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Junta-se a nós o Pedro Henriques para mais um "Sem Falta". Pedro, bem-vindo.

Boa noite.

Vamos olhar para aquilo que foi este encontro entre Futebol Clube do Porto e Estoril, em casa do Estoril, vitória dos Dragões suada por três bolas a duas. Valeu a liderança do campeonato, equipe de arbitragem chefiada por António Nobre. Vamos ver se esteve também à altura deste encontro, Pedro. Começamos já pelo minuto 31 de jogo. Houve um gol anulado ao Estoril por fora de jogo, gol marcado por Chiquinho. Houve motivos para assinalar este fora de jogo? Se foi bem assinalado, nada ficou por esclarecer, Pedro?

Sim, gol bem anulado à equipe do Estoril. Não é o Chiquinho que faz o gol, que está fora de jogo.

É os jogadores.

Exatamente. Bruno Ноnense que faz a sua assistência e depois a Cidade do Futebol injetou o tal sinal com as linhas e com os centímetros e por 14 centímetros estava mesmo em posição irregular. Assim sendo, aquilo também nos tinha ficado logo no direto, na ideia, é que realmente havia o fora de jogo e portanto confirmou-se. O árbitro assistente fez aquilo que está protocolado, deixou a jogada ir até o fim para que, caso tivesse errado, obviamente o gol pudesse ter sido validado. Mas não, acertou, e é bom relembrar que foi o árbitro assistente que em campo deu o fora de jogo, o VAR limitou-se a confirmar, dizendo que tem razão, e depois a confirmar com os 14 centímetros.

O Estoril não marcou nessa ocasião, marcou pouco tempo depois, um a zero e depois, aos 37 minutos, voltou a um gol com o pênalti que foi assinalado sobre Chiquinho. O pênalti aconteceu mesmo, foi assinalado depois de uma falta de Wendel sobre o jogador do Estoril. E o que eu te pergunto é se havia motivos para grande penalidade, Pedro.

Sim. Nós temos dois lances entre o Wendel e o Chiquinho, minuto 37 e minuto 41. São dois lances distintos. O minuto 37, o Wendel não se faz falta sobre o Chiquinho. É antes do gol que acontece. Basicamente, o que acontece é que é no corredor do lado direito da entrada da área, em que tanto o Wendel como o Chiquinho colocam o braço um sobre o outro e depois até cai dentro da área o Chiquinho. Não há pênalti. Esse, legal. Depois, ao minuto 41, esse sim, o do pênalti, esse é muito claro. De resto, o árbitro assinalou, o VAR confirmou, em que o Chiquinho aparece também nas costas do Wendel, ganha-lhe a frente e o Wendel ao esticar o seu pé direito, acaba por acertar na perna direita do Chiquinho, derrubando. Pontapé de pênalti bem assinalado e digamos que esse, que é o mais relevante e importante, porque deu depois o dois a zero nessa ocasião. Boa decisão da equipe de arbitragem no terreno de jogo e também confirmado pelo VAR. Duas boas decisões com os mesmos protagonistas, ao minuto 37, o não pênalti, e ao minuto 41, o pênalti que foi realmente assinalado.

Duelo aceso do lado direito do campo entre Chiquinho e Wendel, que resultou num pênalti ao minuto 41, segundo gol do Estoril, bem assinalado na opinião do Pedro Henriques. E Pedro, vamos continuar já para a segunda parte, aos 48 minutos. Arthur, jogador do Estoril, vê um amarelo. O que eu te pergunto é se é bem mostrado e que lance foi este.

Foi por retardar um pontapé livre. Na altura que o jogador coloca-se ali mais ou menos à frente da bola, impede a reposição rápida, o Porto estava a correr atrás do prejuízo, chamemos assim, em termos de resultado e este complemento desportivo valeu um cartão amarelo.

62 minutos de jogo, é anulado mais um gol ao Estoril, depois de um canto batido do lado direito. Rui Fonte chega a colocar a bola na baliza, mas depois acaba por ver um amarelo por protestar, porque a decisão do árbitro foi, Pedro Henriques, que este gol fosse anulado. E foi bem decidido, houve aqui falta alguma no meio da confusão habitual dos cantos.

Exatamente. Começando pelo fim, o Rui Fonte é advertido por causa do protesto. Aí nada a dizer, o árbitro é que lá está também e achou que o protesto foi demasiado evidente e daí mostrar o cartão amarelo. Relativamente ao lance, curiosamente, há duas faltas, praticamente em simultâneo, cometidas por parte dos jogadores do Estoril no mesmo lance. E aquele que o árbitro assinalou, e foi aquele que mais evidente e que a própria televisão mostrou inicialmente, e que nós também falámos aqui no direto, e que existiu, é exatamente o Gamboa sobre Ivanilson. Ele com o braço esquerdo, acaba por carregar e empurrar o ombro do jogador do Porto. E de forma evidente, digamos ali praticamente à zona do primeiro poste. É um fato que a bola não vai para lá, passa por cima deles, mas o fato de passar por cima deles, digamos, não ser na zona onde vai disputar a bola, até poderíamos dizer que praticamente esta ação poderia não ter interferência relativamente àquilo que seria o cabeceamento, não invalida que tendo havido a infração, e antes do gol, que a infração não tivesse que ser assinalada como foi. Curiosamente, o Rui Fonte que é quem marca o gol, à frente do Rui Fonte estão dois jogadores, nomeadamente o Rosier e o Taremi, e o Rosier ao saltar acerta em cheio com o cotovelo na cara também do Taremi. E essa ação também é faltosa. O árbitro não viu, aliás, não tinha hipótese de estar a ver dois momentos, mas isto para dizer que são duas infrações que ocorrem, duas infrações por parte dos jogadores do Estoril, uma mais evidente que a outra, mas ambas que teriam que ser punidas sempre e que dariam sempre origem ao anulado do gol. Aquilo que importa é que o gol do Rui Fonte acaba por ser bem anulado, até inclusivamente pela infração que o árbitro viu, que é do Gamboa sobre Ivanilson, mas reforço também no mesmo lance, o Rosier acerta em cheio com o cotovelo na cara de Taremi e esta dupla, os jogadores estavam em marcações uns com os outros, é mesmo na frente do Rui Fonte. Ou seja, o Rui Fonte até eventualmente terá benefício desta situação, porque esta cotovelada no Taremi também impediria o Taremi de tentar, por exemplo, interceptar a bola. De qualquer maneira, o que importa, e este é o lance mais relevante e importante, porque é um lance que poderia ter um desfecho final ou dar um desfecho final em relação ao jogo, é a diferença entre passar para 3x1 e manter-se o 2x1, obviamente, mas o que importa aqui dizer é que o gol é bem anulado e boa decisão do árbitro em terreno de jogo e confirmada pelo VAR.

Ao minuto 64, depois desse gol anulado a Rui Fonte, há amarelo para o treinador do Estoril, Bruno Pinheiro, mais uma vez por protestos, Pedro, mas vamos reforçar mais uma vez a ideia.

A reforçar a ideia, basicamente para dizer que não me meto nesses protestos e nas decisões da equipa de arbitragem, mas aceito, obviamente, porque o árbitro está lá, sente o jogo, ouviu, viu e obviamente, por acaso o banco até está a ser focado e fica-se com a sensação que há muita gente a protestar. O árbitro entendeu que o maior protesto foi do treinador e mostrou-lhe o cartão amarelo.

E vamos ao minuto 81, amarelo para Bruno Lourenço do Estoril. Bem assinalado este cartão, Pedro?

Sim, é uma entrada sobre o Otávio com o pé em riste, sola de cima para baixo, jogo perigoso ativo com contato, portanto, o que transformou aquilo num livre direto e no cartão amarelo. A entrada foi negligente, portanto, bem mostrado.

E vamos começar a olhar para o tempo de compensação, que teve muitos amarelos. Vamos tentar olhar pelo menos aos 91, aos 95, aos 96 e aos 97, assim que até duplica. Amarelo aos 91 para começar, para Francisco Conceição. É bem mostrado, Pedro?

Sim, é aquela situação que um jogador ao comemorar um gol tira a camisola e já sabe que é cartão amarelo e o árbitro exibiu. Não vamos aqui discutir se concordamos ou não, porque isto é a lei e não há nada a dizer.

E vamos também ao minuto 95. Otávio foi quem viu amarelo. Bem mostrado?

Sim, eu na altura disse que seria ligeiramente exagerado este cartão amarelo, porque achava que a falta em si não era muito relevante e importante. Depois fui rever os lances e percebo o motivo. O árbitro considera uma falta tática, porque agora é o Estoril que estava a correr atrás do prejuízo e na tentativa de sair em contra-ataque, o que o Otávio faz foi destruir aquela jogada. A falta em si não é muito dura, mas é sobretudo pela consequência que tem de impedir uma saída em contra-ataque e o Porto estaria mais desequilibrado em quantidade de jogadores.

Aos 96, quem viu amarelo desta feita foi um homem do Estoril, foi André Franco. Bem mostrado, Pedro?

É aquela situação em que houve umas cabeças umas com as outras, por causa daquela situação do Luís Dias que estava no chão. Pensava que o Luís Dias estava no chão, o árbitro não interrompeu o jogo, depois é o jogador do Porto tira a bola para fora e como ficaram chateados com o fato do jogador do Estoril não terem mandado a bola para fora, gerou-se ali um sururu e é nessa situação que sai o cartão amarelo do André Franco.

97 minutos de jogo desta feita para o banco do bloco do Porto, a fazer também companhia ao treinador do Estoril nos amarelados deste encontro. Sérgio Conceição vê um cartão amarelo aos 97 minutos. Mais uma vez, o reforço da ideia, Pedro.

Exato. Cartão amarelo, houve protesto, depois até se viu ali um diálogo entre o árbitro e o Sérgio Conceição e percebe-se que o Sérgio Conceição estava bastante exaltado. Percebe-se, obviamente, com os nervos, com o resultado, com todas as emoções que estavam a ser vividas. Portanto, aceito sempre como boa a decisão do árbitro em relação a estes amarelos.

Foram quatro amarelos em tempos de desconto, um para lá dos 90 minutos e também para lá do tempo de compensação no pós-jogo, um amarelo para o jogador Joãozinho, do Estoril.

Exato.

Por que razão foi, Pedro? Na verdade, confesso que não tive a oportunidade de reparar nisso.

Exato. Nós continuamos a fazer o seguimento das imagens. Obviamente que o Estoril ficou um bocadinho também aborrecido com o contexto do jogo, mas sobretudo com a maneira como o árbitro acaba o jogo. Há um lançamento de lateral a favor do Estoril, há um primeiro momento em que os jogadores do Porto tiram a bola para fora da área, a bola ainda estava na posse do Estoril e em momento de ataque e próximo da área e o árbitro termina o jogo. Acharam os jogadores que não era aquele o momento para terminar, acharam que devia dar mais descontos sobre os descontos. Percebe-se dentro do contexto os nervos, quando o árbitro termina, depois o Joãozinho vai ter com o árbitro, muito exaltado, e é aí que surge o cartão amarelo, uma vez mais por protesto. Portanto, aceitarei sempre como boa esta decisão.

Fica também feita a análise a todos os lances desta partida. Boas decisões por parte de António Nobre em quase todos os lances, sobretudo nos lances capitais do encontro, Pedro Henriques. Merece aqui uma boa nota o árbitro.

Sim, nota 7. Claramente, nota 7. Esteve mais assertivo e mais seguro. É um árbitro que tem por natureza mostrar cinco a seis cartões amarelos por jogo, é um árbitro que tem uma média muito elevada de faltas, 37, mas hoje o essencial foi que ele, na parte disciplinar, mas sobretudo na parte técnica, nestas decisões que falámos aqui, foram várias, de áreas, de anular gols, a questão até do gol anulado fora de jogo, etc. Portanto, a equipa de arbitragem esteve bem e o árbitro esteve bem, esteve seguro e não é um estilo de arbitragem que eu mais aprecio, porque privilegia muito a falta e o cartão para segurar o jogo, mas hoje isso acabou por resultar na situação de nota positiva, sem qualquer influência no jogo e no resultado. Portanto, nota positiva para a equipa de arbitragem liderada por António Nobre.

Estoril 2, Porto 3, nota 7 para a equipa de arbitragem liderada por António Nobre. Está feito o "Sem Falta" do ex-árbitro internacional Pedro Henriques, nosso áudio árbitro aqui na Rádio Observador. Pedro, muito obrigado e até amanhã. Ao Benfica-Passos Ferreira para acompanhar também aqui na Rádio Observador.