Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos a mais uma edição do "Sem Falta" com o Pedro Henriques. Pedro C., muito bem-vindo.
Boa noite.
Boa noite. Vamos falar sobre o trabalho do árbitro Danny Makkelie, o juiz neerlandês que esteve no comando deste encontro entre o Futebol Clube do Porto e o Nottingham Forest, segunda mão dos quartos-final da Liga Europa, que ditou a eliminação da equipe portista da prova europeia. Pedro, queres começar por onde a tua análise?
Ok, vamos fazer de forma diferente hoje do que é habitual, porque tivemos dois jogos e, portanto, em vez de estarmos aqui num diálogo, vamos fazer de forma mais direta e vamos começar por o minuto oito. Eu tenho praticamente seis lances. O jogo não teve muitos casos propriamente dito, mas tem um grande caso.
Que é o primeiro.
Exatamente. É o primeiro. Portanto, tenho quatro casos na primeira parte, dois casos no segundo tempo. Primeira parte, minuto oito, o cartão vermelho mostrado ao Bentareck, que acho que não é preciso grandes explicações, porque vendo as imagens percebemos claramente. Depois de vermos repetições e, sobretudo, a imagem, mais do que da transmissão televisiva, a que o vídeo árbitro mostrou, percebe-se claramente que o Bentareck cometeu a chamada falta grosseira. Ao esticar a sua perna esquerda, acaba por entrar de sola e com os pitons em cheio à perna direita do Crisúdo, na zona da perna, quase para o joelho. É uma entrada daquelas que põe em risco a segurança e integridade física do adversário, de tal maneira que até o lesionou. Às vezes essas entradas existem e não há lesão, mas neste caso até teve mesmo consequência. Relembrar que a lei 12 é muito clara, faltas e incorreções na página 109, quando diz que quando há uso de força excessiva, o jogador infrator deve ser expulso. Fala na falta grosseira como uma entrada que põe em risco a segurança e integridade física do adversário. Portanto, temos aqui o coquetel, quando um jogador entra de pitons, de sola, perna muito esticada, fora de tempo e muitas vezes quando é relativamente uma disputa de bola que está no chão e às vezes é mais ali no pé, que até está apoiado no chão, às vezes a fronteira entre a negligência e a força excessiva é maior. Mas neste caso aqui não, é realmente uma daquelas situações, uma zona bastante alta e por isso não deixou dúvidas. O árbitro, curiosamente, não viu o lance na perspectiva disciplinar, não se apercebeu, não ia mostrar nada. E é o VAR que até demorou um bocadinho mais, porque eu acho que é tão claro e óbvio com as imagens do VAR que não deixa grandes dúvidas. E o árbitro foi chamado ao monitor, viu e também não teve grandes dúvidas, chegou lá e mostrou o cartão vermelho. É um lance que tem claro impacto no jogo, iria escapar ao árbitro, obviamente, mas não escapou à equipe de arbitragem. E é por isso que quando se fala do VAR, e temos tido vários casos nos jogos internacionais de excelentes intervenções, e esta é mais uma excelente intervenção. Para nós, portugueses, ficamos tristes, obviamente, na perspectiva que acaba por ser a equipe portuguesa a ser penalizada, mas sob o ponto de vista de forma fria e correta, é uma intervenção correta.
Intervenção correta no lance capital da partida, Pedro.
Exatamente.
Quais são os outros três lances que queres destacar da primeira parte?
A partir daqui, os lances que eu quero destacar são praticamente na primeira parte os cartões amarelos. Minuto 32, o cartão amarelo ao Mophie, porque sem qualquer interesse em chegar à bola, na transição do meio-campo, Dan Ndoye ia fazer uma transição e ele, Mophie, sem qualquer interesse em chegar à bola, coloca a mão esquerda no ombro direito do Dan Ndoye e, por um lado, agarra e depois empurra, derrubando e portanto corta uma saída em contra-ataque. Chamamos isso de falta tática, cartão amarelo bem mostrado. Quatro minutos depois, é o Alberto Costa que também vê de forma correta um cartão amarelo e foi também muito no limite. É certo que ele ia pontear a bola, mas claramente já não estava lá a bola e mandou a verdadeira biqueirada. Desculpem a expressão, mas é um pontapé de pé direito no pé direito do Neck Williams. Uma entrada muito despropositada e fora de tempo, mas também negligente e que foi bem sancionada com o cartão amarelo. Quatro minutos depois, é o cartão amarelo, a ver se eu consigo dizer o nome correto, ao Omari Hutchinson, que de uma forma deliberada e recente também agarrou, puxou e derrubou o Zaidu usando as mãos, uma ação antidesportiva, incorreta, também sem qualquer interesse de chegar à bola e o árbitro mostrar cartão amarelo. E estes foram, digamos, aos 32, 36 e 40, os três cartões amarelos, todos eles corretamente mostrados. Depois, a partir daqui, vamos já passar para a segunda parte, que só temos dois lances. No minuto 87, talvez o único erro da equipe de arbitragem em termos totais e globais, um erro disciplinar. Duas formas que o árbitro podia ter olhado para o lance para mostrar cartão amarelo ao Dilane Bakwa. É ao minuto 87, o Bakwa acaba por pisar de forma muito clara o pé esquerdo do Thiago Silva. Portanto, o Thiago Silva está em situação defensiva. O Bakwa está a fazer uma pressão alta, chega fora de tempo e pisa claramente o pé esquerdo. E depois do árbitro apitar marcando a falta a favor do Porto, e porque obviamente eles queriam perder o máximo de tempo possível, ele ainda dá um cheirinho na bola para longe do local onde ela estava para retardar, para que o jogador do Porto fosse buscar a bola e perdesse mais tempo. Portanto, fosse por este pontapézinho na bola que ele deu para fora, fosse pela entrada em si, o cartão amarelo tinha que ser mostrado. E finalmente, ao minuto 90, passou praticamente despercebido, William Gomes acaba também por ser advertido, porque a realização depois focou-se em mostrar vários adeptos, porque enquanto o jogo esteve interrompido, porque o Bakwa ficou lesionado. É o William Gomes que tem também uma entrada bastante dura e acaba por ver também o respectivo cartão amarelo por um género de pontapé, vamos dizer assim, a varrer as duas pernas do Bakwa. E, portanto, entrada dura, negligente, e o árbitro sancionou com o respectivo cartão amarelo. E pronto, o jogo, como vês, não tem grandes casos, praticamente resume-se a cartões amarelos, não tem praticamente situações de área, mas tem um grande caso, que é o minuto oito, que acaba por ser bem resolvido para mal dos portugueses.
Que nota é que queres dar então, Pedro Henriques, a este árbitro neerlandês, Danny Makkelie?
Eu vou dar nota 6, porque repara que não foi o árbitro que decidiu algo, ele nem sequer amarelo ia dar, porque se ele fosse dar amarelo ainda tentava compreender, ele nem sequer amarelo ia dar. Obviamente que o VAR faz parte da equipe de arbitragem, mas eu quando é um árbitro a decidir tudo de forma correta, sem ajuda do VAR, valorizo sempre mais e daí estar a tirar este pontinho, este sete é retirado para seis por causa dessa situação, embora correta, mas foi o VAR e também pelo cartão amarelo que não foi mostrado. Depois, dizer que a intervenção do VAR foi crucial do jogo e, portanto, este seis também tem muito de mérito, não é demérito seguido, é de espaço mérito da equipe da videoarbitragem. Diria como título, cartão vermelho foi uma decisão correta, o árbitro e a equipe de arbitragem acabam por fazer uma arbitragem positiva, sem grandes casos e com o grande caso a ser bem resolvido.
Está feita a análise ao trabalho deste árbitro neerlandês, Danny Makkelie, que esteve no comando deste Nottingham Forest x Futebol do Porto, que terminou com a derrota portista. Muito obrigado, Pedro Henriques. Está feito a edição do "Sem Falta". É sempre um gosto. Fica, como sempre, disponível em podcast.