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Está dado o apito inicial para mais um Sem Falta. Acompanhamos na noite de hoje o segundo compromisso de Jorge Jesus no comando técnico da Seleção Nacional, segunda jornada do grupo quatro da Liga A da Liga das Nações. Portugal consegue mais uma vitória, desta feita por duas bolas a uma, frente a uma Noruega com muitos e bons valores. A arbitragem foi do francês François Letexier. Pedro Henriques, vamos começar a análise ao minuto 16, amarelo para o norueguês Ryerson. Bem mostrado.
Sim, Runar Espejord Ryerson colocou o seu braço esquerdo à frente do corpo do Francisco Conceição, quando ele, depois de driblar, ia progredir pelo corredor direito, um gesto de falta tática, bem sancionado disciplinarmente. Portanto, tudo certo.
Temos depois, Pedro, ao minuto 20, um amarelo para Jorge Jesus no banco. Já confirmaste se foi para Jorge Jesus e não para João Deus?
Sim, foi para Jorge Jesus. Porque o problema é que na televisão, quando o árbitro está a apontar o cartão amarelo para o Jorge Jesus, tem três elementos da equipe técnica à frente dele e, portanto, ficava a dúvida, e João Deus era o que estava mais à frente, mas foi mesmo para o Jorge Jesus, porque depois puxando o filme atrás, é aquela situação em que o Nuno Santos supostamente minou a bola dentro das quatro linhas para o Jorge Jesus fora das quatro linhas, e há de contínuo, depois até houve uma falta do jogador português, e o Jorge Jesus protestou, levantou o braço e depois correu na direção do assistente. E é este comportamento, não é só o protesto, é o correr na direção do assistente e, portanto, cartão amarelo para o Jorge Jesus.
Temos depois ao minuto 47, o amarelo também para um homem conhecido do nosso futebol, apesar de norueguês, Fredrik Aursnes. Bem mostrado, Pedro.
Sim, é aquela tesourada sobre o João Félix, e que evita que o Félix saísse em contra-ataque. Foi ali à saída da área portuguesa. Portanto, estamos a falar de uma entrada dura, negligente, uma falta tática. A questão é que os noruegueses estavam a reclamar porque Portugal recupera a bola, para mim, de forma correta, com um esticado de perna do Renato Veiga e o árbitro entendeu foi na bola e também foi na bola, ali um ligeiro toque também no pé, mas é mais na bola do que no pé, e os noruegueses queriam a tal falta a favor deles, porque era mesmo na entrada da área.
Ao minuto 49, amarelo para um homem de Portugal, desta feita para João Palhinha. Bem mostrado também.
Sim, é um corta ataque competidor, ele vem atrás do Ryerson, Runar Espejord Ryerson, e com a sua mão esquerda, agarra e puxa o braço direito do jogador e vem ali atrás. Ou seja, a jogada até acontece uns 15, 20 metros antes, e ele vem ali a puxar e até o momento em que ele acaba por cair já mesmo ali na meia lua, à entrada da área. Portanto, ali direto cartão amarelo bem mostrado.
Ao minuto 58, há um gol anulado a Portugal, marcado por Gonçalo Ramos, e seria, neste caso, o terceiro gol de Portugal, que poderia ter deixado o resultado três a um, mas o gol, depois de validado, foi revertido pelo VAR, porque há ali um calcanhar maroto.
Sim, pronto. Em primeiro lugar, dizer que o momento que conta é o momento do passe do Diogo Costa para o Gonçalo Ramos. E quando paramos as imagens, ou quando o VAR para as imagens, não é o fora de jogo semiautomático, usado no mundial, mas é o fora de jogo que é a linha azul e vermelha, e portanto, percebe-se o tal calcanhar e que estava adiantado. Por que este lance é difícil pro árbitro assistente e pode gerar algumas dúvidas? É por dois motivos. Primeiro lugar, pro árbitro assistente, porque o passe é feito do Diogo Costa. Ora repara, o Diogo Costa está a 55, 60 metros do árbitro assistente. Portanto, o árbitro assistente tem que olhar pra frente pra ver se há jogadores em fora de jogo e tem que, ao mesmo tempo, olhar para onde a bola parte. Se já é difícil normalmente, porque não consegue expor os olhos entre dois sítios, com um passe que é feito a mais de 60 metros em relação ao assistente, torna-se mais difícil. Segundo momento é porque o Gonçalo Ramos está a recuperar, ou seja, está a sair de fora de jogo para jogo, faz uma corrida inicial, porque está a recuperar posição no campo, porque a bola foi pra trás, passada pro Diogo Costa, por equipe portuguesa, e ele está a recuperar. E portanto, ele está a sair de fora de jogo pra jogo e depois, quando a bola é metida, é que volta outra vez a fazer a recuperação da bola. E este movimento é difícil. Muito importante, gol bem anulado, fora de jogo.
Temos ao minuto 64, Pedro, mais um amarelo para um homem norueguês. Desta vez foi Håland.
Sim, o Kristoffer Håland viu bem o cartão amarelo, faz uma obstrução com contato. É aquele lance em que ele vai contra o Nuno Mendes. Nuno Mendes passa a bola, vai a correr, porventura para ir buscar uma bola mais à frente, tipo tabulinha, e o Håland, a única coisa que faz é ir com o corpo contra ele, obstrução com contato, compreensivo incorreto, porque o objetivo é destruir a jogada e parar o jogador português, cartão amarelo bem mostrado.
Temos depois, Pedro Henriques, ao minuto 68, um amarelo para Renato Veiga, muito interventivo no jogo. Aqui acabou por ver cartão, acredito que bem.
Sim, aqui viu bem o cartão amarelo, é aquele lance sobre o Håland em que a bola está no ar a uns oito, nove metros, mas à vontade, no ar, e longe e distante, e ele, Renato Veiga, vai com os dois braços contra o Håland e empurra e manda ao chão. Com o objetivo também de parar a jogada e portanto, cartão amarelo bem mostrado.
Temos quase 10 minutos depois, na verdade, oito minutos depois, um amarelo para Vitinha, ao minuto 76. Também bem exibido.
Certo, bem exibido. É pontapé livre a favor de Portugal, na forma como Portugal estava a sair, já fora da área portuguesa. O Vitinha vai à bola, depois não vai, volta pra trás e depois desinteressa-se e deixa pro colega. E portanto, esta é uma perda de tempo que o árbitro sancionou com cartão amarelo.
Temos depois, ao minuto 76, também amarelo e para Cancelo. Bem mostrado, Pedro.
Sim, é na sequência do lance, é o pisão. Ele tem a bola dominada e perde-a e de repente o Schjelderup vai ficar com a bola e o Cancelo estica o pé direito e o tal pisão, peito do pé de sola, cuspitou-se no peito do pé também direito do Schjelderup e, portanto, este pisão bem sancionado com o respectivo cartão amarelo.
E no minuto favorito do novo selecionador nacional, o minuto 88, Pedro Henriques, ao minuto 88, amarelo pra Rúben Dias, não sei se por protestos.
Porque o Pedro Neto está a ser substituído, fica-se com a ideia, até porque a discussão também a nível de árbitros neste momento é esta. Mas se o Pedro Neto demorou mais de 10 segundos, o árbitro só tem que penalizar a equipa com aquela situação que o colega não entra na substituição, tem que ficar um minuto lá fora. Portanto, não se percebe porque é que o árbitro foi em relação ao Pedro Neto, porque depois vê-se o Pedro Neto a olhar para trás, até se ficou na ideia que o Pedro Neto também poderia ter sido advertido. Não foi. O Rúben Dias foi falar com o árbitro e é nesta conversa, e depois quando acaba o jogo, o Rúben Dias vai voltar a falar com o árbitro de forma tranquila, obviamente. Portanto, há qualquer coisa que se passou ali, mal entendido. O fato é que o árbitro mostrou o cartão amarelo, protestos, palavras, não faço ideia.
E ao minuto 93, amarelo para Bernardo Silva, justifica-se, nem tentou jogar a bola.
Exatamente. É aquela entrada fora de tempo, sem bola, sobre o Ødegaard. Na transmissão apareceu, para quem viu o jogo, Trincão a ser advertido, mas não, a entrada foi do Bernardo Silva e, portanto, o cartão amarelo é para o Bernardo Silva. No direto é que se enganaram lá na regia a colocar o cartão amarelo. Por isso, bem mostrado, neste caso.
Temos, por isso, Pedro Henriques, uma arbitragem de François Letexier, francês, que acredito que seja globalmente positiva. Agora resta saber que nota merece.
Vou dar nota seis. Repara que poderia ter tido mais impacto se o gol passa, porque o assistente, eu sei que o grau de dificuldade deste lance é enorme, mas se passa, tinha impacto no jogo, Portugal já estava a ganhar, aumentava, ficava mais tranquilo. Portanto, o gol é bem anulado e a equipa de arbitragem, entre aspas, com o VAR está de parabéns, mas eu corto sempre um pontinho, sempre que é o VAR que toma uma decisão positiva que devia ter sido tomada em campo. A única coisa que menos gostei aqui foi 20 faltas, que é pouco e é bom, isso é positivo, mas nove amarelos. E, portanto, o número de cartões amarelos não joga com as faltas. Teve aqui um critério muito apertado, cartão amarelo ao Banco, cartão amarelo ao Rúben Dias. Enfim, há aqui alguns cartões amarelos que, no meu ponto de vista, podiam ter tido outra leitura. De qualquer maneira, arbitragem positiva, com o gol bem anulado. Eu acho que isto é o lance mais importante, é o gol bem anulado a Portugal por fora de jogo, neste caso, bem o VAR nessa intervenção. Demasiados cartões em relação ao número de faltas, critério demasiado apertado. De qualquer maneira, nota positiva, nota seis.
Nota seis para François Letexier, o árbitro francês que apitou a vitória de Portugal na Noruega por duas bolas a uma. Arbitragem globalmente positiva, que merece nota seis, numa vitória em que Portugal pôs fim a um conjunto de 14 jogos sem perder em casa para os noruegueses. Pedro Henriques, vamos também ouvindo, para além do "Sem Falta", vamos também ouvindo Pedro Henriques, seis, sete e o Campeão É, com notas de 0 a 20 aos protagonistas do dia no mundo do desporto, aqui na Rádio Observador, de segunda a sexta, depois de 13h e também aos fins de semanas pela manhã. Um grande abraço, Pedro.