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Que impactos é que esta saída da lista verde do Reino Unido pode ter em Portugal?
A confirmar-se, não é uma boa notícia. É uma decisão profundamente injusta, lesiva dos nossos interesses e dos interesses do país. Isto vem pôr em causa as boas perspectivas que nós tínhamos para este verão, sobretudo por parte da procura do mercado britânico, que estava até acima do número desde que fomos integrados na chamada lista verde. O número de marcações estava até bastante acima daquilo que nós estávamos à espera, deixando antever que, para além da boa procura por parte do mercado interno, iríamos contar com o nosso maior fornecedor de turistas, que era o Reino Unido. Embora os turistas britânicos possam continuar a vir, é óbvio que as restrições que são impostas no regresso ao país depois das férias funcionam como uma desmotivação adicional para que as pessoas depois tenham alguma dificuldade em vir de férias. E embora a situação possa ser revertida, e acreditamos piamente que isso vá acontecer, atendendo a que os nossos números são dos mais baixos de toda a Europa e sobretudo dos destinos turísticos nossos concorrentes na chamada zona do Mediterrâneo, é óbvio que a medida agora tomada tem um impacto negativo nas procuras turísticas oriundas do Reino Unido.
Ou seja, pode agravar ainda mais os impactos que já eram sentidos com a pandemia?
Naturalmente, nós estamos há praticamente um ano e meio sem receitas, com a atividade parada. Tínhamos alguma perspectiva de recuperação e tínhamos até boas previsões para este verão. De acordo com as perspetivas, tudo indicava que o verão este ano fosse bastante melhor do que o verão de 2020. Esta situação ainda não está totalmente descartada, mas obviamente que decisões desta natureza afetam negativamente as procuras turísticas e, por essa via, os resultados económicos das empresas.