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Desde já obrigada pela sua disponibilidade, Sérgio Soares, o subintendente da PSP, pela disponibilidade para falar conosco. Queria começar por perguntar em que locais é que a PSP esteve em ação durante esta madrugada e esta manhã, devido a esta greve geral, para controlar situações que pudessem complicar eventualmente entre piquetes.
Como sabe, o direito à greve é um direito constitucionalmente consagrado e um trabalhador é livre de o poder exercer sem qualquer condicionamento. Porém, qualquer trabalhador que queira ir trabalhar também o deve fazer sem qualquer condicionamento, e é nesse sentido que a Polícia de Segurança Pública foi acionada para algumas ocorrências durante a noite de ontem, madrugada de hoje, no sentido de sempre tentando primeiro pela via do diálogo resolver essas situações, e no sentido de, de forma equilibrada, tentar demover alguma situação que possa estar a pôr em causa a ordem e tranquilidade públicas e o direito também de algum trabalhador que não quer fazer greve poder aceder às suas instalações, nomeadamente no seu local de trabalho. Respondendo em concreto à sua questão, tivemos logo durante o final da noite de ontem em Braga, uma situação em que houve um piquete de greve que tentou impedir o acesso de trabalhadores a instalações de uma empresa, nomeadamente na Rua 25 de Abril e na Rua Cidade do Porto, na cidade de Braga, em que a Polícia de Segurança Pública foi chamada e que essa situação acabou por ser resolvida com base no diálogo e, portanto, essa situação cessou sem qualquer incidente com alguma gravidade. Relativamente a outras situações, tivemos também aqui na zona de Lisboa, durante a madrugada, junto a instalações, por exemplo, do CTT, também nas instalações da Rodoviária Nacional, da Carris, na zona de Alverca, nas instalações do Pingo Doce, em que alguns piquetes de greve tentaram impedir a entrada de trabalhadores, pelo menos essa foi a notícia que nos foi reportada, e aquando da chegada da Polícia de Segurança Pública, nessas situações que já referi, houve necessidade da nossa intervenção, na maioria delas através do diálogo dos nossos polícias com os piquetes de greve. As situações foram resolvidas e todas elas foram sanadas. Também na zona do Porto, nomeadamente na Rua Central de Francos, houve uma situação em que a Polícia de Segurança Pública foi acionada para regularizar a normal entrada e saída de viaturas, e aí houve necessidade de uma intervenção, porque através do diálogo não conseguimos demover os manifestantes que estavam a bloquear essa entrada, e houve necessidade de uma intervenção, mas também foi feita de forma muito calma, serena. Os grevistas foram retirados pela Polícia de Segurança Pública e passado alguns instantes, depois dos mesmos serem retiradas, foi novamente feito o acesso e a saída dessas instalações, sem qualquer incidente grave a reportar. Foram retirados, mas sem qualquer uso da força por parte da PSP. Estamos a ser ativados pra algumas situações relacionadas com estas questões, em que a Polícia de Segurança Pública tem que, numa primeira fase, usar o diálogo, tentar resolver a situação e quando isso não é possível, como foi o caso que já referi há pouco no Porto, retirar os manifestantes que possam eventualmente estar a bloquear a entrada ou saída de alguma empresa.
E essa situação no Porto, disse-me que era na Rua Central dos Francos, mas qual é a empresa? Desculpe, não percebi.
Na STCP, Rua Central de Francos, na cidade do Porto, na freguesia de Ramalde, em que houve necessidade dessa intervenção da Polícia de Segurança Pública para retirar essas pessoas e permitir a normal entrada e saída de viaturas à sede da empresa.
E portanto, foi só aí que a PSP não conseguiu resolver a situação só através do diálogo?
Sim, da informação que tenho neste momento, foi só aí que foi necessária uma intervenção para retirar as pessoas. Nos outros locais, houve também uma intervenção nossa, mas através do diálogo conseguimos demover os piquetes de greve que estavam a impedir a entrada e saída de pessoas e, portanto, as situações foram todas resolvidas e solucionadas, sem uma intervenção mais direta por parte da PSP.
E este processo, como é que está a acontecer? As empresas contactam a PSP a dizer que está a haver complicações e a PSP dirige-se a esse local ou têm estado atentos a ver onde é que pode haver complicações?
Sim, acontecem ambas as situações. Temos situações em que é a empresa que nos contacta a informar dessa ocorrência, outras situações é a Polícia de Segurança Pública, no âmbito do seu patrulhamento normal, tem conhecimento das mesmas e acaba por intervir.