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É uma hora. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
Muito boa noite. Um homem morreu na sequência de uma colisão entre o carro que conduzia e um comboio em Praia do Ribatejo, no conselho de Vila Nova da Barquinha. O acidente aconteceu numa passagem de nível sinalizada. O automóvel ficou debaixo da composição e o óbito foi declarado ainda no local. É o que dá conta o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha, Jorge Gama.
À nossa chegada, efetivamente encontramos um veículo debaixo da composição, em cima do tabuleiro da ponte que passa da Praia do Ribatejo para Santa Margarida, Constância Sul. No seu interior encontrava-se uma vítima, encarcerada física, já em paragem cardiorrespiratória. No local também estiveram o médico da VMER Médio Tejo e o seu enfermeiro, que verificaram o óbito. Portanto, temos infelizmente uma vítima mortal. É um indivíduo de sexo masculino, cerca de 70, 80 anos.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha, Jorge Gama, em declarações à SIC Notícias. Os mais de 100 passageiros que seguiam no comboio não sofreram ferimentos e continuaram o caminho de autocarro. A circulação ferroviária na linha da Beira Baixa está cortada, sem previsão para reabertura. No local estiveram mais de 20 operacionais apoiados por uma dezena de viaturas. É o assunto do dia. O governo já apresentou a proposta de orçamento do Estado para 2027. O PS dá um passo atrás e está agora com dúvidas. Já o ministro das Finanças pede responsabilidade. Os socialistas querem perceber se o executivo cumpriu duas das condições definidas pelo PS para viabilizar o documento, o investimento na conclusão de projetos do PRR e também a recuperação dos prejuízos causados pelas tempestades. O deputado António Mendonça Mendes diz que o partido ainda tem algumas dúvidas.
É uma análise preliminar. O orçamento foi entregue há cerca de três horas. Não temos a certeza de estar tudo contemplado, mas o governo terá a oportunidade nas várias audições regimentais para confirmar que a exigência colocada pelo Partido Socialista está efetivamente cumprida.
A reação do deputado socialista António Mendonça Mendes. Na resposta, Joaquim Miranda Sarmento diz que o PS não pode agora desvirtuar o compromisso de abstenção já assumido por José Luís Carneiro.
O Partido Socialista assumiu a responsabilidade de se abster e com isso viabilizar o orçamento. Não pode agora desvirtuar. O orçamento que entra tem um superávit. É muito importante para o país, até dada a situação internacional, que o orçamento que sai do Parlamento, depois da especialidade e da votação, mantenha esse equilíbrio das contas públicas, mantenha a redução da dívida pública e que não seja desvirtuado, porque isso seria uma enorme irresponsabilidade que o país pagaria caro.
Ou seja, querer medidas de impacto orçamental substancial, não é?
É isso que, se acontecer, o que estão a dizer é que no próximo ano querem que o país tenha um déficit.
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, entrevista a SIC. Já o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, deixa um voto de confiança ao PS.
Confio muito na responsabilidade, designadamente em matéria orçamental do Partido Socialista. O Partido Socialista tem um histórico que nós conhecemos, um histórico que levou o país a momentos de grande dificuldade, levou o país a uma pré-bancarrota. Eu estou absolutamente convencido que essa página foi virada e essa rota foi transformada e o Partido Socialista sabe hoje a importância de termos contas públicas sãs e justas, como eu gosto de dizer. Portanto, estou manifestamente tranquilo que isso não acontecerá.
Hugo Soares entrevistado esta noite na CNN Portugal, questionado ainda sobre o alerta de Mário Centeno, sobre o aumento da despesa pública. O secretário-geral do PSD descreve o artigo do antigo governador do Banco de Portugal como uma fraude política e diz que no tempo em que foi ministro das Finanças, o investimento público atingiu os valores mais baixos de sempre. E depois da apresentação da proposta orçamental pelo governo, seguiram-se as reações políticas. À esquerda, as críticas centram-se no aumento do custo de vida e na falta de investimento em alguns setores. Já à direita, a iniciativa liberal denuncia que a proposta do governo aumenta a despesa pública e o CHEGA avisa que não vai ser muleta do governo. João Lourenço.
André Ventura ainda não oficializou o sentido de voto do CHEGA na votação do próximo orçamento na generalidade. No entanto, o presidente do partido deixa pistas.
É muito claro que é um mau orçamento e que é um orçamento que não corresponde às necessidades das pessoas. O CHEGA também não é muleta do governo, nem quer ser.
António Mendonça Mendes, do PS, não se atravessa com qualquer garantia para a votação final e promete estar atento a duas garantias.
Garantir que todos os projetos que estavam no PRR deveriam ser continuados e, em segundo lugar, que os prejuízos das tempestades que abalaram o país no início do ano, os investimentos desses prejuízos também teria que estar no orçamento de Estado.
A iniciativa liberal avança com o voto contra. Mário Amorim Lopes acusa o executivo da AD de ser igual ao governo de António Costa no aumento da despesa.
Se quer aliviar o bolso dos portugueses, fazendo o esforço devido lá do Estado, ou se não está para isso, não tem vontade, não tem capacidade, não tem coragem para o fazer e, portanto, mantendo tudo como está, naturalmente, nós não podemos acompanhar.
Isabel Mendes Lopes, do LIVRE, considera que o governo tem as prioridades trocadas.
Continua a escolher dar baixas de impostos, borlas fiscais, a quem, na verdade, menos precisa.
Já o PCP diz que todos os partidos que viabilizem o orçamento vão ser responsáveis por acentuar as desigualdades do país.
Um orçamento que não dá resposta, que acentua desigualdades e injustiças. Quem viabilizar este orçamento e quem o apoiar é também responsável pela degradação das condições de vida.
Das críticas, passamos aos elogios. Paulo Núncio do CDS acredita que este é o orçamento que o país precisa.
E é o orçamento que o país precisa para este momento É um orçamento que responde às necessidades dos portugueses, é um orçamento que reforça a confiança em Portugal.
Já o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, insiste que a proposta do governo traz previsibilidade aos portugueses e deixa críticas à oposição.
A nossa diferença relativamente ao Partido Socialista e ao Chega é muito clara. O Partido Socialista e o Chega acham que toda a folga orçamental, o Estado devia direcioná-la para fazer diminuir o preço dos combustíveis. Isso poderia levar a que todas as semanas isso acontecesse e poderia levar o país alegremente, como já aconteceu, à bancarrota.
Ainda no tom de críticas, o PAN acusa o governo de desinvestir no combate às alterações climáticas. O Bloco de Esquerda afirma que o orçamento dá migalhas a quem trabalha. O JPP pede para que a Madeira não esteja anualmente a estender a mão a Lisboa.
O resumo das reações partidárias pela voz do jornalista João Lourenço. O ministro das Finanças acredita que as contas do país estão robustas e que permitem enfrentar uma eventual crise. Garantia deixada por Joaquim Miranda Sarmento durante a apresentação do Orçamento do Estado do próximo ano no Ministério das Finanças, numa apresentação em que, de forma indireta, Miranda Sarmento acabou por responder às críticas de Mário Centeno. Vasco Maldonado Correia.
Mário Centeno comparou Montenegro a Sócrates e alertou para o desvio da despesa pública. O ministro das Finanças não diz o nome do antecessor, mas responde.
Quem critica este aumento de despesa não queria que o país executasse o PRR e perdesse uma oportunidade? Ou critica o aumento do investimento público via Orçamento de Estado?
A dois dias do prazo para a entrega do Orçamento do Estado, o governo mete as cartas em cima da mesa com uma série de previsões.
Uma dívida pública a cair quatro pontos percentuais abaixo daquilo que era a trajetória acordada com a Comissão Europeia e provavelmente abaixo dos 85% no próximo ano, uma despesa corrente primária em percentagem do PIB estabilizada entre 24 e 26 e saldos orçamentais purgados de efeitos temporários acima de 1% do PIB.
Previsões a que se junta ainda a perspectiva de crescimento econômico acima dos 2% no próximo ano. O ministro garante que não está a ser demasiado otimista.
Há também uma grande incerteza e uma grande volatilidade internacional, que podem, naturalmente, afetar. Em todo caso, estamos confiantes no número que apresentamos de 2,1%.
Está também prevista nova atualização dos escalões do IRS em 3,8%, numa altura em que falta ainda aprovar no Parlamento a descida de impostos prometida no último mês. Nesse capítulo, o ministro das Finanças não prevê surpresas.
Vou assumir que amanhã passará no Parlamento, mas os partidos não mostraram sinal contrário. Portanto, eu penso que será aprovado.
Espera que o mesmo aconteça no debate orçamental.
Qual a pior surpresa que o Parlamento poderia nos dar? Aprovar medidas que desvirtuem o orçamento e que levem o saldo orçamental para um valor negativo. E é essa responsabilidade que todos temos que apelar aos partidos e, sobretudo, ao partido que já disse que viabilizaria o orçamento com a sua abstenção, que é o Partido Socialista.
De qualquer forma, fica feito o aviso, se houver déficit em 2027, só há dois responsáveis.
As propostas só podem passar se PS e Chega se coligarem, porque é preciso que ambos votem favoravelmente para uma proposta de alteração ao orçamento passar. Seria muito negativo ao país que entrássemos em 27 com um orçamento saído do Parlamento que previsse um déficit orçamental.
Aviso de Miranda Sarmento no dia em que entregou e apresentou o Orçamento do Estado para 2027, pelo terceiro ano consecutivo, sem grandes novidades.
Vasco Maldonado Correia, que acompanhou esta tarde a conferência de imprensa do ministro das Finanças. À semelhança dos últimos anos, Joaquim Miranda Sarmento deixou de fora as propostas do governo, os chamados cavaleiros orçamentais, uma estratégia do Executivo para esvaziar medidas que encontram maior resistência na oposição. Olhamos agora para os escalões de IRS que vão vigorar em 2027, caso seja aprovada a proposta de Orçamento do Estado. Com a aprovação do orçamento, os contribuintes vão pagar menos IRS no próximo ano, comparando tanto com as taxas definidas para este ano, como com as taxas que foram anunciadas em setembro. Fica apenas a dúvida de como é que as duas medidas se vão encontrar. Maria Miguel Marques.
Vejamos o exemplo de um trabalhador solteiro, sem dependentes, que tenha um rendimento bruto de €1500 por mês. Este trabalhador poupa, a partir de janeiro, €102 por ano em IRS, comparando com os escalões que foram definidos no anterior Orçamento Estado. No caso de um contribuinte casado com dois dependentes que tenha o mesmo rendimento, pode pagar menos €204. Estas são as contas da consultora PwC, feitas a pedido do Observador, com base nos novos escalões de IRS apresentados pelo governo para 2027. Só que em setembro, o governo também apresentou um diploma que ainda não foi aprovado, mas que prevê que sejam aplicadas aos rendimentos de 2026 as taxas de cada escalão, no mesmo valor que agora se propõem para 2027. Ou seja, as taxas para o próximo ano são as mesmas que as desta proposta. Os limites mínimos e máximos de cada escalão é que foram atualizados em cerca de 4% e, por isso, vão ter mais algum impacto positivo para todos os contribuintes, dada a progressividade dos impostos. Fica na dúvida como podemos comparar a tributação em IRS, dado que se pode comparar as novas tabelas com as taxas previstas para este ano ou com as taxas de setembro, que, ao que tudo indica, vão ser aprovadas e aplicadas ainda retroativamente nos rendimentos do ano em curso.
A jornalista Maria Miguel Marques, a dar conta das alterações no IRS que os portugueses devem sentir a partir de janeiro, caso a proposta do Orçamento do Estado seja aprovada. Pode descobrir mais sobre o que muda no IRS e como o orçamento vai mexer no bolso das famílias em observador.pt. Dois cidadãos portugueses foram detidos pelas Forças de Defesa de Israel, na Cisjordânia ocupada, numa zona rodeada por colonatos israelitas. A informação foi confirmada ao Observador pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Um dos portugueses é jornalista. O gabinete de Paulo Rangel assegura que a representação de Portugal em Ramallah está a acompanhar de perto a situação em contacto com as autoridades israelitas. Notícia de fecho neste jornal da uma da manhã. O essencial da informação é atualizado à uma e meia.