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Olá, muito bem-vindos a mais um episódio de "Terapia de Casal". O meu nome é Guilherme Fonseca, comigo está a minha querida mulher, Rita da Nova, que esta semana me abandonou.
Primeiro, estás com uma energia.
Cagou de alto para esta família, cagou de alto para os seus gatos, cagou de alto para a sua casa e foi sete dias para longe.
Primeiro, não foi sete dias.
Dando raramente notícias, ignorando os apelos de ajuda.
O quê?
E cagando de alto nas pessoas que supostamente ama. Bom dia!
O quê? Acusações gravíssimas a serem feitas logo de manhã, à segunda-feira. Eu não estou a perceber o que se está a passar. Primeiro, não foram sete dias.
Foram seis.
Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado. Seis dias.
Seis dias.
Sendo que-
Era suposto ser sete e a minha mulher não aguentou longe de mim e voltou mais cedo.
Era suposto ser sete e eu tinha aqui apontado "saudades de casa" como tema para falar. E acho injusto, que eu voltei mais cedo. Só era para estar a vir hoje, domingo, que estamos a gravar.
A que horas?
Eu só chegava às 14h.
Por acaso foi muito engraçado. Agora estou de volta ao normal. O início era provocação.
Pede-me desculpa.
Não vou pedir.
Pede-me desculpa.
Desculpa. E então, o que aconteceu? Foi muito engraçado, tu era suposto voltar domingo às 14h, ou que seja.
Chegava às 14h, quase 15h.
Às 15h. E a semana ia avançando e tu ias voltando cada vez mais cedo.
Não foi.
"Não, eu volto no sábado à noite. Não, eu volto sábado à tarde".
Eu não disse sábado à noite. Eu disse: "Vou voltar sábado em vez de domingo. Estou com saudades de casa, estou com saudades tuas, estou com saudades dos meus gatos". Estás a ver? Estás a me obrigar a ser uma pessoa que eu aqui não sou. Percebes?
Podias ter dito que era só dos gatos, não era de mim.
As pessoas não precisam de saber.
Está gravado que tinhas saudades minhas? Está gravado? O microfone apanhou? Um, dois. Um, dois.
As pessoas não precisam de saber que aqui dentro há um coração.
Há pequenino, às vezes não se vê. E não está sintonizado. Não se percebe o que é que .
Não precisavam de saber. Mas sim, fui para o Porto com a minha amiga Pat. Entre outras coisas, fui escrever.
Ok. O que isso quer dizer, Rita da Nova?
Que estou a escrever um novo livro.
Uuuuh! Não consigo fazer este som de série.
Uuuuh!
Uuuuh! Não consigo.
Parece a Uga. Que estou a escrever um novo livro. Ainda devagar. Já estou a escrever uma média de mil palavras por sessão de escrita, o que é bom.
Ok.
É muito bom.
Então, se foram seis dias no Porto, tens 6 mil palavras.
Não, não escrevi 6 mil palavras em todos os dias.
Ok.
E não escrevi todos os dias.
Ok.
Na segunda-feira não escrevi, foi o dia em que cheguei.
Segunda-feira não foi à escola.
Não fui à escola. E sábado não escrevi porque foi o dia em que vim embora.
Sim, senhora.
E sexta também não escrevi.
Foi para lá para escrever e depois só escreveu uma horinha.
Escrevi bastante. Até te posso dizer o que é que escrevi enquanto lá estive.
Ela tem tudo apontado.
Escrevi cerca de 4 mil palavras, 5 mil palavras.
Isso já é o quê? Um capítulo.
Não, é mais. Eu já tenho 15 páginas de livro.
Uuuuh!
Estou a escrever, fui para lá escrever com a minha amiga Pat e aproveitei. Eu gosto sempre de, pelo menos no início dos projetos, ir para fora para estar concentrada.
Muito bem. Já foste para Itália, já foste para o Porto também. Desde que estejas longe de mim, tu és mais produtiva.
Não, é só porque estou longe da rotina.
Sim, senhora.
Não tenho de cozinhar, etc. Mas também aproveitei para gravar dois episódios de "Livra-te" com pessoas do Porto.
Muito bem, mas isso é outro podcast.
E aproveitei para jantar com a comunidade do "Livra-te" na sexta.
Muito bem. Olha, eu acho excelente que eu também aproveitei que tu não estavas cá para gravar mais episódios do "Uma Ideia", o meu outro podcast, já que estás a falar. E gravei muito bem com duas senhoras que fazem humor, dos "Senhoras da Comédia". Excelentes, muito simpáticas e gravei com elas.
E eu aproveitei. Estou tu.
Então.
Porque eu foritei-me de ver filmes esta semana.
Pois foi. Tu estás a fazer uma cena de filmes dos Oscars. Conta às pessoas o que estás a fazer.
Bem, vais-me já dizer que isto é outro podcast.
Não, uma coisa é estarmos aqui a discutir os filmes um a um, isso é o "Private Show".
Não, vais me dizer que é outro podcast, porque eu quero fazer na semana antes dos Oscars, um episódio de "Livra-te" em que vou sugerir livros para os filmes que estão nomeados para melhor filme.
Ok.
Não para todos.
"Frankenstein". Vou sugerir este livro, curiosamente, que se chama "Frankenstein".
Sim, mas o que eu vou fazer é isso.
"Hamnet". Vou sugerir este livro, que é qual?
"Hamnet".
Opa, o "Hamnet".
"Strange Dream", "Bugonia". Não, mas basicamente é isso. Vou pegar nos filmes que estão nomeados para melhor filme, só esses, porque senão nunca mais saía dali, e vou sugerir livros que tenham que ver com a vibe. E então comecei a ver os filmes que estão nomeados para os Oscars.
E tu já viste sete dos 10 nomeados a melhor filme.
Exatamente. Só me falta "Bugonia", falta "Valor Sentimental" e falta "Agente Secreto".
Pois, eu vi só cinco de 10. Falta "Martin Supreme", que tu já viste sem mim.
E "Hamnet".
E falta-me o "Hamnet", que tu viste sem mim.
Eu vi sem ti o "Hamnet" na estreia dele do Le Fest acá em Portugal. Fui com a minha amiga Márcia.
Uhum.
E vi o "Martin Supreme" esta semana. E é assim: é o filme até agora para mim, dos Oscars.
O "Martin Supreme"?
Uhum.
O pingue-pongue?
Sim.
Muito bem.
É inacreditável.
Gostaste mais do que o One Battle After Another?
Gostei muito mais do que o One Battle After Another.
A sério? E eu sei o que é que tu gostaste do One Battle After Another.
Eu gostei do One Battle After Another, mas o Marty Supreme é... Eu não vi o Uncut Gems. Eu sei que é de um dos irmãos que fez o Uncut Gems. Eu não vi o Uncut Gems, portanto eu não estava à espera que de 10 em 10 minutos, nem de 10 em 10 minutos, de dois em dois minutos, tivesse a acontecer uma coisa frita. E tivesse a acontecer uma coisa que é tipo: "What the fuck?"
Ya. Sendo que o Uncut Gems não é bem frito, o Uncut Gems é só acelerado.
Este também é acelerado, só que este é, eu sem te estragar o filme, e sem estragar o filme para as pessoas.
Faz favor.
É sobre um jogador muito bom de ping pong, que sabe que é muito bom e que quer ir a uma competição.
Ok.
E quer ir a uma competição por um motivo específico, que eu não vou dizer. E então, isto é muito mais sobre ele tentar arranjar dinheiro para ir ao Japão.
À competição.
À competição, do que sobre a competição em si.
Já percebi tudo.
É só isto.
Ok, já entendi.
E de dois em dois minutos acontece uma merda qualquer. Tu ficas: "Ok, este gajo nunca lá vai chegar". Pronto, é isto.
Ok.
E é muito giro. O Chalamet está feio, mas está ótimo.
Ok. O gajo anda a fazer de tudo para ganhar o Oscar. Eu não sei quem é que se tem esforçado mais nos últimos meses, eu para vender bilhetes para o meu solo ou o Chalamet para ganhar um Oscar. Olha, somos dois profissionais, homens bonitos, bem-sucedidos nas nossas áreas.
Às vezes feios.
No nosso grind. A fazer o nosso grind.
Às vezes feios quando têm de ser feios.
Quando temos de ser feios, somos feios.
Eu acho-
Comprem bilhetes para o meu solo
...que ele vai ganhar o Oscar de melhor ator.
É bem possível. Lá nos Polymarkets da vida, ele está em primeiro nas apostas.
E para mim, merecido. Até agora do que eu vi.
Enquanto tu não estavas cá, eu vi o F1.
Também vi. Também vi quando lá estavas, vi com a minha amiga Pat.
E eu vou dizer uma coisa. Atenção que nós estamos só marido e mulher a conversar sobre os filmes que viram esta semana e não estamos aqui a estragar o filme a ninguém. Mas eu não percebo absolutamente nada de Fórmula 1, não tenho qualquer interesse na Fórmula 1, eu não acompanho nenhuma corrida, aquilo para mim é trânsito gravado, eu não tenho interesse nenhum na Fórmula 1.
Não é trânsito.
É trânsito gravado. Eu conduzo daquela maneira no trânsito.
Como é que se diz? Raiva no trânsito.
É raiva no trânsito gravada. E eu vou-vos dizer uma coisa: o filme é formulaico, azeiteiro, tem imensos clichês ali, não há necessidade nenhuma do Brad Pitt andar a comer a outra senhora, nenhuma. A não ser, tem lá uma cena em que alguém encosta alguém a uma porta e lhe dá uma beijaça de língua. Mas é para divertir muito que eu recomendei o filme.
É muito divertido.
É muito azeiteiro e muito giro.
Primeiro, são quase três horas.
Três horas e meia.
Não, não são três horas e meia, são duas horas e quarenta.
São duas horas e quarenta. O filme passa a correr.
Passa a correr, porque eles também estão a correr.
Eles estão muito rápidos.
Eles também passam a correr.
Eu fiz uma pit stop só para xixi a meio.
Eu não fiz pit stop nenhuma.
Vi uma crítica ao filme muito engraçada, que dizia quando os carros têm de parar, lá os intercomunicadores que estão com os fones dizem: "Box, box". E eu vi uma crítica no Letterboxd, dizia só: "Technician, box, box. Brad Pitt, what's in the box, box?" Muito giro.
Ya, muito giro.
E outra crítica no Letterboxd dizia: "É assim que eu jogo Mario Kart". E eu também curti.
Olha, também é assim que eu jogo Mario Kart, é tipo contra tudo. Olha, muito giro.
Mas então foste escrever e ver filmes, é isso que tu me estás a dizer.
Sim, vi muitos filmes, além de ver filmes dos Oscars.
E comer, foste comer no Porto.
Comi buéda bem no Porto. Além de ver os filmes dos Oscars, vi também o After Sun, que eu ainda não tinha visto. E que porrada emocional que é o After Sun.
Que é das choradeiras, não é?
Eu não chorei, só fiquei a olhar para o teto a seguir.
Ok, ficaste em choque.
Fiquei em choque.
É um filme sobre tetos, não é?
Sobre tetos. Não, não é sobre tetos. Mas é difícil. Pronto, portanto fui ler, fui escrever, fui ver filmes, fui comer. Olha, foi uma boa semana.
Foi um retiro de arte.
De nutrição.
Nutrição.
Da alma e do corpo.
De mídia e de entretenimento e de artes.
E de artes.
Muito bem.
Muito bem. Tu estiveste bem?
Eu estive sossegadinho, estive a fazer stand up, fiz três atuações em dois dias, que foi bom.
Estás a ver? Andaste aí meio Marty Supreme.
Marty Supreme, Marty Supreme. A Marte Supreme?
Não.
Não.
Não.
Mas andei a atuar, acabei um jogo, adiantei o meu livro e trabalhei. Na verdade, foi isto que eu fiz esta semana.
Adiantas o teu livro que estás a ler. Calma.
Sim, adiantei o meu livro que eu estou a ler.
As pessoas não vão acreditar que estás a escrever um livro.
Não estou. Quer dizer, quando eu escrevi um, as pessoas disseram que eras tu. Não pode ser também agora sair o teu e dizerem que fui eu. Mas pronto, tudo bem.
Não, não podem, desculpa.
Eu gostava de trazer um tema sério aqui para o nosso podcast, se me permitires.
Permito.
É só porque esta semana, além de andar a cair-
Muito difícil. Olha, um abracinho para toda a gente que...
Mas é exatamente disso que eu queria falar, porque eu sinto, e acho que vou sentir durante muito tempo, uma dívida de gratidão para com a cidade de Leiria, que eu andei a extorquir dinheiro e a fazer dinheiro por causa do meme de Leiria não existe. Entre livros, depois quando fui gravar lá o podcast com o presidente da Câmara, que foi simpatiquíssimo comigo. Depois quando fui gravar aquela série da Samsung, que era também sobre provar que Leiria não existia. As pessoas de Leiria sempre foram como se fosse uma entidade única.
As gentes.
As gentes de Leiria sempre foram impecáveis comigo, sempre foram simpatiquíssimas com a brincadeira de Leiria não existir e com os parvoíces que eu fui lá gravar. O presidente da Câmara começou por me convidar para eu falar com ele e depois foi convidado pela Samsung para gravar para a minha série. Eu estive duas vezes com ele. E agora o homem anda completamente desbaratado de um lado para o outro a tentar ajudar aquelas pessoas. E eu sinto assim uma espécie de uma dívida de gratidão com Leiria e não queria deixar de dizer às pessoas que podem ajudar as pessoas de Leiria. E há várias maneiras de-
Não só as pessoas de Leiria, do centro do país em geral.
Sem dúvida nenhuma, mas eu estou a focar em Leiria, porque foi uma região muito afetada. E com a qual eu tenho preferidos, porque eu gosto muito de Leiria e são meus bros.
O mínimo que tu podias fazer era fazeres tu um donativo. Com os dinheiros que Leiria te deu. Economia circular, conheces?
Donativos privados fazem-se em privado.
Em privado. Meu Deus, eu já dei toda a minha fortuna a Leiria.
Não interessa absolutamente nada, porque essas coisas fazem-se pela calada. O que não se faz pela calada, que fala muito, como se diz, pela barulhenta.
Pela faladora.
Faz-se pela calada, eu vou fazer pela faladora. O que se faz pela faladora é dizer às pessoas para há imensas iniciativas solidárias. Eu chamo a atenção para um post no Instagram do Jornal de Notícias, que é de sexta-feira, se eu não estou em erro. Vocês podem ir lá e têm imensas associações. Há uma coisa chamada Operação Limpar Leiria, que no sábado se juntou no estádio com voluntários para ajudar a apanhar os troços. Há vários sítios onde estão a recolher bens alimentares. Na Marinha Grande, no Estaleiro Municipal, dá para deixar ou recolher bens. No pavilhão da escola Néri Capucho também dá. Em Pedrogão Grande, no Armazém Municipal, em Figueiró dos Vinhos, é no polo de formação. Ou seja, nós na descrição deste episódio vamos pôr um post com várias maneiras de ajudar. Eu sei que durante muito tempo brinquei com Leiria, tenho uma afinidade grande com Leiria. E queria só dizer aqui, se as pessoas puderem ajudar, é o mínimo que as pessoas podem fazer. Eu disse que ia tornar isto um bocadinho sério, não é a ambição deste podcast.
Às vezes tem de ser. Eu tive de vir de autocarro, porque os comboios de longo curso foram todos suprimidos em Portugal. E é assustador. É assustador olhar lá para fora e a cada 10 metros tu vês cenário de destruição. É mesmo assustador. Fiquei muito triste. Por outro lado, o que eu sinto também nestas alturas é que toda a gente partilha as mesmas coisas e às tantas já é cacofonia. Estás a falar destes posts, por exemplo. Às tantas as pessoas já veem toda a gente a partilhar e já ficam meio insensibilizadas.
Insensíveis.
Insensíveis. Bibi Eight.
Tu vais desligar os microfones, Bibi Eight, é o teu objetivo neste microfone, vá.
Está tipo não quero saber de Leiria, eu sou uma gata de Lisboa.
És contra Leiria, Bibi Eight.
Eu sou o problema deste país. Sou lisboacêntrica.
Exatamente. Anda para o colo. Sossegada.
Eu partilhei de uma associação de Leiria, de gatos, que ficou completamente destruída. Acho que nestas alturas é um bocadinho difícil partilharmos coisas que as pessoas ainda não tenham visto.
Mas não interessa. É preciso é ver muitas vezes.
Claro, mas eu acho que causa o efeito oposto.
Eu acho que não. Eu acho que em ajuda humanitária, neste caso, vou chamar-lhe ajuda humanitária, mas em termos de ajuda, eu acho que não. Uma coisa é tu veres demasiados cartazes a um novo filme. Aí é do género: "Foda-se, estou farto deste filme, nunca vi essa merda." Ajuda, eu acho que não. Acho que ajuda quanto mais vezes vires, melhor. Em relação ao que tu estavas a dizer de então porque é que eu não faço uma doação. Eu acho que essas coisas têm que se fazer em privado.
Não, eu também acho que sim.
Mas estou a fazer isto para uma-
Estava a brincar contigo.
Como é óbvio. Lembrou-me de uma pessoa, que eu não vou dizer o nome, que todos os natais fazia um post em que dizia: "Eu não dou prendas de Natal, eu dou sempre prenda da mesma maneira." E dava 200 € ou lá o que era, para uma associação, e depois imprimia o talão da transferência e tirava uma fotografia e fazia um post. E eu acho que, ok, eu percebo o que estás a fazer, porque tecnicamente estás a dar o dinheiro, mas não estás a dar o dinheiro só por dar o dinheiro. Porque se estás a mostrar que estás a dar o dinheiro, também há um lado de olhem para mim que estou a dar o dinheiro.
Sim e não. Todos os anos também é do género. Já percebemos que dás todos os anos, está tudo bem.
Era sempre no Natal.
Mas eu acho que há certas pessoas que têm o poder de influência, não significa que tenhas de mostrar quanto é que deste.
Pois. É que eu acho que há sempre ali um lado de olhem para mim. Estás a ver o Ventura a tirar garrafinhas de plástico da mala do carro?
Acho que estamos a comparar o incomparável.
Certo, mas eu acho que é uma demonstração de virtude pessoal através da ajuda que até pode ser genuína.
Sim, mas o Ventura para mim não é genuíno.
Talvez até seja, eu não acredito que o gajo odeie Leiria e queira que toda a gente morra. O gajo também quer ajudar.
Ele esfregou as mãozinhas.
Pois claro.
Ele foi do género: "Vou fazer mais um videozinho de fato."
E o menino que disse para nós não falarmos de política neste podcast, porque este podcast já serve para ele se distrair da semana dele e, portanto, ele não quer estar a ouvir coisas sobre política. Antes da Rita explodir. É sempre engraçado.
Não vou explodir.
A tendência das pessoas nunca é parem de falar de política no geral, é nós dizemos que somos contra o Ventura e que somos contra o Chega, porque é um partido que não nos representa nos nossos ideais e na nossa maneira de ver o mundo. E é sempre nesses que a malta diz assim: "Por favor, não falem de política, porque quando se metem na política..." Normalmente, metem na política sempre quando é o Chega.
Eu não vou deixar de falar de política neste podcast quando sentir que tenho que falar de política neste podcast. Peço imensa desculpa, fazemo-lo sempre com o máximo de humor e brincadeira possível, mas a verdade é que eu não quero contribuir para a distração política neste momento. Não quero. Quero contribuir para o oposto. Quero contribuir para que as pessoas olhem para as escolhas que têm à frente e tomem escolhas mais informadas, sejam elas quais forem.
Mas não vale a pena estarmos a entrar na política. Tu começas logo pronta para a porrada. Não, mas o que eu ia dizer era voltar ao nosso tema original. Fizemos uma tangente grande e o tema original era se de alguma maneira conseguirem ajudar, não custa nada. E há várias maneiras e vários posts e também não vale a pena estar aqui a enumerar e vocês encontram e não sei o quê, não sei que mais. Em relação à tempestade, eu tenho uma coisa completamente paralela e diferente para dizer Tu não estavas cá na terça-feira desta semana.
Terça para quarta, acho eu.
Que foi o caos maior, foi basicamente a noite pior.
Nós não estávamos cá, mas estava no Porto, também aconteceu lá.
Sim, senhora. Mas o que é que se passa? Esta casa acordou toda às 4h30 da manhã com o barulho do vento. Eu e os gatos acordamos todos ao mesmo tempo, foi muito giro.
E mesmo assim aquela publicidade que está ali naquele prédio não caiu.
Continua ali. Agora, a nossa roupa da corda ficou toda na corda. A única coisa que a nossa roupa da corda fez foi juntar-se toda a um lado da corda.
Agarrou-se toda.
Juntaram-se todos num cantinho. Mas eu queria dizer que a nossa escolha de molas é a melhor escolha de molas.
Top game, não é?
É pá, melhor escolha de molas.
Melhor escola de molas.
Melhor escola de molas.
Melhor escola de molas.
Excelente molas que nós temos cá em casa, porque se naquela tempestade, com ventos de 180 e 190, nós não perdemos nem uma toalhinha, que era o que estava ali, era um atoalhado que estava na corda. Não perdemos nenhum atoalhado. Eu fui lá no dia a seguir, estava molhado, sim senhor.
Porque estavam todas juntinhas.
Apanharam muita aguinha, ficaram muito molhadas, mas nós temos boas molas.
Olha, fico contente, porque às vezes olho para as árvores aqui ao pé dos prédios, depois de ventanias, e há sempre um lençol. Há um lençol ali há não sei quantos anos.
Eu tenho pena daquele lençol, porque a árvore ao lado da nossa casa tem um lençol, eu vou dizer, há um ano.
Há um ano. E está numa altura em que só os bombeiros é que conseguem lá chegar.
Pois é, é tipo: "Vamos ligar para os bombeiros a dizer que é um gatinho", e depois é um lençol.
Eu até pensei que com esta tempestade.
Que saísse.
Que saísse.
Não, está muito preso. Aquele lençol já faz parte da árvore. Por acaso tínhamos que tirar uma fotografia.
Temos é de tirar de maneira a que não se perceba onde é que é a nossa casa.
Não, está certo, sem problema.
Podemos tirar uma foto, sim.
Eu acho que ficava giro para divulgar o episódio.
Também acho que sim.
Porque é um lençol.
Não é nosso.
Que não é nosso.
E podia ser nosso, porque está perto.
Está perto, vamos dizer assim.
Está ali.
Mas está naquela árvore já há mais de um ano. E agora há outro mais acima.
Ah, ya?
A mesma árvore.
Tem dois lençóis.
Há nespereiras, há pereiras, há macieiras. Isto é uma lençoleira.
Uma lençoleira. Um novo tipo de árvore, descobrimos aqui.
É uma lençoleira. Eu quero ver o Horto do Campo Grande a ter estas. Não tem.
Não tem.
É uma lençoleira. E as nossas toalhas, boas molas que tu compraste, eu queria dar os parabéns.
Muito obrigada.
Tu fizeste uma escolha de consumidor excelente e ponderada.
Molas do continente.
Rita, tu tens muitos talentos na tua vida, escreves mais ou menos, como tratadora de gatos és medíocre, a escolher molas...
A melhor.
Eu aplaudo de pé, és das melhores de Portugal a escolher molas.
Muito bem. Olha, vamos aos e-mails.
Vamos. Eu tinha mais temas. Tinha outro tema aqui.
Bem, ele hoje está papapá.
Eu tenho outro tema aqui.
Então.
Desapareceu um chocolate cá de casa. E este é um tema muito importante. Eu acho que as pessoas...
Ele está quase a chorar.
Eu acho que as pessoas se vão rever nisto, porque isto passa-se em mais casas portuguesas. Rita da Nova, desapareceu um chocolate cá de casa. E eu vou contar a história do início ao fim, porque isto agora é true crime este podcast.
Não falem em true crime, eu estou aqui para me divertir.
Agora isto é um podcast true crime.
Ok, vá.
Nós tínhamos, no dia 7 de março, Guilherme Fonseca, o que é que aconteceu? Nós tínhamos, como é que se chama aquela marca de chocolates que eu não percebo nada de chocolates?
Lindt.
Lindt. Nós tínhamos ali uma caixinha com uns Lindt.
Um saquinho, não era uma caixinha.
Eu não sei bem.
Era um saquinho. Tens que contar as coisas como deve ser.
Aquilo é um saquinho.
É um saquinho.
Um saquinho.
Que são uns quadradinhos.
Com uns quadradinhos.
Com três tipos.
Com três tipos. Quais são os três tipos?
Os três tipos são...
Esta é a minha testemunha. Diga.
Não, eu sou a especialista do chocolate.
Exatamente.
Os três tipos desta marca são chocolate de leite com caramelo salgado, chocolate negro com caramelo e chocolate negro com laranja. Portanto, com recheiozinho por dentro.
O que é que se passa? Tu sabes o que eu acho de chocolate com laranja. As pessoas que ouvem este podcast sabem o que eu acho de chocolate com laranja. Eu adoro raspas de chocolate com laranja, eu adoro chocolate com laranja, é a melhor combinação de sabores para mim em chocolate, eu adoro. E eu não sou muito fã de chocolates. E eu descobri que esses Lindt tinham chocolate com laranja lá dentro. E então o que eu fiz? Eu fui comendo.
Os outros.
Os outros para deixar os de laranja para o fim. E chegamos a uma altura em que só havia dois dentro da caixa. Um que era chocolate com caramelo salgado, não interessa a ninguém, é medíocre, é normal, e mais um de chocolate com laranja. E há um dia em que eu penso assim: "Eu estou em casa, não está cá ninguém, a minha mulher não está. Isto hoje vai ser à grande e à francesa. Eu vou jantar, bem jantado, e vou buscar um descafeinado e vou comer o meu chocolate".
Eu estou a rir, mas com muito respeito.
O meu chocolatinho com chocolate de laranja, que está ali naquele saquinho.
Que estavas a guardar.
Que estava a guardar.
Para um momento especial.
Eu guardei para um dia em que eu estava aqui à vontade. Eu estava aqui mesmo bem. O que é que acontece? Eu vou buscar, não é a caixa, é o saquinho, o que quer que seja, o pacotinho, e lá dentro desapareceu.
Mas o pacote estava vazio?
Não, estava lá o outro. Eu tinha deixado dois.
Eu acho que tu comeste o outro.
Não comi, impossível, eu ia deixar para o fim. Eu tenho a certeza absoluta. Há hábitos que uma pessoa tem de manter. Eu tenho a certeza absoluta que eu ia deixar para o fim.
Eu vou dizer-te uma coisa, que é: quando esses chocolates vieram cá para casa, eu comi um e disse: "Eu não gosto muito disto". E a partir daí tu comeste.
Foi só para mim.
E sabes o que é que eu acho de chocolate com laranja? É o demónio encarnado.
Porque é que não é o demónio laranja?
É o demónio laranja.
Porque é de laranja.
Eu acho que é das piores invenções da história. Juntar duas coisas que são boas isoladas e juntas são uma merda.
Não, são excelentes. Não sabes comer.
É nojento. É absolutamente nojento.
Tu comes gajos. Gajos têm um aspecto nojento.
Sempre parece que eu ando aí, não é? Estou a comer gajos. Portanto, eu quero desde já avisar que eu não comi aquilo. E tu acreditas que eu não comi ou ainda estás a suspeitar que fui eu que comi?
A investigação está em curso. Não estamos a apontar dedos para já. As hipóteses de suspeitos não são muitas. Não são muitas, mas veio cá gente a casa.
Mas estava dentro da despensa.
Mas veio cá gente a casa. Vieram cá familiares teus, que nós já sabemos como é a bandalheira, vieram para aqui comer pizza, eu não sei se não roubaram um chocolate.
Podemos perguntar, mas eu não ofereci o chocolate.
Eu não quero estar a suspeitar de ninguém, mas eu tenho um método. Eu guardei e era para ser o último, e eu chego lá e não está lá.
Tu queres mandar uma mensagem para o grupo dos meus irmãos a perguntar se algum deles comeu?
Não vale a pena.
Não, se a investigação em curso, está a investigação em curso.
A investigação está em curso. Eu estou a investigar. Eu vou descobrir quem comeu o chocolate de laranja. Eu vou descobrir.
Posso dizer uma coisa? Eu acho que isto foi o que tu foste mais engraçado para mim neste podcast.
O quê? Falar de Leiria ter-te destruído não foi muito engraçado?
Não. Neste podcast, desde o início. Eu acho que tu estás muito engraçado.
Isto agora é um podcast-
Eu tinha mesmo saudades tuas, porra, para te estar a dizer que tu estás engraçado.
Pois é, não sei o que é que se passa contigo.
A Bibiete está a sair de casa. Queres sair de casa?
É? Queres ir embora? Para estar ali alguém fora. O que é que se passa contigo?
Pois, é muito difícil.
Rita da Nova, eu vou chegar ao fundo desta questão. Eu vou descobrir.
Como alguém chegou ao fundo do teu saquinho, não é?
Exatamente. Salvo seja, que eu sou um homem fiel e apesar de eu estar sozinho em Lisboa, eu portei-me bem. Eu vou descobrir o caso do chocolate desaparecido. Eu vou resolver este mistério e eu vou descobrir quem é o culpado e esse culpado vai pagar. Pagar o que fez, porque aquele chocolate estava guardado para estar para último, para ser o último, porque o melhor deixa-se para o fim e eu fui traído na minha própria casa. Traíram a minha confiança, traíram os meus hábitos, traíram as minhas rotinas e traíram a minha confiança.
Acho que já tinhas dito "a minha confiança" no início.
Pois já. Eu já não tinha um último. Eu fui de improviso, quis fazer três e depois já não tinha.
E pelaste. Cabeleireiro, cabelos, unhas e unhas.
Eu acho uma vergonha o que se passou, porque eu duvido muito que tenha sido gente que vem cá a casa. Agora há assaltantes diabéticos, rebentam a porta, entram e comem os chocolatinhos das pessoas e vão embora. Não. Portanto, foi um inside job. E um inside job quer dizer que eu fui traído por alguém da minha confiança.
Mas tu foste ao lixo ver se por acaso havia os restos da embalagem?
Não, isso é uma grande ideia.
Pois.
Queres te juntar a mim na investigação? Sendo que é daquelas séries em que eu não sei se o investigador que entra ou não está feito, como no "Task". Eu não sei se tu não fazes parte.
Olha aí.
Não, estou a dizer que há um, que pronto. Eu não sei se não estou a meter um investigador que faz a dupla.
Eu estava fora, eu estava a ver o meu "Martin Supreme". Eu comi nas duas restaurantes do Porto.
Se eu estivesse a ver uma série ou a ler um dos livros que eu gosto muito, murder mystery, eu não sei se tu não eras o suspeito número um, porque essa conversa do "eu odeio, eu odeio, eu não gosto disso, eu odeio essa merda do chocolate com laranja, eu odeio", não sei se não fosses tu.
Até fui eu. Olha, deitei o pratinho abaixo. Odeio tanto que nem comi. Olha, o que estavas a dizer que o melhor deixa para o fim, vamos a um e-mail?
Vamos a um e-mail. Mas atenção que este mistério não vai ficar por aqui.
Para a semana queremos novidades da tua investigação.
Eu vou continuar a investigar. Eu vou continuar a investigar e eu vou descobrir. Que e-mail é que tu queres?
O primeiro, um não pedido de namoro da Shein.
Muito bem.
Shein, Shein, não consigo dizer.
Eu não sei como é que se diz, tu é que és das compras.
Eu não compro coisas na Shein.
Não sei, mas tu é que sabes as letras.
Um não pedido de namoro e um apelo cívico.
Ok.
"Olá, Rita, Guilherme, para todos excelentíssimos colegas ouvintes."
Colegas ouvintes? Acho que essa é nova.
Exatamente. "Antes de mais, começo com o clichê mais sincero de todos. Sou vossa fã, mas calma que não é no sentido de comentário true crime da Netflix." Olha.
Espera, há um tema aqui de true crime.
"Sou só aquela fã que vos ouve há anos, fala de vocês como se fôssemos amigos, comprou todos os vossos livros em pré-venda e que vos tem como referências e motivo de admiração constante."
Já comprou o meu livro de poemas? Não sabemos, vamos ver.
"Feitos os elogios, justos, convenhamos, vamos ao motivo que me trouxe aqui e que quase me levou a arrastar o meu namorado, chamemos-lhe Telmo, para o espetáculo do Porto como parte do tribunal da relação."
Ok.
"Tentei, acreditem. Falhei, mas tentei. Ora bem, eu e o Telmo estamos juntos há quase oito anos."
Ok.
"Relação sólida, casa comprada, ok, apartamento, porque sejamos honestos, o mercado imobiliário não está para mansões, tudo ótimo. Tudo exceto uma pequena coisinha."
Ok.
"Nunca houve um pedido de namoro. Nada, zero, patavina. Não há datas, não há 'lembras-te quando me pediste em namoro?' Não há esse momento de guião de comédia romântica para contar aos netos. Fomos amigos e um dia, depois de alguma insistência de uma das partes, cof, cof, passamos a ser mais que isso. Aliás, acho que para os outros já éramos namorados antes mesmo de o sermos. Ele defende com toda a serenidade do mundo que pedidos de namoro são uma treta e que em nada mudam a nossa relação. E eu até concordo, mas fogo, gostava assim tanto de fazer o teatrinho só para me calar o romantismo interno. Já tentei ser eu a fazer o pedido, mas recebo sempre um seco não ou uma piada qualquer. Até os amigos já gozam com o assunto. Portanto, a dúvida que me traz aqui: sou eu que estou a exigir demais ou é legítimo querer esse momento oficial, nem que fosse só para o álbum das memórias? Por fim, e antes de terminar, deixem-me aproveitar a vossa plataforma para um pequeno public service announcement." "Fui à estreia da Tour no Sá da Bandeira. Gostei muito, mas a experiência foi ligeiramente sabotada pelas rapariguinhas atrás de mim que comentaram o espetáculo inteirinho. Eu, que evito confrontos como quem evita spoilers, não disse nada, mas saí de lá a fervilhar. Por isso, se puderem usar os vossos superpoderes mediáticos para espalhar a palavra, deixo o apelo: pessoas, por favor, não falem durante espetáculos. Um comentário ou outro é humano, mas narrar o espetáculo inteiro em direto é tortura coletiva. Obrigada pela atenção, pela terapia semanal e pelas gargalhadas. Continuem a ser incríveis, Xin." Por quê? Porque ela não é a namorada oficial.
Pois não.
Porque ela é a namorada da Xin.
Ela não é oficial, ela é de marca branca. Duas coisas: eu já fiz o meu trabalho e continuo a fazer o meu trabalho sobre silêncio em salas de espetáculo. Minha Nossa Senhora! Eu sou esta pessoa que a Rita acabou de imitar. Eu sou esta pessoa. Manda calar. Nós vimos ontem o primeiro episódio do "Wonder Man", a nova série da Marvel, e o momento em que eu me revejo mais na série é quando ele se levanta no cinema para ir mandar calar. 100%. Estou representado finalmente no universo da Marvel. Representatividade é importante. Agora, em relação ao tema deste e-mail, eu não sei se agora também já não é tarde, porque ele não vai pedir em namoro ao fim de nove anos.
Sim.
É tarde. Tipo: "Conhecemo-nos há 10, estamos juntos há nove, namoramos há oito, há um". É esquisito.
É esquisito. Estamos a morar juntos há nove e namoramos há um.
Se ele não quer saber de pedidos, se tu não queres saber de pedidos, eu não sei se tu não quererás saber mais de pedidos do que queres admitir.
Uhum.
Porque isto é uma coisa que te está a fervilhar e queres o pedido. "Não, mas deixa estar", mas depois no fundo queres.
Eu acho que até é mais interessante não ter, na minha humilde opinião.
Queres contar a nossa história? Porque eu acho que a nossa história é interessante para aqui.
Porque, na verdade, nós o que assinalamos é o dia em que nos conhecemos.
Mas como é que foi o início do nosso namoro? Tu não te lembras?
Tu pediste-me em namoro. Não?
Tu não te lembras como é que foi?
Não, nós começámos a mamar-nos logo.
Certo.
Depois a partir daí eu assumi e estamos.
Há um dia, tu nem te lembras disto, estás te a cagar. Há um dia em que nós estamos os dois deitados na cama, quase a dormir, e eu me viro para ti e digo assim: "Olha lá, nós namoramos ou não? Nós somos namorados?" E tu quase a dormir, dizes assim: "Sim, somos. Por quê?" E eu: "Pronto, era só para fecharmos este tema".
Já nem me lembrava disso, devia estar a dormir. Já me lembrava disso.
Andávamos só nos mamanços e não era nada oficial, não houve um pedido.
Mas estávamos sempre juntos.
Está bem, tudo bem, mas não havia uma cena oficial, podia ser só um mamanço muito bom de três meses.
Tu claramente precisas mais de saber.
Eu sou a menina deste e-mail.
Então, para mim estava tipo: "Ya, estamos aqui, estamos juntos".
Estamos juntos, mas depois há de haver pessoas que nas costas percebem: "Espera aí, mas afinal ela também estava com o outro, não há aqui nada oficial".
Agora, neste caso, eu acho que já não é isso.
Oito anos? Não sabes se ele não está com outro.
Tem uma outra vida. Não, acho que já assumiram. Ou seja, estão juntos, acabou, não há um pedido oficial.
Mas eu percebo. Oficializar as coisas é muito importante, deixar tudo escrito. Acho que é importante. Eu acho que era muito engraçado ela fazer uma coisa de exagero, tipo exagerar a brincadeira a um ponto maluco.
Ok.
E então, o que eu acho? Eu acho que ela devia arranjar um notário.
Para assinarem um contrato.
E ela dizia: "Olha, tu sabes que isto é importante para mim. Queres namorar comigo? Está aqui o notário, vai oficializar isto". E depois tinham mesmo uma cerimoniazinha engraçada.
Era muito giro.
Faziam uma coisa com um notário.
Mas ele vai dizer que não. Porque ele diz sempre que não quando ela brinca a pedi-lo em namoro.
Com o notário à frente, diz que não? Epa, se ele disser que não com o notário à frente.
Ela tem de se separar dele.
Tenho imensas questões para esse casal. Isto era mesmo giro fazer um tribunal da relação com eles.
Pois era.
Como é que ele fala dela? Ele diz: "Vem aí a minha..."
A minha Xin.
A minha gaja?
A minha Maria.
Vem a minha gaja.
Não sei. Vem aí a X. Pronto, é o nome dela.
Epá, esquisito.
Eu acho que também é esquisito, mas também já passou tanto tempo.
Mas é importante para ela.
Mas ela então tem de dizer seriamente que é importante para ela.
Pois, ela tem que bater o pé.
Isto não pode ser só kiki káká.
Mas ela também não quer admitir que é importante para ela.
Pois, Xin.
É isso, eu acho que tens que começar por admitir a ti própria.
Tu queres chamar para oficial.
Tu tens que admitir primeiro a ti própria que isto é mais importante do que tu achas que é para ti.
O primeiro passo é admitir. Depois logo se resolve.
Exatamente.
terapiadecasalpodcast@gmail.com é para onde vocês podem enviar os vossos e-mails, como fez a Xin e como fizeram tantas outras pessoas que nós não tivemos tempo de ir porque o Guilherme não se calou.
Desculpa lá, se eu quis falar de molas.
Estavas com saudades minhas, era.
Se eu quis falar de Leiria.
Estavas com saudades minhas.
Se eu quis falar do abandono da minha mulher.
Estavas com saudades minhas.
Isso eu quis falar.
Do caso.
Do grande roubo. Depois do Louvre, eu não sei se isto não é o maior roubo.
Mas rapidíssimo também e sem...
Sem deixar provas, ninguém sabe muito bem o que é que aconteceu, foi demasiado fácil.
Sabem a nossa password.
Foi demasiado fácil. A nossa password também é Louvre.
É Louvre.
Até para a semana.
Até para a semana.