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Okay, let's go. Bom dia!
Estás com demasiada animação em comparação com o menino do vídeo.
Sim, pois é, ele está: "Okay, let's go".
Exatamente. Aliás, a graça desse vídeo, que eu não sei se as pessoas estão a reconhecer ou não, mas é um menino que tem um comboio elétrico no seu quarto e está a fazer a voz como se fosse carrinhos de choque. A graça daquilo é que ele diz: "Okay, let's go".
E depois tem a música e o comboio a andar.
Ya, e ele e o pai sentados.
Só a olhar.
Só assim a olhar.
No fundo, descreve um bocadinho o que nós sentimos quando começamos a fazer estes episódios.
Exatamente.
"Okay, let's go", depois-
O comboiozinho começa a mexer.
E nós ficamos a olhar pro comboiozinho.
Exatamente.
Como é que tu estás nesta semana de terapia de casal?
Eu estou excelento.
Excelento?
Está me a acontecer uma coisa.
Ah, excelento é essa a palavra que tu queres usar para descrever como tu estás, Guilherme?
Exatamente, eu consigo dizer-te duas coisas.
Estás um 100%?
Não estou 100%.
Então isso não é excelente.
Mas estou bem.
Estás bem, estás um 80, e cinco.
Há duas coisas que estão a acontecer neste momento. Agora ler de manhã dá-me sono. Essa é a primeira, tenho que ser honesto. Nós temos lido ao pequeno-almoço, eu ganhei esse hábito contigo, como não há resumos dos jogos da NBA do dia anterior. Eu agora leio e dá-me sono. Em cima, treinamos, pequeno-almoço, ler, e é assim, o corpo começa a desligar. E a outra coisa é: eu estou irritado porque há um vilão, há um mau de um jogo que eu não estou a conseguir matar. E então sonhei a noite toda que andava aos tiros para o matar. São as coisas que preocupam a minha cabeça.
Pois, é um bocado ofensivo, tendo em conta que muito provavelmente algumas pessoas estão a ouvir este episódio a caminho de um trabalho de merda, com patrões chatos.
De certeza que as pessoas estão a ir a caminho de trabalhos de merda com patrões chatos e há uma pedrinha no seu sapato mental, que é isso que eu tenho, que não tem nada a ver com o seu patrão chato e com os seus trabalhos.
Talvez.
E essa é a minha pedrinha no sapato mental. É aquele gajo que eu agora não estou a conseguir matar e que tenho que estudar melhor como é que mato.
Como é que podes matar.
Exatamente.
Pronto, são essas coisas que te chateiam.
E tu, como é que estás?
Olha, estou bem. Tenho uma curiosidade engraçada pra ti.
Vamos embora.
Esquisita, e peço desculpa pelo grafismo logo de manhã.
Ok.
Mas sabias que se tu vendares pessoas, 90% das pessoas que tu vendares não vão conseguir distinguir entre o cheiro de vômito e o cheiro de queijo parmesão.
What?
Ya, vendadas, 90% das pessoas...
Espera aí, eu não estava a perceber onde isto foi.
Não conseguem distinguir entre o cheiro de uma coisa e o cheiro de outra.
Ok.
Pronto, não sei.
Nove em cada 10 pessoas não distinguem o cheiro entre vômito e queijo parmesão. Isso é péssimo pra quem faz pizzas, ou não?
Não, porque normalmente as pizzas não têm muito queijo parmesão.
Restaurante italiano pode cheirar a vômito ou a queijo parmesão.
Se tu estiveres de olhos fechados.
A sério? É porque eu acho, genuinamente, só de ouvir, eu acho que eu distinguia.
Achas?
Acho que sim.
Então é assim: eu tenho aqui um balde. Eu vou te pôr uma venda e vou fazer . Já está há muito tempo, há muito tempo que não acontecia. Pronto, era só assim uma coisa curiosa que eu queria.
Acho isso engraçado. A nossa amiga Márcia, do podcast "Corte e Costura", esta semana também nos deu uma curiosidade muito engraçada.
Sim.
Ela disse-nos ontem que a Cerealac só veio para Portugal por causa-
Veio para Portugal dar um concerto.
Veio para Portugal dar um concerto no estádio do Restelo. A Cerealac só veio para Portugal por causa das lobotomias. Foi importada.
Pelo Egas Moniz.
Pelo Egas Moniz, porque quando as pessoas faziam lobotomias, depois tinham que comer papinhas.
Pronto.
É isso que trouxe a Cerealac cá para Portugal.
Portanto, quem come Cerealac todos os dias de manhã, pensem que estão a comer Cerealac de uma forma melhor do que as pessoas comiam Cerealac quando a Cerealac veio para Portugal.
Sem dúvida nenhuma. Acho isso engraçado, é uma boa curiosidade.
Também achei muito giro.
Se é verdade, eu acredito na Márcia.
Mas quais é que são as fontes da Márcia? Essa é que é a questão, porque acreditar na Márcia, nós acreditamos.
E a quantidade de gente que partilha coisas de AI nas redes sociais achando que é verdade e não tem noção nenhuma que está a partilhar uma coisa de AI?
Não vamos começar nesse tema, porque se começamos nesse tema, vai ser o tema deste episódio.
Não, estou só a dizer, porque esta semana tanto a Filomena Cautela como o Pedro Busch Ribenrodt partilharam o mesmo vídeo, que eram duas amigas numa máscara de cão, então as duas, uma à frente e outra atrás. Do gênero: "Taga o amigo com quem farias isto". De repente, há uma energia de Facebook, não é?
Já está a começar.
Já, porra. E era claramente AI.
Mas o rei do AI é o Herman.
Não, mas o Herman sabe que está a partilhar coisas de AI.
Tu achas que a Filomena Cautela e o Pedro Busch Ribenrodt não sabem que estão a partilhar coisas de AI?
Eu acho que partilharam aquele vídeo específico das meninas dentro do cão sem saber que é AI. Tenho quase a certeza absoluta. Eu vou te mostrar o vídeo.
Mostra-me.
Eu vou te mostrar o vídeo neste momento.
Tu agora já sei que é AI, não é? Que é "ai, ai", como diz uma amiga nossa.
Que é ai, ai. Repara nisto, ela tem no feed e tudo.
Mostra. No feed, nem é nas stories.
É um vídeo que é claramente AI. É claramente AI. E isto só tem duas posturas, que é: ou foste enganada por um vídeo que é AI, ou não te importas que seja AI e ainda é mais esquisito. Do gênero, deixa-me partilhar aqui uma coisa.
Eu acho que há muita gente que é isso, que não se importa. É do gênero: "É engraçado na mesma".
Epá, ya, mas é deprimente.
Pois é.
É mesmo deprimente. Tu caíste nos coelhinhos a saltar no trampolim.
Não caí, foi Torquei, vamos dizer assim. Sabes quando tu vais, quase cais, mas escorregas e ainda te agarras. Mas como é muita gente, já sabemos disso, não vale a pena também agora estarmos a bater em mim.
Olha, por falar em cair, eu queria falar de uma coisa que aconteceu esta semana, que eu achei divertido, achei giro.
Eu não caí. Tu caíste?
Eu não caí.
Ah, fisicamente cair.
Mas quase cair. Não, estou a fazer uma ponte. Tu não percebes nada de comunicação?
Não, por acaso não.
Eu estou a fazer uma ponte.
É a minha primeira vez aqui.
Fazer uma ponte quer dizer o quê?
É um segue.
Um segue, exatamente. Entretanto, já vai com outra fotografia.
Uau.
Há um dia desta semana que eu acordo e tenho, de um número completamente esquisito no WhatsApp, uma mensagem. Sabem quando vocês recebem uma mensagem no WhatsApp de um número que vocês não têm registado, mas tem uma sugestão de nome por baixo? Que tinha o nome do meu irmão. Dizia Henrique Fonseca e tinha uma foto do Instagram do meu irmão com o seu paizinho morto, que também é o meu paizinho morto.
Que eu achei durante algum tempo que eras tu e ele, porque como estava a ver à distância.
Tu achaste que eu era o meu pai morto?
Eu achei que tu eras o teu irmão e o teu pai morto era o teu irmão.
Ok.
Pronto.
Muito bem. A certa altura tens que pôr os óculos. E então, começa a falar comigo no WhatsApp o meu irmão, mas no número que eu não conheço, a dizer assim: "Bom dia, mano, como estás?"
Ya. Logo mano.
Primeiro, o meu irmão nunca me tratou por mano, mas aqui o senhor que me está a fazer phishing está a jogar bem.
Está.
Porque está me a tratar por mano de intimidade, mas mano porque eu sou irmão.
Sim.
Portanto, ele sabe o que está a fazer. Ele, repito, foi buscar uma fotografia do meu irmão.
E repara uma coisa, ainda não eram 9h00 e este senhor já estava a trabalhar.
Eram 8h30.
Pronto.
Este senhor dedicado ao phishing começou às 8h30. E perguntou-me assim: "Está a trabalhar?" O meu irmão trata-me por você.
Porque ele sabe talvez que a vossa mãe vos trata por você. Não sei se eu já tinha dito aqui neste episódio.
Não sei qual é o nível de investigação.
Não sei se eu já tinha dito aqui neste podcast que a mãe do Gui trata-os por você, portanto talvez ele soubesse.
Eu sou o Beto e não me envergonho disso. E eu respondi, eu percebi imediatamente o que estava a passar e quis começar a puxar. E disse: "Ainda não, o que se passa?" E ele diz: "Pode fazer-me um favor, mano? Se puderes, diz." Ele não sabe se eu sou você. Ele assim faz as duas, não é?
Sim.
E eu: "Claro, diz". E ele respondeu-me: "Preciso de fazer um pagamento para uma empresa, mas de momento não tenho dinheiro. Podes, por favor, ajudar-me?" E eu: "Claro que sim, que empresa é?" Porque o meu irmão mora em Londres, eu comecei a perguntar: "Lloyds, Tesco, Nando's?" E ele responde-me: "Investimentos da 888". E aqui, o que é que se passa? Manda-me imediatamente códigos de transferência.
Sim, uma referência.
Uma referência para eu pagar. E quanto dinheiro é que era?
Era 666, uma coisa assim qualquer.
Não.
Era.
Não era tanto dinheiro, acho eu. Mas eu já vejo a seguir. Não está porque ele apagou.
Ah, ele apagou.
O cara apaga depois.
Então eu vou ver ao print.
E o que é que se passa? Eu respondo: "Ok, vou fazer, mas confesso que acho estranho falares comigo numa hora destas quando há quatro anos, quando o nosso paizinho morreu, tu me cuspiste na cara e disseste que olhar para mim te dava vômitos. Lembras-te do que gritaste?"
699.
699. "Lembras-te do que gritaste na funerária com a tia Gestrudes a ouvir e a chorar?" E ele não me respondeu mais.
A cena da ideia do "confesso que estou a estranhar teres comigo uma hora destas" fui eu que te dei. Tens de dizer.
Fui eu que dei a ideia de seres giro e responder. E o senhor parou de me responder.
10 minutos a seguir. Pumba, já tinha outra imagem de outro nome.
Outra foto e já estava a fazer phishing de outra pessoa. Vamos embora.
É assim, quando vocês um dia vos der a preguiça no trabalho, que às vezes dá, acontece, vocês pensem no senhor do phishing.
Exatamente.
E pensem: esse senhor do phishing ainda não eram 9h00, já estava ali na labuta. Ele não aceita um não. Quer dizer, ele aceita um não e ele parte para a próxima. As adversidades batem na carapaça e ele segue. Eu acho que vocês têm de encarnar o vosso senhor do phishing quando não vos apetecer trabalhar.
Exatamente. Quando é para ganhar dinheiro, vamos embora às 8h00, é quando a porca torce o galo canta na colher entre o marido e a mulher. E vamos embora.
E segue.
Gostaste desta situação?
Tenho duas coisas para partilhar do TikTok com a nossa comunidade.
Vamos embora.
A primeira é a grande mudança na vida da Rafaella. Para quem não sabe, Rafaella era a ex do Frank, já aqui falámos, a quem roubaram os gatos.
Mas depois não era roubarem, mas depois avisou.
Confusão.
Ninguém sabe muito bem o que se passa. Meu Deus, o Frank levou o avô à Disneyland. Toda a gente está a par.
Espero que saibam, então, Rafaella e Frank, estamos situados. Rafaella é a minha nova obsessão. Já deixei o Frank.
Ok.
Agora eu estou-
Como a própria Rafaella. Também deixou o Frank.
Eu estou mais investida na vida da Rafaella agora. E a Rafaella faz um vídeo a dizer: "Às vezes há mudanças na vida que uma pessoa tem de fazer. A minha vida vai mudar. Nunca vai haver um momento certo, porque o momento certo é quando tu decides", uma cena assim do gênero, e deixa no ar no TikTok o que será que a Rafaella foi fazer. Amanhã eu vou vos mostrar.
A transição vai ser um homem, vai ser o Rafael.
A grande mudança na minha vida. Quando uma pessoa sabe, uma pessoa sabe há muito tempo que anda a pensar nisto, mas não tem coragem, etc. Especulação. O que a Rafaella foi fazer, Guilherme? Rafaella foi cortar o cabelo.
Pronto.
Rafaella tinha o cabelo comprido e agora a Rafaella tem o cabelo pelos ombros. A Rafaella nem sequer rapou o cabelo. A Rafaella tem o cabelo pelos ombros.
Mas para ela pode ser uma coisa muito importante.
Pode.
Vou dizer uma coisa, vou te contar uma pequenina história. Eu via aquele programa da Tyra Banks, que era horrível, mas na altura toda a gente via, era muito giro. E a maior parte delas tinha que cortar o cabelo nos primeiros episódios. Uma delas, depois a certa altura, aquilo foram demais e até lhe fizeram um espaço entre os dentes da frente. Mas pronto, loucuras, vejam o documentário da Tyra Banks. Como é que se chamava o programa? "America's Next Top Model". No início, muitas delas tinham que cortar o cabelo, que elas tinham os cabelos compridos, ou eram loiras e passavam a morenas. Todas choravam quando tinham que mudar o cabelo que tinham.
Sim.
Todas.
Todas choravam porque claramente, e se tu agora olhares para trás, claramente naquele programa ninguém era bom da cabeça. Claramente aquelas miúdas estavam a ser obrigadas a fazer uma coisa que não queriam para serem a grande America's Top Model.
Sem dúvida nenhuma. Mas mudanças drásticas de visual para as mulheres, principalmente no cabelo, é uma coisa que afeta muito mais. E eu não estou a desculpar a Rafaela, estou a falar no geral.
Estás a falar no geral, mas há uma diferença entre estares a ser obrigada a mudar o teu cabelo para seres a nova top model. Bibi, tu podes parar de arranhar o sofá, que eu estou a falar obrigada.
A Bibi está nervosa com o nosso tom. Bibi!
Bibicas, vou te cortar o cabelo.
Ela parou.
Parou. Vais para a casa da Rafaela.
Tu ficas daqueles gatos que parecem um tomate, um testículo. Eu rapo-te.
Vais para a casa da Rafaela.
Por acaso achas que os gatos da Rafaela eram um par de tomates?
Não, eram não.
Não eram sphinx.
Não, o dela era persa.
Ok. Ou seja, tinham um com muito pelo e outro com...
Não, ela não tinha sphinx.
Não tinha sphinx.
Estás a inventar.
Fake news.
Uma coisa é seres obrigada a fazer, outra coisa é quereres cortar o cabelo. E repara, lá está mais uma vez, ela não rapou o cabelo. Rapar o cabelo eu percebo que seja uma mudança muito drástica. Ela tinha o cabelo relativamente comprido e cortou pelo ombro.
Mas para ela pode ser um grande choque.
Está bem, mas não faças esse build up.
Não, mas o build up é redes sociais.
Não ponhas investida na tua vida, Rafaela, se não for para ires emigrar e ires para outro país e eu agora te acompanhar a falar em inglês.
Pois. E depois ela fala lá de uma citação que ela gosta muito e que já esteve no fundo do telefone.
Sim, que é esta.
Podes olhar para os meus braços que estão musculares. Podes parar.
Não, estou a olhar para os pelos dos braços.
Para os pelos? O que é que tem os pelos nos braços?
Sim, porque como estás contra a luz, vê-se os pelinhos todos.
Sabe que eu estou com um grande braço e tu estás tristinha. Nós estamos a gravar um podcast, não estejas triste com o meu corpo.
Era uma das coisas que eu queria falar, fiquei muito desiludida com a Rafaela. Isto não pode ser assim.
Ok.
Isto não pode ser assim. Rafaela que se separou de Frank e fez conteúdo da separação de Frank.
Agora cortar o cabelo é que-
Não pode ser a mesma Rafaela que faz um grande conteúdo de cortar o cabelo.
Pois é. Mas o conteúdo de cortar o cabelo, o segredo está na primeira palavra, é conteúdo. Ela está a fazer conteúdo, por isso é que é o build up. "Meu Deus, o que é que a Rafaela vai fazer?" E depois é uma merda de nada.
E eu sei o que é conteúdo e eu estou investida no conteúdo da Rafaela. Agora, Rafaela, já me deste muito mais.
Mas ela não pode roubar gatos todas as semanas.
Inventa.
Ou ir buscar gatos que foram roubados, não sei.
Inventa.
Está a inventar, é o cabelo.
Pronto.
Meu Deus, olha a mudança. Ela devia tatuar na testa uma coisa que fosse mesmo uma mudança visual.
Essa era a primeira coisa que eu queria.
Ex do Frank, por cima do olho.
Francamente. Pronto, essa era a primeira coisa que eu queria dizer.
Muito bem, excelente tema, gostei muito.
A segunda coisa que eu queria dizer é: há uma outra obsessão que eu tenho no TikTok já há uns tempos. Há um mês e tal, quase dois, que se chama Ally. E a Ally tem um perfil que se chama Upgrade Your Life.
Ok.
Portanto, faz um upgrade à tua vida, melhora a tua vida. Ela estuda ciência comportamental e tem muitos TikToks a mostrar como é que a ciência comportamental, que tem base na psicologia, portanto não é coaching.
Ok.
Como é que a ciência comportamental te pode ajudar a fazer pequenos upgrades na tua vida com coisas pequeninas e é sempre baseada em estudos da psicologia.
Ok.
Eu já te mostrei, é aquela que diz pequenas coisas em que tu podes investir dinheiro que melhoram a tua vida, ou coisas que não dependem de pagar para melhorares a tua vida, hábitos, etc.
Ok, já me mostraste, sim, senhora.
E no outro dia cruzei-me com um TikTok dela, que eu acho que é muito interessante trazer aqui para o "Terapia de Casal".
Vamos embora, estou pronto.
Que são coisas que tu podes fazer em dates, seja dates com uma pessoa que tu ainda estás a conhecer, seja dates com a pessoa com quem tu já estás há muito tempo.
Ok.
E eu até vou mais longe e digo que acho que isto pode ser aplicado a amizades, mas depois tu me dirás.
Ok.
Que melhoram a qualidade do teu dating. São três pequeninas coisas.
Dating, no caso, se tu também vais juntar amizade, estamos a falar de momentos a dois.
Exatamente.
Ok.
Imagina que já vais para o teu terceiro date com alguém. Já foram tomar aquele café básico e depois foram jantar.
Ok.
E isto são coisas que tu podes fazer com esta pessoa para criar pontos de ligação que não sejam só vamos tomar café juntos.
Ok. Ou qual é o teu filme favorito? Eu também gostei muito desse filme. Que é meio infantil, não é? As crianças é que se juntam assim: "Qual é o teu clube?" "Benfica." "Também é o meu." Melhor amigo.
Então, a primeira coisa que ela sugere, ou que a ciência sugere, é tu fazeres uma coisa ligeiramente nova juntos. Ou seja, não tem de ser uma coisa do outro mundo, tipo saltar de avião, mas tem de ser uma coisa ligeiramente nova, porque fazer coisas mundanas não cria a mesma ligação do que fazer uma coisa nova. Porque quando tu fazes uma coisa nova, tens uma energia diferente, ou seja, sentes-te quase reenergizado. E isso faz-te sentir ligação e associação à pessoa com quem tu fizeste esta atividade.
Sem dúvida nenhuma. Nós fomos os dois, num dos nossos primeiros dates, andar de kart e fazer laser tag.
Exatamente. E quando tu pensas em bons dates que tivemos juntos, se calhar lembras-te desse date.
Sem dúvida nenhuma.
Lembras-te da diversão que foi.
Exatamente.
E daquilo que descobriste sobre ti e sobre mim nesse date.
Uma vez vi uma pessoa a dizer que um date ser ir jantar e tomar café é aborrecidíssimo. Um date devia ser uma atividade, tipo vamos ao minigolfe.
Olha, essa é uma das sugestões que ela dá.
Pois.
O que ela diz é que fazer algo juntos exige reação e conversa. Além de construir um momento que tu não tens com outra pessoa, por exemplo, nós os dois a jogar laser tag, nós lembramo-nos de como é que foi jogar laser tag e quão divertido foi, mas no final de jogar laser tag, nós conversamos sobre o jogo de laser tag. O que é que tu fizeste, como é que foste, o que é que aconteceu.
Ok.
E isto cria ligação, gera conversa. Coisas que os casais ou quem está em dates agora e quer tornar-se casal, ou quer perceber se aquela pessoa pode funcionar ou não, porque isto também Ajuda a tu perceberes: eu tenho ligação a esta pessoa, mais do que só qual é o teu clube, qual é o teu favorito.
O teu filme, o que tu fazes.
Exatamente. Portanto, novas atividades que ela sugere: exposições.
Ok.
Minigolfe, escolherem ver um filme estrangeiro com snacks do país de onde é esse filme. Por exemplo, verem um filme espanhol e comerem snacks de Espanha.
Chama-se tapas.
Exato. Andar pela rua, pôr aqueles olhinhos googleais nas coisas.
Ok.
Fazer aquele desafio do Instagram ou do TikTok, não sei se viste há uns tempos, que era: cada pessoa vai pra rua, vão os dois juntos, mas cada pessoa tem uma cor e só pode fotografar coisas dessa cor.
Isso é giro!
E depois no final mostram as fotografias que tiraram um ao outro.
Isso é muito giro.
Pronto, coisas assim desse gênero. Essa é a primeira coisa que ela sugere, é fazer uma coisa ligeiramente nova juntos, mas nada que assuste, nada que ponha uma das pessoas nervosas. Uma coisa diferente, só. A segunda é fazer melhores perguntas de follow-up. Não necessariamente fazeres mais perguntas à outra pessoa.
É aprofundar da maneira certa.
É aprofundar da maneira certa. Por exemplo, se estás num date com alguém e a pessoa diz: "Olha, voltei agora de Roma". Em vez de tu dizeres: "Roma? Já estive em Roma, adoro Roma, aconteceu uma coisa muito divertida em Roma".
Isso é puxar o tema pra ti.
Tu dizes: "Olha, a sério? Já estiveste em Roma? Qual é que foi a tua coisa favorita da tua viagem?" Ou "Roma era o que estavas à espera ou desiludiste? O que correspondeu às tuas expectativas, como é que foi?" Ou seja, não significa que tu a seguir não partilhes a tua história tão engraçada que tiveste sobre Roma. Significa só que fazeres uma boa pergunta de follow-up significa que tu estás a ouvir a outra pessoa e que estás interessado naquilo que a outra pessoa está a dizer. E isso pode criar mais pontos de ligação do que ser simplesmente aquele pingue-pongue de: "Ah, foste a Roma, sim, eu também já fui".
"Eu já estive em Roma, check". "Já foste a Londres? Também já fui, check".
Exatamente. E isto de fazer melhores perguntas de follow-up não se aplica só quando tu estás a conhecer uma pessoa. Também pode aplicar-se a tu vens ter comigo ao final do dia e dizes: "Nem vais acreditar o que é que aconteceu hoje no trabalho". E eu: "Ah, é? Conta-me". E tu contas e eu digo: "Como é que tu te sentiste em relação a isso?"
"E depois o que é que tu disseste? O que é que tu fizeste?"
"O que é que tu respondeste?"
Mas estás imerso.
Sim, na história.
Na história.
Sim, mas muitas vezes quando tu estás, sobretudo nos primeiros momentos de dating.
Tu queres te parecer interessante.
E não queres simplesmente ouvir a outra pessoa.
Eu acho é que essa é a dinâmica dos dates, que é tu quando estás a conhecer uma pessoa, se estás num date com uma pessoa, imagina que eu estava num segundo date contigo, eu já estou interessado em ti. Eu quero é que tu me aches interessante.
Claro!
E então as pessoas passam a maior parte do tempo do date a querer fazer-se passar por interessantes pra poder interessar a outra pessoa. E eu acho que esse é que é o defeito. Acho que é mais interessante tu focares a tua atenção na outra pessoa e não na imagem que a outra pessoa tem de ti.
Nem mais. O que a Ally diz é que isto é pra deixarmos de ter momentos de date em que parecem entrevistas de emprego, mútuas, que cada pessoa está a querer contratar uma à outra. Não, na verdade, cada pessoa está a querer ser contratada.
Exatamente.
E por fim, fazerem uma atividade que requer cooperação.
Ok.
Não necessariamente uma atividade em que se ponha um contra o outro.
Tipo escape room.
Tipo escape room. Por exemplo, jogar um jogo em que estejam na mesma equipa, cozinhar juntos, qualquer coisa. Irem os dois com o objetivo de encontrar o melhor croquete da cidade e concordarem qual é o melhor croquete da cidade.
Ok.
Porque isto exige um tipo de interação diferente do que simplesmente estares frente a frente com alguém. Até porque o simples fato de estares frente a frente num date, dá esta sensação de: "Ok, vende-te" ou "vou me vender, ouve-me, ouve o que eu tenho pra te dizer".
É inconsciente, mas parece um versus.
Exatamente. Ao passo que se tu vais com alguém tentar encontrar o melhor croquete da cidade, exige uma cooperação que cria vínculo, porque no final, os dois decidiram: este é o melhor croquete da cidade. Ou no final do escape room, os dois conseguiram sair do escape room a tempo.
Acho isso interessantíssimo, Rita donova.
Pronto, e queria trazer estas três pequeninas coisas, porque a Ally é uma obsessão minha. Há muitas coisas que eu adoro os TikToks dela, estou sempre a ver, mas esta achei que era especialmente interessante aqui pra terapia de casal, porque acho que as pessoas podem aproveitar, mesmo quem já está junto há 20 anos e já não sabe o que é que há de fazer mais diferente, usem estas três dicas para criar a vossa ligação ainda mais forte.
Achei interessantíssimo e muito giro. E tu achas que nós fazemos isso?
Eu sinto que nós fazemos bué estas coisas. Sinto imenso. Talvez a cooperação seja o que nós fazemos menos.
Não acho nada. Nós estamos constantemente nós contra o mundo. No sentido prático de nós temos imensas atividades que somos nós a ir fazer coisas fora.
Não, mas isso eu acho que é mais a novidade, fazer coisas diferentes.
Mas também nós contra as outras pessoas, no sentido, não é nós contra o mundo, mas nós como equipa a fazer coisas.
Achas? Não acho nada. Acho que nós fazemos muito menos coisas de cooperação, mais facilmente nos pomos na competição um com o outro.
Em jogos e coisas do gênero, sim.
Então mas dá um exemplo de coisas que fazemos em cooperação.
Como é que eu digo isto? Acontece-nos ir a eventos sociais e sair de lá e falarmos daquilo que nós passamos e daquilo que nós achamos. Somos nós a analisar a experiência que acabamos de ter enquanto casal.
Sim, mas eu acho que é diferente disso que eu estou a dizer.
É um exemplo que me veio à cabeça agora.
Eu acho que isso até é mais fazer uma coisa nova. Ou seja, pôr-nos numa situação que é um bocadinho desconfortável para os dois e depois conversarmos sobre como é que foi, percebes? Pra mim encaixa mais no "vai fazer uma coisa diferente".
Mas a maneira como tu, e aqui eu estou a falar genérico, como os casais saem de um jantar com amigos e vão no carro a fazer o relatório do jantar, isso é colaborativo, porque das duas, uma: ou vais no carro e dizes assim: "Pá, eu não acredito, estiveste o tempo todo a falar disto e que falaste assim com a minha amiga", isso é adversarial. Nós somos colaborativos e cooperativos no sentido em que: "tu viste o que é que estava a acontecer?"
Eu estou a falar de cenas mesmo básicas, de vamos os dois fazer um escape room Nós não temos tanto esse chip.
Eu acho que temos, mas podemos fazer com mais coisas práticas e óbvias. Mas eu acho que nós temos.
Ok. Eu acho que é o que temos menos, não quer dizer que não tenhamos, mas acho que é o que temos menos.
Sem dúvida, é o que temos menos.
Pronto, queria trazer isso.
Muito giro. Olha, vamos a e-mails. Nós temos bons e-mails.
Vamos começar. Eu queria começar com o pai das crianças.
Tu queres começar-
É um e-mail grande.
Só relembrar que nós para a semana vamos fazer o "Arouto" da comunicação. Portanto, se vocês sempre quiseram dizer alguma coisa a alguém e nunca tiveram coragem, que pode ser tudo, nós já recebemos bons e-mails de coisas bastante inócuas e até cheiros no local de trabalho, vou dizer assim. Mas se sempre quiseram dizer alguma coisa a alguém e nunca tiveram coragem, nós dizemos por ti. Nós só precisamos de duas coisas: o primeiro nome da pessoa e o que queres comunicar a essa pessoa. E nós fazemos essa comunicação por ti. É só mandar para terapiadecasalpodcast@gmail.com. Vamos inaugurar aqui este novo "Arouto" da comunicação, que sou eu e a Rita a comunicar coisas por vocês, que vocês nunca tiveram coragem de dizer. Olha, engasguei na minha própria saliva.
Avô.
Como o avô?
Está tudo bem.
Eia, com caraças. Estou baralhada.
Não, o pai das crianças foi o que eu disse. Eu quero primeiro o pai das crianças.
Tu queres o pai das crianças, vai o pai das crianças.
E chamámos Rita da Nova à pessoa que enviou o e-mail. Vocês já vão perceber porquê.
Exatamente.
"Olá, preciso de ajuda com uma situação que não é minha, mas que por muitas coincidências acabei por saber de segredos que não me dizem respeito".
Não é o melhor género de segredos.
É fofoca de pessoa que não está relacionada conosco.
É excelente. Quando calha um segredo de outra pessoa que tu não tens... Excelente.
Não tens nada a ver com isso. "Não os devia saber e agora não sei como lidar, nem como fingir que não sei o que sei".
Exatamente.
"Preciso de sigilo máximo".
Ok.
"E por isso peço desculpa, mas vou usar os nomes das personagens de um dos livros da Rita para contar esta situação. Preciso de contar isto com nomes para não ficar muito confuso, uma vez que estão muitas pessoas envolvidas".
Ok, então vais ser tu a narradora desta história.
É, porque tudo é da Rita.
Portanto, és a Rita da Nova.
"Mas estou à vontade para trocar os nomes que eu atribuí". Não, tu atribuíste.
Não, está excelente.
"Para explicar melhor, preciso de vos dar um contexto que começou há uns anos. Um amigo meu do secundário, vou chamar-lhe Eduardo, começou a namorar com uma rapariga, vou chamar-lhe Helena, mais ou menos no final da faculdade".
Muito bem.
"Somos de faculdades diferentes, por isso eu nunca cheguei a conhecer muito bem a Helena, mas uma coisa que todos os amigos do secundário se aperceberam desde o início é que a Helena é extremamente ciumenta".
Ok.
"Ao ponto de, por exemplo, o Eduardo não poder ter conversas privadas com outras mulheres, seja pessoalmente ou por mensagens ou nas redes sociais".
Ok, isso é esquisito.
"Como a meu ver esta relação era bastante tóxica, diria até no limiar do abusivo, o Eduardo foi se afastando do grupo de amigos do secundário e nunca falou muito da relação dele com a Helena, mas foi uma relação que me pareceu sempre muito atribulada. Estavam sempre a discutir por tudo e por nada. Contudo, para espanto de quase todos no nosso grupo de amigos, ao fim de cinco anos casaram".
Ok.
"Até no casamento, volta e meia, eles começavam a discutir".
No próprio dia do casamento? Eia, com caraças.
"Eu fui convidada e apanhei várias vezes os fotógrafos confusos sem saber o que fotografar enquanto uma das madrinhas ia acalmar a noiva para a festa continuar".
Bem, respect por esse fotógrafo de casamento.
"Ao fim de quatro meses, separaram-se, para surpresa de um total de zero pessoas". Portanto, neste momento, o Eduardo e a Helena-
O Eduardo e a Helena separaram-se.
Exatamente. "A partir daí, o Eduardo foi aparecendo mais nos encontros que havia entre nós, amigos do secundário. E a certo momento desabafou e disse que a separação se deveu a quererem coisas diferentes da vida".
Muito bem, ele queria falar com outras pessoas e ela não deixava.
"Ele gostaria de ser pai, mas a Helena odeia crianças, por isso não estava nos planos dela engravidar e nem considerava a hipótese de adotar uma criança um dia no futuro".
Ok. Não deviam ter falado disso antes do casamento.
Obviamente.
Pronto.
"Ao fim de uns dois meses da separação, o Eduardo resolveu emigrar".
Muito bem.
"Passado cerca de oito meses da separação, ou seja, mais ou menos na..." Eu sinto que já estou a ver para onde isto vai. "Ou seja, mais ou menos na altura em que o Eduardo e a Helena fariam um ano de casados e cerca de uns seis meses depois do Eduardo emigrar, eu estou à conversa com uma amiga da faculdade, vou chamar-lhe Telma, em que ela desabafa comigo que está cheia de trabalho porque a equipa dela, que eram três pessoas, de repente as outras duas meteram baixa e o chefe esperava que ela fizesse o trabalho dos três".
Ok.
"No desenrolar da conversa, apercebi-me que uma dessas pessoas era a Helena".
Que está de baixa.
"Que meteu de baixa por gravidez de risco, logo nas primeiras semanas da gravidez".
What? Então a Helena que não queria ter filhos, agora está grávida.
"O outro colega da Telma é o David, que estava numa relação recente com a Helena e assumiu que era o pai da criança".
Ok.
"Pediu uma licença não remunerada para poder reorganizar a vida e apoiar a Helena em casa, uma vez que ela teria de ficar em repouso máximo".
Claro, sim, senhora. Muito bem. O pai da criança está muito bem.
"Eu fiquei em choque ao perceber que a Telma me estava a falar da mesma Helena. Mesmo confirmando com fotos no Instagram, não queria acreditar nesta situação. Decidi manter isto em segredo e não revelei a ninguém no grupo de amigos do secundário".
Ou seja, não revelou ao Eduardo.
Não revelou a ninguém, nem ao Eduardo. "Foi uma coincidência e sinto que não deveria ter ficado a saber o que soube pela Telma. Não contei a ninguém do grupo de amigos a fim de evitar que o Eduardo ficasse magoado".
Certo.
"Repito, o motivo da separação foi que o Eduardo queria ser pai, a Helena não. E por volta da data em que fariam um ano de casados, a Helena engravida do David e resolve assumir uma família com ele".
Porra, mas foi rápido. Então foi um ano depois da data do casamento, ou seja, 12 menos 4, 8. Oito meses depois de se separar.
Uhum.
Como caraças?
Pequena pausa para dizer que foram as coincidências com o livro da Rita que me fizeram dar o nome das personagens. Rita, desculpa. E o Telma foi escolhido por ser sempre esse nome escolhido pelo Guilherme como nome incógnito. Estamos bem, Rita, estás bem, está tudo bem. A Telma nunca foi propriamente amiga da Helena nem do David.
Ok.
Só falava com eles no trabalho e ao fim de pouco tempo entrou em burnout escutamente e despediu-se, por isso nunca mais soube nada entre a Helena e o David.
Mau, Telma, tu não te podes despedir.
Não podes ir abaixo agora, Telma.
Nós precisávamos de ti. Telma, nós precisávamos de ti.
Calma que isto ainda não acabou. Entretanto, a vida seguiu. Para mim, foi cada vez mais fácil manter este segredo, uma vez que o Eduardo tinha emigrado e por esse motivo já há pouco falava com o resto do grupo do secundário. E eu quase de certeza que nunca mais iria voltar a ter de conviver com a Helena.
Pois claro.
Até ao dia em que o Eduardo reaparece no grupo a dizer que tinha novidades. Não estás pronto. Tinha reatado com a Helena.
Não.
Ela tinha-se mudado para o estrangeiro para viver com ele e tinham acabado de ser pais de gémeos.
Espera, então a criança...
Segundo ele, fruto de uma recaída que tiveram enquanto estavam separados e numa viagem que a Helena fez em que foi ter com ele. Uma história que não coincide em nada com a história que a Telma me contou, sendo que confirmei a cara das pessoas com as fotos do Instagram para ter a certeza que eu e a Telma estávamos a falar das mesmas pessoas. E as datas batem certo com a gravidez em que o David assumiu que era o pai.
Está aqui a acontecer uma de duas coisas. Ou o David é o melhor homem do mundo e pôs uma baixa para ajudar a Helena com baixa de gravidez de risco, achando que é o pai, ou melhor, sabendo que não é o pai, mas por gostar dela.
Eu acho que o David não sabe que não é o pai.
Ou o David não sabe que é o pai.
Que não é o pai.
Não sabe que não é o pai. Não, não sabe que não é o pai, acha que é o pai.
Exatamente.
Acha que é o pai.
Isso é mais fácil, se calhar.
Sim, se calhar da dupla negativa. Ou então, o David acha que é o pai e está enganado.
Exato.
Foi enganado pela Helena.
Mas entretanto, como é que se dá o momento de: "Então já não quero estar contigo e vou estar com o verdadeiro pai das crianças."
Eu não sei como é que a Helena fez isso.
O que faço agora? Por um lado, são pessoas que não estão presentes no meu dia a dia, por isso não devia importar-me com isto. Mas, por outro lado, sei de um segredo que não devia saber e não sei até quando vou conseguir fingir que não sei. Do que conheço do Eduardo e de como sei que ele sempre se rebaixou perante a Helena, parece-me que resolveu assumir as crianças mesmo sabendo que não são biologicamente dele. Também pode ser.
Pois, é que essa é a outra opção que há nisto, que é assim que a Helena engravidou do David, ela pensa: "O Eduardo, que é o homem da minha vida, sempre quis ter filhos e eu agora estou grávida. Eu vou ter antes estas crianças com o Eduardo e caga no David, que é o pai das crianças." É que isso então é ainda mais grave.
Pronto. Espera.
O David foi só uma espécie de cavalo de Troia, não é?
Exato. Tudo certo se tiver consciência disso. Ou seja, tudo certo se o Eduardo tiver consciência de que os filhos não são dele, mas está a educar filhos que não é dele.
Tudo certo, quer dizer...
Mas será que tem? O que será das crianças quando o Eduardo e a Helena se separarem? Dada a história de toda a relação deles, não vejo um grande futuro como casal. O que acontecerá às crianças quando se separarem mais uma vez? Ainda por cima no estrangeiro, onde acho que não têm rede de apoio familiar ou de amigos.
Eu agora estou focado nisto. Será que o Eduardo acha que é o pai das crianças e não é?
Porque supostamente tiveram uma recaída.
Ou seja, foram para a cama, certo.
Quando estavam separados e ele acha que ela engravidou daí, mas não bate certo com essas datas, bate mais certo com as datas do David.
Mas a própria Rita da Nova não sabe quem é o pai.
Não.
Por quê? Porque a colega de trabalho, a Telma, vai de baixa com burnout. Não pode ser, Telma, tu tens que deixar o teu burnout mais para.
Telma, há momentos em que não pode ser. Lembra-te do homem do fishing. Há momentos em que é para começar a trabalhar à noite e de manhã.
Tem que ser às 11:00 logo. Eu estou muito investido nessa história.
Posso só continuar?
Vai, dale.
Como posso saber se o Eduardo não está a ser enganado? O que será que aconteceu ao David, que prontamente se assumiu como pai das crianças? Aposto que rapidamente se fartou de aturar a Helena, mas isso sou eu a especular. É um segredo demasiado grande para conseguir aguentar por muito mais tempo. E ainda por cima estão a planear vir batizar os bebés a Portugal no próximo verão. Se por algum milagre conseguir manter isto em segredo até lá, o mais provável é explodir no meio do batizado. Estou a planear arranjar um compromisso qualquer mal me digam a data do batizado. A única pessoa a quem contei esta história foi ao meu namorado, que nunca conheceu a Helena e que também é da opinião de que o Eduardo sabe que os filhos não são dele, mas que ou a Helena disse que é o pai, ou a Helena disse que o pai não as quis assumir, ou que não sabe quem é o pai. Vai ser um 31 se o David se lembrar de ir atrás das crianças. Imagina que estariam na minha situação. O que fariam? Obrigada por todos os episódios do podcast, são a minha companhia preferida enquanto trato dos livros da casa. Bem, eu acho que tenho um novo e-mail favorito. Rica.
Rita da Nova, este e-mail é excelente.
Perfeito. Muito obrigada por teres partilhado este escrito connosco. De momento sabemos eu, tu, o Gui, o teu namorado, a Telma.
E algumas milhares de pessoas.
Mas está tudo bem.
Algumas milhares, dezenas de milhares de pessoas.
Está tudo bem. Bem, eu não sei o que é que faria nesta situação, mas eu acho que falava com o Eduardo.
Falavas?
Acho.
Tu não tens intimidade nenhuma com o Eduardo.
Ela tem intimidade. Ela é amiga do secundário.
Épa! Intimidade para falar de os bebés não são teus.
Já sei. Isto tem de ser feito à filme. O Eduardo tem de receber uma carta anónima.
E se depois o Eduardo sabe? E se o Eduardo recebe a carta e diz: "Pois, eu sei, a Helena explicou-me, são do David."
Então? Tudo bem. Esse é o melhor cenário.
E o David não recebe uma cartinha?
Não, quem tem de receber é o Eduardo, porque é com o Eduardo que esta pessoa se preocupa, não é?
Eu estou preocupado com o David.
Mas não sabes se o David simplesmente não largou a Helena, não lhe disse: "Engravidaste, eu não queria filhos."
Não, então foi um descuido, foi a Helena. Primeiro, adoro...
Não, o descuido não foi do David, o descuido foi mais tarde.
Foi da Helena, por isso é que eu estou A Helena teve um descuido com o Eduardo. Teve uma recaída.
Sim, mas tu estás a assumir que esse foi o momento da conceção. Eu estou a assumir que o momento da conceção foi com o David.
Certo, mas independentemente disso, o David é um homem que está numa relação, acha que vai ser pai e depois é traído.
Não sabes. A questão é que aqui não sabemos.
Não sabemos o quê?
Eu não sei.
Que informação é que me falta na parte do David? Põe-te nos sapatos do David. O que é que falta na informação do David?
Mas tu não sabes o que é que aconteceu antes entre a Helena e o David. Pode ter acontecido o David ter dito: "Eu não quero ser pai destas crianças". Mas ele depois ia para casa para ajudar, portanto provavelmente sim. Tens razão. Pronto, calma, esqueci-me desse pormenor. Escusas de olhar para mim como se eu fosse estúpida.
Ninguém está a olhar para ti como se fosses estúpida. Calma, somos nós contra o mundo.
Não, não somos. Neste momento, não somos. Estás a ver? Como nós não cooperamos.
Não estava era a perceber o teu ponto de vista.
Eu adoro esta história porque não há uma resposta. Eu acho que mandava uma carta anónima ao Eduardo.
Não pode ser.
A dizer: "Olha, a matemática não está a matematicar".
Descreve uma carta. Estás a escrever a carta.
"Eduardo, não interessa quem é que eu sou, nem como é que eu sei estas coisas, mas sei que na altura X a Helena estava de baixa por gravidez e trabalhava com o suposto pai das crianças, que também pôs baixa nessa altura para a ajudar. Essas datas não batem com a possível gravidez da Helena por ti".
Se sabes
Se sabes
Tudo bem, fico feliz, mas se não sabes acho que devias saber.
Investigue-se.
Ok.
Tu não gostavas de saber, se fosses o Eduardo?
Honestamente, eu não sei se não é melhor para o Eduardo viver a vida toda dele a achar que as crianças são dele. Enganado.
Mas por que nós estamos a assumir
Na hipótese do Eduardo achar que são dele e não serem.
Não é isso. Por que nós estamos a assumir que sabemos o que é melhor para uma pessoa? Eu acho que aquela pessoa é que deve saber o que é melhor para ela com a informação toda.
Mas a primeira parte do que tu disseste é um argumento para então não te metas.
Não, eu acho que deves meter-te, porque aquela pessoa deve ter toda a informação. Para mim é tal e qual tu estares a ser traído. Se eu estivesse a ser traída por ti e se alguém soubesse, e isto é um apelo que eu estou a fazer a quem está a ouvir neste momento o podcast
Malta, ninguém se chiba.
Eu queria saber. Tu não querias saber se estivesses a ser traído?
Ya.
Tu não querias?
Malta, se o line dancing, com muitas aspas
Queres dizer que tu é que me inscreveste no line dancing.
Eu sei lá se tu vais, só fui lá duas vezes. Se o line dancing for cavalgar em cima de um senhor com botas de cowboy, diga-me, só se for.
Eu não sou homem. Portanto, não dá bem para fazer esta coisa do estares a criar filhos que não sabes que não são teus.
Ya.
Mas eu acho que não quereria chegar ao fim da minha vida e alguém me dizer: "Olha, lembras-te daqueles filhos que tu achaste que eram teus a vida toda? Não são".
Ya.
E pronto. Eu agora queria muito dar um exemplo de um livro que eu li.
Mas não podes porque é spoiler do livro.
Sim, e queria que tu lesses esse livro, então não posso dizer nada.
Muito bem. Olha, eu por mim fechamos aqui.
Eu adorei este e-mail.
Eu adorei este segredo, adorei este e-mail. Excelente e-mail. Muito obrigado, Rita da Nova.
Acho que nós devíamos pôr uma caixinha na divulgação para as pessoas serem team contar ou não contar ao Eduardo.
Mas mesmo com a possibilidade do Eduardo já saber.
Sim, porque isso, só saberás se ele sabe se lhe contares.
Não dá para pôr uma poll.
É isso.
Uma caixinha.
Team contar ou team não contar.
Um widget, queres pôr um widget.
Um widget. Quero pôr uma interatividade. Olha, para termos aqui um dia de cooperação também com os nossos ouvintes.
terapiadecasalpodcast@gmail.com é para onde vocês podem enviar os vossos e-mails, exatamente como fez a Rita da Nova.
Não esta, a outra.
Que nós acabamos de ler. Podem enviar também as mensagens que vocês querem para o nosso arauto da comunicação. Nós vamos dizer às pessoas, olha, no fundo é isso. Ninguém tem coragem de dizer ao Eduardo e nós escrevemos aqui uma mensagem. É exatamente isto que vai acontecer no próximo episódio. Nós vamos comunicar aqui diretamente às pessoas o que vocês precisam de ser comunicado. Depois vocês só têm que enviar o podcast com o link para a pessoa e a pessoa vai ouvir.
Até às vezes dá para copiar mesmo no minuto certo.
Exatamente. Fazem logo o tag e no minuto que é preciso com a mensagem para a pessoa que vocês querem. Portanto, nós vamos comunicar por vocês para a semana e comunicamos com vocês todas as semanas. Muito obrigado.
Olha, que bonito.
E se eu por acaso ando a trair a Rita, ninguém se chiba. Pouco barulho. Ai, ai.