Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Pedro, muito bem-vindo.
Boa noite.
Olá, muito boa noite. Analisando a equipa de arbitragem alemã, minuto 13, sem penalti sobre Fred.
Sim, é um lance com Florentino, é fora da área. Depois o Fred acaba por cair dentro da área. Com a repetição percebe-se que há uma mão muito rápida, mão esquerda, que agarra rapidamente, como eu costumo dizer, o braço direito do jogador do Fenerbahçe, mas que o larga logo. E isto era fora da área. Se houvesse alguma falta, que para mim não houve, seria sempre fora da área e aquilo que é o mais importante, não havia motivo para apontar pé penalti, não obstante o jogador ter caído lá dentro.
Minuto 21, amarelo para Barrenechea.
Sim, é um cartão amarelo mostrado ao Enzo, porque de uma forma ostensiva e deliberada agarrou o Szoboszlai. E este comportamento antidesportivo com o objetivo de destruir a jogada, nomeadamente porque se tratava de uma transição, foi corretamente e disciplinarmente advertido, e portanto, boa posição, tudo correto.
Antes da meia hora, minuto 27, cartão amarelo também para o avançado Durán.
Sim, o Durán tem uma entrada sobre o Barrenechea, chega tarde e depois acaba por pisar com o pé esquerdo o pé e o tornozelo do argentino e, portanto, cartão amarelo bem mostrado.
Entretanto, este mesmo Durán tem uma situação de potencial penalti, na realidade não há nada, minuto 44.
Não. Sim, ele fica a queixar-se da cara, como se tivesse inclusivamente sido agredido pelo Otamendi. Nós depois percebemos que não há infração.
Foi aquele momento Hollywood.
Exatamente. É um momento em que ambos os jogadores estão a agarrar, ou pelo menos não é bem agarrar, é controlar com os braços um sobre o outro e portanto, automaticamente esta circunstância é logo um ato nulo para não haver falta nem quem defende nem quem ataca. E depois, quando eles estão a agarrar, o cotovelo está encostado à cara. Uma coisa é o movimento, em que tu movimentas e depois acabas por acertar com o braço ou cotovelo. Aqui nem sequer é isso, ele está apenas com o braço encostado e como estão a controlar-se mutuamente, há um encosto de braço no queixo. Ele projeta-se para o chão como se tivesse sido agredido e na prática não foi. Como disseste, e bem, é um momento Hollywood. Mais importante é que não há motivo nem para penalti, nem muito menos para qualquer sanção disciplinar.
Segunda parte, minuto 54, também não há penalti de Rios.
Sim, é uma bola que eu vou chamar remate do Skriniar, mas no fundo ele falhou a bola, foi nas orelhas da bola e a bola foi meio aos replões. E depois eles ficam a pedir um eventual braço esquerdo do Richard Rios, mas depois percebemos com a repetição e a bola parada, que a bola vai à coxa esquerda. Nunca toca no braço e mesmo se tocasse seria sempre ressalte depois de vir da coxa e nunca seria motivo para qualquer penalti. Mas neste caso nem sequer tocou e isso está fora de questão.
Outra medida disciplinar aconteceu logo a seguir e aqui tem a ver também com o cartão amarelo.
É o Richard Rios vem a correr, põe-se à frente da bola, impede que os adversários, a equipa turca, a fazer uma marcação livre de forma rápida, e o árbitro mostrou o cartão amarelo e nestas circunstâncias, tudo certo.
Minuto 69, eu vou juntar 69 e 71, porque isto foi muito rápido. Amarelo e vermelho. Amarelo a amarelo.
O amarelo ao Florentino, ele está por trás do seu adversário, mas não toca no calcanhar, dá-lhe um pontapé lateral. A falta em si não é muito grave, mas depois fui até verificar, porque para o árbitro ter mostrado cartão amarelo, mais do que a falta, era a questão de infringir com persistência as leis de jogo, ou seja, o ter feito algumas faltas e sobretudo num espaço relativamente curto tempo. Depois fui ver na altura, ele fez seis faltas, esta foi a quinta. E um jogador nestas circunstâncias, que ainda por cima joga numa posição onde são faltas que normalmente destroem jogadas, e o árbitro acabou por mostrar o cartão amarelo e eu assino por baixo, não tanto pela infração, mas sobretudo pelo acumular de infrações. Depois o minuto 61, que é a expulsão, tem a ver exatamente com o Talisca, que está à saída do meio-campo, a fazer a transição, faz uma rotação rápida sobre o Florentino e está embalado. E se paramos a imagem, percebemos que há muito espaço pela frente. Ele tem ali sensivelmente duas faixas de terreno, que dá mais ou menos cerca de 12 metros para correr, o que o colocaria numa posição vantajosa no sentido de, até com alguma superioridade numérica, criar uma jogada potencial de perigo. E o que o jogador do Benfica faz é que o braço esquerdo impede essa progressão para destruir a jogada. Esta é mesmo a definição correta de falta tática, no sentido que a gente costuma dizer que é uma falta útil, que é para parar, e muitas vezes os jogadores sacrificam-se. Aqui foi útil para a jogada, mas não foi tão útil, porque em dois minutos acaba por ver um segundo cartão amarelo e expulsão. Mas o essencial é dizer que tanto o amarelo do minuto 69, como o amarelo do minuto 61, e a consequente vermelho, tudo correto.
No meio de tudo isto, amarelo também para o Ramolos.
É a sequência desta situação. Não concordo, deve ter protestado. Não sei se o quarto árbitro, o árbitro assistente chamou ao banco e cartão amarelo. Não vou comentar, seja por protesto. Enfim, dou sempre como boas estas decisões.
Golo anulado. A equipa turca é o lance de fora de jogo. Tudo o resto foi pacífico.
Sim, é o Neziri que acaba por fazer a recarga depois do remate do Talisca e o que se percebe é que o Tiago Gouveia está a colocar em fora de jogo o Neziri. Depois há aquela tecnologia semiautomática, que é muito melhor que todas as tecnologias que a maior parte das federações nacionais têm, porque é aquela questão de quase transformar os jogadores em bonecos, fazem aqueles cortes verticais, percebe-se qual é a parte do corpo que está para frente e para trás, não há centímetros e percebe-se claramente se está para frente ou não. E com esta vantagem de ser semiautomático, porque o momento de toque é o passe, neste caso, remate à baliza, que foi feito pelo colega, pelo Talisca, ser dado pelo próprio computador e não ser o árbitro, que manualmente está com o punho para frente e para trás para tentar perceber qual é o momento, neste caso, do passe, que neste caso é uma situação diferente. É um remate à baliza, em que o Neziri está adiantado em relação ao primeiro adversário e depois, como vai fazer a recarga, tira vantagem da pressão de fora de jogo que se encontrava inicialmente. Boa decisão do árbitro assistente, que foi ele que tirou o fora de jogo e depois confirmação do vídeo árbitro.
Mesmo a fechar, minuto 89, não há penalty sobre o polaco Szymanski?
Não, ele faz uma rotação, está ali com vários jogadores, está a tentar fintar, faz uma rotação, choca contra o Leandro Barreiro, que tinha a posição ganha, não comete qualquer infração, vai contra ele. Portanto, boa decisão do árbitro e confirmada pelo VAR, no sentido que o árbitro deixou seguir e o VAR depois dá-lhe essa informação, porque depois a bola sai para fora e o árbitro faz um toque no ouvido para perceber e depois faz aquele gesto que não há nada, é para seguir. Portanto, não há motivo para ponto pé de penalty.
Minuto já para além dos 90, 92, amarelo para o Açarül.
Ponto de pé de canto a favor do Fenerbahçe. O Leandro Barreiro está ali na marcação cerrada, mas o jogador do Fenerbahçe empurra-o claramente, uma atitude antidesportiva incorreta e o árbitro nesta fase tinha dado quatro minutos, que foram poucos, deviam ser seis, tinha falado isso na altura, mas de qualquer maneira ele tinha dado quatro minutos e todas estas ações incorretas ele tinha que as sugarar para não degenerar numa situação qualquer de agressão. O jogo foi tenso, como vamos já referir. Tenso no sentido de que teve conflito, teve faltas, teve amarelos e, portanto, o árbitro nesta fase, para salvaguardar a sua arbitragem, que estava a correr bem, ele tinha que também assegurar-se que qualquer destas atitudes agora tinham tolerância zero. Cartão amarelo bem mostrado.
Entretanto, para acabar, foi mesmo aquele embolhanço entre o Cavete e o António Silva.
Exatamente. E foi exatamente essa situação de encosta a cabeça, empurra para cá, para acolá, e o árbitro, dentro da sequência que eu estava a dizer, Cavete e António Silva, pelos cumprimentos incorretos, ambos foram advertidos.
Então que nota para Daniel Siebert?
Vou dar nota sete. Eu acho que há aqui alguns pontos interessantes. Primeiro, perceber que o jogo teve um grau de dificuldade. Isto é um jogo de Champions, embora seja aqui quase um mata-mata, mas é um jogo de Champions League. Trinta e quatro faltas, nove amarelos, um vermelho por acumulação. Não é normal haver tantas ações faltosas, nem tantas situações disciplinares, mas foram acertadas e assertivas. De destacar o golo anulado e a expulsão, porque são dois momentos importantes. O golo anulado por fora de jogo é sempre um momento importante, ainda por cima o árbitro assistente esteve bem. Claro que aqui há sempre o tapetezinho ou a rede, porque o VAR vem por cima e consegue resolver se houver alguma dificuldade. E depois a expulsão, porque acaba por ser relevante e importante para o jogo, porque muda o jogo. E estes são os dois momentos mais marcantes. Controlou bem o jogo, com estas duas grandes decisões, uma arbitragem positiva, num jogo com alguma conflituidade, mas em que o árbitro acabou por sair por cima e geriu bem. Portanto, esta equipa alemã está de parabéns. Nota sete.
Nota sete dada pelo Pedro Henriques para Daniel Siebert. Um "Sem Falta" que fica como habitualmente disponível através do podcast da Rádio Observador. Pedro, até à próxima.
Até à próxima. Um abraço.
Grande abraço.