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Temos conosco, em direto, João Dias da Silva, o secretário-geral da Federação Nacional da Educação, a FNE. Muito boa tarde, João Dias da Silva.
Boa tarde.
Primeira reação a esta decisão por parte das autoridades de saúde. Os professores, neste caso, ficam tranquilos com este anúncio?
Desde sempre, o nosso procedimento tem sido o de aceitar aquilo que são as orientações das autoridades de saúde. Se as autoridades de saúde recomendam que, neste momento, não se aplique a vacina que estava prevista para este fim de semana e que haja um processo de adiamento para o fim de semana seguinte, é esta a orientação das autoridades de saúde, é aquilo que nós consideramos que é adequado. Não temos de estar a dar agora opinião sobre aquilo que é matéria específica da área da saúde e que não tem a ver-
Já agora, tendo em conta que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, ainda esta semana tinha falado num grande exercício de vacinação previsto para este fim de semana, essas aspirações saem um pouco frustradas, mas pergunto se compreende também agora esta decisão.
Mas terá de transitar para a semana seguinte. Não é pelo fato de haver uma operação montada que ela tem de se realizar independentemente daquilo que é o contexto científico-sanitário para a administração da vacina. As autoridades de saúde consideram que não é recomendável e não há condições para proceder esse processo neste fim de semana. Se houvesse disponibilidade de vacinas, certamente poderia haver a utilização de uma outra vacina, mantendo-se a operação, mas não havendo disponibilidade de vacinas para a concretização desse processo neste fim de semana, a operação terá que ser transitada para o fim de semana seguinte. Aquilo que é importante é que se mantenha esta prioridade dos adultos da educação serem vacinados tão rapidamente quanto possível, com aquilo que for a orientação das autoridades de saúde, com as indicações das diferentes entidades de saúde, e que se possa, desta forma, garantir o necessário ambiente de confiança e de segurança na comunidade escolar. É preciso que a retomada do ensino presencial, que é fundamental, que não seja interrompida, seja acompanhada de todas as medidas, nomeadamente a vacinação, que não é a única. Há outros procedimentos que têm que continuar: a utilização da máscara, a manutenção do distanciamento físico, aquilo que são todos os procedimentos de higiene nos espaços, nos equipamentos dentro das escolas, procedimentos fora do ambiente escolar são necessários. A vacina era e terá de ser um elemento mais para que haja segurança e confiança no ambiente escolar, para que as escolas possam continuar a funcionar, que é aquilo que todos desejamos.
E João Dias da Silva, só mesmo para terminarmos esta curta conversa, quero perguntar-lhe de uma forma muito clara, e depois daquilo que disse, se não teme que tudo isto acabe por aumentar o risco nos estabelecimentos escolares.
Há sempre risco, já houve risco no primeiro período eletivo. Sabemos que há algum risco. Aquilo que nós aconselhamos é que haja o respeito por todos os procedimentos dentro da escola e fora da escola, e acentuamos muito, particularmente, a preocupação que as famílias e a sociedade têm de ter para que as nossas crianças e os nossos jovens fora do seu contexto escolar mantenham também todas as regras de proteção e segurança, para que depois isto não tenha influência naquilo que são as condições de segurança dentro da escola.