo. Não sentimos nada isso. Nós, enquanto deputados, fazemos a pergunta a quem devemos fazer a pergunta, neste caso, dirigi-la à senhora ministra. A senhora ministra, naturalmente, organiza o seu gabinete e as suas respostas de acordo com a estratégia que tem no ministério. A nós, deputados, estarmos envolvidos diretamente com a senhora ministra ou com os secretários de Estado, ou com as entidades em quem a ministra confia, para nós, estamos disponíveis de igual modo. Não me parece que seja essa a questão, é natural. Para isso é que são as nomeações feitas e para isso é que os gabinetes se organizam. Agora, a nossa função, tendo noção, tendo consciência que isto é fruto de muitos anos de não investimento. Já se previa que isto ia acontecer, sabíamos que íamos entrar num período ainda mais difícil e estamos a disponibilizar-nos para, em conjunto com a senhora ministra, tentarmos ultrapassar o quanto antes ou dentro do que é possível, este constrangimento mais profundo que Leiria está a ultrapassar neste momento. Isso também é importante ficar claro. É, provavelmente, a herança mais difícil e que vai exigir muito de quem está no ministério, da nossa parte, junto da população. E mais importante ainda, pensamos que é essencial que os leirienses percebam as alterações e o que está a ser feito. Eu penso que isso vai ser claro.
E já tiveram resposta da parte da Ministra da Saúde ou do ministério?
Não, é impossível. A pergunta deu entrada hoje na assembleia, ainda era impossível, por muito disponível que toda a gente esteja em trabalhar o mais rápido possível, era impossível obtermos já uma resposta. Mas estamos otimistas que vamos ter uma resposta dentro de breve e que vamos conseguir gradualmente ultrapassar este constrangimento. Eu falava há pouco com os colegas da TSF e com os outros colegas de outros órgãos de comunicação social, e dizia exatamente isto: é importante termos consciência que, havendo um desinvestimento durante tantos anos, também não será com uma conversa com a senhora ministra ou com algumas reuniões de trabalho que se vai resolver tudo no imediato. Porém, estamos a trabalhar e isso é importante que se saiba, que estamos a fazer esse caminho.
Os deputados mostram preocupação nesta questão entregue no Parlamento, porque há muitos constrangimentos no Hospital de Leiria. A Sofia tem conhecimento destes constrangimentos?
Há constrangimentos em vários hospitais. Também, naturalmente, não corre tudo mal em Leiria, felizmente. Essa também é a nossa missão, não é estarmos aqui num discurso. Agora, temos noção de que a pediatria, que a obstetrícia e ginecologia e algum apoio cirúrgico na parte da urgência, são setores que estão bastante mais fragilizados. Outros, felizmente, estão um bocadinho mais robustos. Nós temos noção, temos conhecimento, temos conversado, temos tentado acompanhar esse processo e estamos naturalmente preocupados, como também estamos preocupados com Caldas e não só com o Hospital Santo André. Tentamos sensibilizar para essas preocupações, até porque elas vão nos chegando. O facto desta proximidade permite que as pessoas nos abordem, que nos contactem, que partilhem as preocupações e essa também é a nossa obrigação, ouvir e transmitir estas preocupações, neste caso, à senhora ministra.
E enviam essa preocupação à Ministra da Saúde, Ana Paula Martins. É uma tentativa de que seja feita alguma coisa, que seja encontrada uma solução?
Nós acreditamos que está a ser encontrada uma solução. Estamos a manifestar, através desta carta enviada à ministra, dessas questões levantadas à senhora ministra, é no sentido de primeiro fazer um alerta para a situação mais emergente, neste caso, do encerramento do serviço de urgência da obstetrícia, e de tentarmos ir acompanhando o trabalho que está a ser feito pelo ministério. Tem um isto. Pretendemos não só mediar esta questão, fazer parte dela, mas também ir acompanhando a evolução do que herdamos e do que vamos fazendo. Esse é o nosso principal objetivo.