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Sem Falta que fica também disponível através do podcast da Rádio Observador. O Hélder Carvalho foi o árbitro. Pedro, bem-vindo.

Boa noite.

Muito boa noite. Amarelo para Sanjust. É o primeiro lance sem análise ao minuto 33.

E bem mostrado, é sobre o João Graça, no corredor esquerdo do ataque do Rio Ave, à saída do meio-campo. É aquela entrada a varrer do Sanjust, um tackle com negligência que acaba por derrubar o jogador do Vila Condense e, portanto, livre direto e cartão amarelo bem mostrado.

Primeira decisão boa para Hélder Carvalho. Depois, minuto 35, guarda-redes do Rio Ave, Umtiti. Fora da área, não toca a bola com a mão.

Sim, é aquele lance em que até o Augustinásio estava a referenciar quando a bola foi metida em profundidade para o Pote e que ele não deu bem aquele pique, mas acelerou o movimento. É esse lance em que o Umtiti acaba por sair, e muito bem, antecipando-se ao Pote e domina a bola com o peito. Os braços estavam ali próximos, mas não tocou a bola com o braço, porque era uma situação que poderia, depois, conforme ele tocasse a bola com o braço, ser de amarelo a vermelho, porque a bola era metida em profundidade, o Pote podia lá chegar e o guarda-redes fora da área a jogar a bola com os braços podia eventualmente estar a cortar uma clara oportunidade de golo. Neste caso concreto, dominou, controlou ou jogou a bola com o peito e, portanto, tudo certo, tudo legal.

Outro amarelo para o grego Andreias, foi ao minuto 47.

À entrada da área da equipe Vila Condense, agarra e puxa o Ghiocherg, uma jogada prometedora, uma jogada de perigo e, portanto, livre direto e cartão amarelo bem mostrado.

Rio Ave marca, mas o gol é anulado e creio que é uma decisão pacífica. Foi ao minuto 60.

É o Tiago Morais que está claramente adiantado em relação ao penúltimo adversário, no momento em que a bola lhe é endossada e, portanto, fora de jogo e gol anulado. O árbitro assistente deu o fora de jogo, o VAR limitou-se a confirmar.

Para o ano, a coisa é um pouquinho diferente, porque há aqui mais uma tecnologia que vai ser aplicada na liga. Minuto 65 que a bola, de fato, não entra na baliza do Sporting.

Sim, é o remate ao alinho, portanto, relembrar que a bola para ser gol tem que transpor completamente a linha de baliza. Certo, só tivemos uma repetição, mas nessa repetição percebe-se que a bola, sobretudo quando vai ao sol, está grande parte, senão quase totalmente, sobre a linha de baliza. Para ser gol, conforme diz a lei, é preciso que a bola transponha completamente a linha de baliza, seja rente ao sol, seja por ar. Relembrar também que tivemos uma repetição, mas o VAR, que está na cidade de futebol, teve todas as câmaras que estavam disponíveis neste jogo, teve todos esses ângulos. É certo que, por uma questão estratégica, nunca é colocado nenhuma câmara sobre a linha de baliza, porque digamos que segundo os operadores não justifica, porque estes lances só acontecem muito raramente e portanto há ângulos que são mais relevantes e importantes, câmara fora de jogo, trás da baliza, o curto, o inverso, etc. Mas de qualquer maneira, se esta repetição que nos foi dada mostrou isso, o VAR com todas as outras repetições, mesmo não estando no enfamento, de certeza que verificou melhor isso. E ficamos com essa ideia que não entrou. Só relembrar, porque eu falei isso também já na transmissão, e agora vou dar um pouquinho mais concreto, o ano passado, 14 de maio de 2024, mais concretamente, a comunicação social anunciou aquilo que Pedro Proença tinha dito numa reunião, que na época 25, 26, na altura Pedro Proença presidente da Liga, iríamos ter a tecnologia de linha de gol, ao serviço das nossas competições profissionais. Obviamente que há mudanças, Pedro Proença neste momento já é presidente da Federação, não é da Liga, e que tinha sido feito anúncio da Liga, embora a arbitragem esteja na Federação, aparentemente era a Liga que iria se comprometer com essa aquisição. Eu relembro que essas coisas não são baratas, portanto tem custos associados. Ficou esse compromisso, mas não tenho a certeza se com essas mudanças, temos novo presidente da Federação, novo presidente da Liga, se realmente se vai concretizar ou não, mas era bom que sim. E termino com isto, para relembrar que acontece muito raramente necessitarmos dessa tecnologia, por isso é que as pessoas questionam se vale a pena o investimento para uma coisa que acontece muito raramente, mas todos nós temos nas diversas histórias dos jogos, bolas que foram retiradas ou que não foram retiradas, ou que entraram ou que não entraram, e em lances e muitas vezes em jogos entre Benfica, Porto, Sporting, etc, que são relevantes e decisivos. E quando isto está em jogo, está em jogo um gol, ser ou não ser, e o gol é sempre a coisa mais importante. Por isso acho que faz sentido haver esse investimento, oxalá se concretize o que foi prometido e que seja já na próxima época.

Por falar em gol, há gol. Há gol ao minuto 76 e do Rio Ave, aqui também tudo legal.

Sim, é aquela assistência tabelinha entre Cláudio e André Luís e que foi no limite, foi na cama, mas não houve fora de jogo e obviamente que percebeu-se isso na repetição, quando separou a imagem e obviamente que o VAR também confirmou e por isso gol do Rio Ave, gol legal, sem fora de jogo.

Falta analisar minuto 72 e também 73. O primeiro. É o André Luís ou o primeiro?

É o André Luís e o Bakolas. Ambos a cometer exatamente o mesmo tipo de infração. Agarraram e puxaram a camisola. O André do Biel, o Bakolas do Gene. E portanto, este comportamento desportivo em que tu desligas completamente o jogo e agarras-te à camisola só com o objetivo de derrubar o adversário, é punido em qualquer parte do terreno de jogo com cartão amarelo, por isso dois cartões amarelos bem mostrados.

Assim sendo, parece-me que a nota nem é má ou até pode ser boa. Hélder Carvalho. O jogo foi fácil.

É isso. O jogo acaba por ser fácil, já vinha o Sporting com a vantagem de 2x0, depois com o resultado tornou-se mais fácil, tirou alguma intensidade nos duelos, a maneira como os jogadores abordaram os lances e portanto tornou fácil. Mas os árbitros não têm culpa disso e só têm que fazer uma coisa muito importante, que é tirar partido e aproveitar. Eu a única coisa que faço de crítica em relação aos árbitros de uma maneira geral, e tenho feito em vários jogos, é que os árbitros estão a correr pouco. Eu sei que eles não têm que estar em cima dos lances, têm é que estar onde quiserem no sentido de que terem disponibilidade física para poderem estar naquilo que é a posição mais correta para análise. E às vezes estar muito em cima, tira também capacidade de análise do lance. Mas de qualquer maneira, vejo os árbitros a correr pouco, a fazer poucos sprints, a alongar, a ir lá nas diagonais, a ir lá bem ao fundo, como eu costumo dizer, e em muitas situações, e eu até tirei alguns exemplos, até por causa das informações que dou, fiz várias fotografias em que a bola estava numa área e no plano da televisão não aparecia o árbitro, o que não pode acontecer. E portanto, esta é a crítica que eu faço à maior parte dos árbitros hoje em dia, no futebol profissional, correm muito pouco. Estão relativamente longe dos lances e eu não gosto disso, porque mesmo que a decisão até sejam corretas, os jogadores se sentirem o árbitro mais próximos, aceitam, acreditam e validam muito melhor a decisão que o árbitro vai tomar do que quando eles estão a disputar a bola e depois vem o árbitro a 30 ou 40 metros a tomarem decisões. De qualquer maneira, naquilo que é essencial deste jogo, o árbitro esteve bem em todos os pormenores, bem assistido, sob o ponto de vista dos árbitros assistentes, e por isso uma arbitragem fácil, sim, mas claramente positiva e que merece nota 7.

Nota 7 dada então pelo Pedro Henriques ao Hélder Carvalho, o árbitro que apitou a vitória do Sporting com o Rio Ave. De resto, o Sporting é a primeira equipa apurada para a final da Taça de Portugal. Pedro, amanhã de volta para o Benfica-Tir sensa.

Exatamente. Um abraço, até amanhã.

Grande abraço. Fica disponível este Sem Falta através do podcast da Rádio Observador.