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É nosso convidado nesta edição do Meio-Dia, Ricardo Conde, o presidente da Agência Espacial Portuguesa. Bom dia, bem-vindo, obrigado pela disponibilidade. Que ensinamentos resultam desta missão da Artemis 2? Que tipo de informação foi recolhida?
É um ponto de partida para aquilo que vai ser o epílogo da missão Artemis, que é a preparação para o Artemis 4. A 3 foi, de alguma forma, classificada como uma missão de teste, que vai marcar definitivamente o regresso do homem à Lua. Esta é uma missão de preparação para criar as condições para ser possível, em segurança, voltar à Lua tantos anos depois. Foi uma missão de teste, de recolher informação, de sistemas de recolha de comportamentos, de habitabilidade, de manobrabilidade, e o teste de um dos veículos talvez mais complexos, que é o sistema Orion. Eu lembro sempre que tem uma componente europeia muito forte, que é o European Service Module. E temos também a Europa nesta cooperação internacional com o programa Artemis, a marcar a sua presença a nível tecnológico nesta grande epopeia, que é a preparação do regresso do homem à Lua.
Para quando esse regresso?
Está planeada uma missão de teste, a Artemis 3, o planeamento é para 2027, e depois o regresso em 2028. O 2028 será marcado exatamente pela maturidade, duas empresas também vão se juntar a esta cápsula, este veículo Orion, que é a SpaceX e a Blue Origin, com os seus módulos lunares. Ou seja, esta Orion será o módulo onde estará a tripulação e depois os módulos que vão a lunar. Penso que as duas primeiras missões serão o módulo lunar, que já foi desenvolvido pela SpaceX, e depois a Blue Origin, que será o módulo que vai fazer o transfer de dois astronautas desta cápsula Orion, que foi testada durante esta missão Artemis 2, e que definitivamente levará o homem à Lua.
O planeta Marte ficou mais próximo?
Ele está sempre na mesma posição orbital. A questão aqui será o ponto de partida para nós termos uma permanência mais constante na Lua, mas também uma base de partida para outras aventuras. Marte é uma grande aventura. Claro que temos por sempre o objetivo, temos que sonhar, mas ir a Marte estamos a falar de outra missão, estamos a falar de outra complexidade e num horizonte temporal ainda muito longínquo.