Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

A terra tremeu no Sudeste Asiático esta manhã, mais de 140 pessoas morreram em Myanmar, o balanço atualizado. Na Tailândia, há registro de 10 vítimas mortais, mais de uma centena de pessoas estão ainda presas nos escombros de um prédio que desabou. As buscas continuam na capital da Tailândia, já é nesta altura de madrugada.

O governo tailandês assegurou, entretanto, que é seguro voltar ao interior dos edifícios. O sismo teve uma magnitude de 7.7 na escala de Richter.

Por cá, o Ministério dos Negócios Estrangeiros já veio lamentar o número de vítimas registadas e está a acompanhar a situação. Vamos perceber agora com a ajuda de José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, em direto nesta edição da tarde política, se há portugueses afetados. Muito boa tarde, senhor Secretário de Estado. Já tem um balanço a esta hora?

Muito boa tarde. Felizmente, não temos nenhuma vítima portuguesa. Houve apenas uma situação, um cidadão nacional que logo pela manhã apanhou um susto grande, ficou com o acesso ao quarto do hotel impedido, isso obrigou a solicitar o apoio da nossa embaixada, a situação foi resolvida e felizmente nada de grave se passou. Como digo, não temos nota, nem através da emergência consular, nem através da nossa embaixada em Bangkok, da existência de qualquer cidadão nacional que tenha sido afetado enquanto vítima pelo sismo em causa.

Portanto, apenas um pedido de ajuda feito por um cidadão português a viver na Tailândia. Quantos portugueses é que estão registados na embaixada?

Neste caso, não era um cidadão português a viver na Tailândia. Era um cidadão português que por acaso reside na Dinamarca e que estava em turismo, de férias na Tailândia. Nós temos na área consular de Bangkok, que corresponde a seis países do Sudeste Asiático, incluindo a Tailândia, Myanmar, Laos, são vários países, temos cerca de 300 portugueses registados. Em Myanmar, são exatamente cinco. Só na Tailândia são cerca de 100, 101 mais concretamente. Portanto, é uma zona em que há relativamente poucos portugueses a residirem permanentemente.

Mas a embaixada está a tentar contactar esses portugueses?

Sim, a embaixada tem procurado fazer esses contactos com aqueles, pelo menos de quem tem número de telefones ou e-mails, mas evidentemente que a nossa maior preocupação são sempre os turistas, que são normalmente em maior número.

E que podem não estar registados na embaixada.

Não estão, certeza.

Não estão certeza. Estão a ser organizadas iniciativas no âmbito da União Europeia para resgatar cidadãos do espaço comunitário?

Eu desconheço, até ao momento não tenho qualquer informação sobre isso. A nossa preocupação está centrada nos cidadãos nacionais. Como lhe digo, não tivemos ainda relato de nenhum caso que necessite de ajuda especial e, portanto, estamos relativamente tranquilos quanto a outras situações de outros países, evidentemente que não lhe posso dar essa resposta, porque não a tenho.

Senhor Secretário de Estado, muito obrigado pela sua presença nesta edição das 18h e pelos esclarecimentos que nos prestou. Até ao momento e como ouvimos, apenas um pedido de ajuda de um cidadão português a residir na Dinamarca e que estava de férias na Tailândia